Quinta-feira, Maio 28, 2026
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LEI SECA FECHA O CERCO NO VALE: BLITZ FISCALIZA 862 MOTORISTAS E 15 CONDUTORES SE RECUSAM AO BAFÔMETRO


A fiscalização contra a combinação de álcool e direção voltou a ganhar força no Vale do Paraíba. Entre os dias 18 e 24 de maio, as cidades de Caçapava e Pindamonhangaba receberam operações da Lei Seca realizadas pelo Detran-SP, com foco no combate à alcoolemia ao volante e na prevenção de acidentes graves. Ao todo, 862 motoristas foram abordados durante as ações, que fazem parte do esforço permanente para reduzir mortes, feridos e ocorrências provocadas por condutores que assumem o risco de dirigir após consumir bebida alcoólica.

Durante as fiscalizações, 15 condutores se recusaram a realizar o teste do bafômetro. A recusa, assim como a constatação de álcool no organismo, é considerada infração gravíssima pelo Código de Trânsito Brasileiro. Nesses casos, o motorista recebe multa de R$ 2.934,70 e passa a responder a processo administrativo de suspensão da Carteira Nacional de Habilitação. A legislação trata a recusa com o mesmo peso da infração por dirigir sob efeito de álcool justamente para impedir que o condutor tente escapar da fiscalização simplesmente deixando de fazer o teste.

As operações fazem parte da política de tolerância zero contra motoristas que insistem em misturar bebida alcoólica e direção. Segundo o Detran-SP, a proposta das blitzes é retirar das ruas condutores que possam colocar em risco a própria vida e a de outras pessoas, incluindo passageiros, pedestres, motociclistas, ciclistas e demais motoristas. A fiscalização também tem caráter educativo e preventivo, já que a presença das equipes nas vias funciona como alerta para quem ainda acredita que pode dirigir depois de beber sem sofrer consequências.

Em caso de reincidência no período de 12 meses, a punição fica ainda mais pesada. O valor da multa dobra e chega a R$ 5.869,40. Além do impacto financeiro, o motorista pode enfrentar consequências administrativas mais severas, incluindo a cassação do direito de dirigir, dependendo da situação e do histórico de infrações. Na prática, a reincidência mostra que o condutor já foi alertado, punido e, mesmo assim, voltou a cometer a mesma infração, o que aumenta o rigor das medidas previstas em lei.

O Detran-SP também reforça que há diferença entre a infração administrativa e o crime de trânsito. Quando o teste do bafômetro aponta índice a partir de 0,34 miligramas de álcool por litro de ar expelido, o caso passa a ser enquadrado como embriaguez ao volante. Nessa situação, além da multa e do processo de suspensão da CNH, o condutor é encaminhado ao distrito policial para registro da ocorrência e adoção das providências legais.

Se condenado pelo crime de embriaguez ao volante, o motorista pode cumprir pena de seis meses a três anos de prisão, conforme determina a legislação da Lei Seca. A punição busca endurecer a resposta contra uma conduta que continua entre os principais fatores de risco no trânsito. O álcool reduz reflexos, altera a percepção de distância, prejudica a coordenação motora e aumenta a chance de decisões imprudentes ao volante, especialmente em vias de grande movimento ou durante a noite.

A presença das blitzes em Caçapava e Pindamonhangaba reforça a intensificação das operações em cidades estratégicas do Vale do Paraíba. A região tem grande circulação de veículos, ligação com rodovias importantes, fluxo intenso entre municípios e histórico de ocorrências que exigem fiscalização constante. A atuação do Detran-SP busca evitar que situações de risco terminem em colisões, atropelamentos, capotamentos e mortes que poderiam ser prevenidas com uma decisão simples: não dirigir após beber.

A fiscalização também serve como recado para motoristas que tentam tratar a Lei Seca como uma possibilidade remota. As ações são realizadas em diferentes pontos do Estado de São Paulo e podem ocorrer em dias úteis, fins de semana, feriados, períodos noturnos e horários de maior circulação. A proposta é ampliar a presença do poder público nas ruas e aumentar a percepção de risco para quem pretende assumir o volante depois de consumir bebida alcoólica.

No Vale do Paraíba, o balanço das operações mostra que, mesmo com campanhas educativas, multas altas e risco de suspensão da CNH, ainda há condutores que preferem se recusar ao bafômetro. Para as autoridades de trânsito, esse comportamento reforça a necessidade de manter as blitzes ativas e ampliar a conscientização sobre os perigos da combinação entre álcool e direção.

As operações da Lei Seca seguem sendo intensificadas em diferentes cidades paulistas. Em Caçapava e Pindamonhangaba, os 862 motoristas fiscalizados e as 15 recusas registradas mostram que a fiscalização continua necessária para preservar vidas e reduzir a violência no trânsito. A orientação das autoridades permanece direta: quem bebe não deve dirigir.

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