Terça-feira, Maio 26, 2026
Plantão Policial

PAI VÊ LESÕES NO BRAÇO DA FILHA POR CHAMADA DE VÍDEO E PROCURA A POLÍCIA EM CRUZEIRO


Um pai procurou a Polícia Civil em Cruzeiro na noite de segunda-feira, 25, depois de ver, por chamada de vídeo, lesões no braço da filha, uma menina de 12 anos identificada apenas pelas iniciais A.S.L. O caso foi registrado no plantão policial como induzimento, instigação ou auxílio a suicídio ou automutilação, com autoria desconhecida, e deverá ser apurado para esclarecer a origem dos ferimentos e as circunstâncias em que eles ocorreram.

Segundo o boletim de ocorrência, o pai estava de plantão no trabalho quando recebeu uma ligação da avó materna da criança, que pediu para que ele verificasse o braço da menina. Como não estava com a filha naquele momento, ele entrou em contato com a avó paterna, com quem a criança se encontrava, e conseguiu visualizar os ferimentos por meio de uma chamada de vídeo. A imagem acendeu o alerta e levou o responsável a registrar a ocorrência.

De acordo com o relato feito à polícia, o pai descreveu o braço da filha como bastante marcado e com diversas lesões. Ao ser questionada, a menina teria dito que os ferimentos seriam resultado de uma briga ocorrida cerca de cinco dias antes. O responsável, no entanto, informou suspeitar que o fato pudesse ser mais recente, embora tenha declarado não saber exatamente quando as lesões foram produzidas, pois não presenciou o ocorrido.

Ainda conforme o registro policial, a criança teria relacionado a situação a um desentendimento familiar anterior, envolvendo a mãe e a avó paterna, episódio que teria ocorrido aproximadamente uma semana antes do Dia das Mães. Na ocasião, segundo o boletim, teriam ocorrido discussões e agressões físicas. A Polícia Civil deverá apurar se há ligação entre os fatos narrados e as lesões encontradas no braço da menina.

O pai informou que a filha, de 12 anos, atualmente reside com ele e com a avó paterna. Ele relatou ainda que, em momento anterior, não permitiu que a criança permanecesse na residência materna em razão de comportamentos inadequados que teriam sido comunicados pela escola. No registro, o responsável manifestou preocupação com a integridade física e psicológica da filha.

Questionado sobre possível induzimento por terceiros ou influência de redes sociais, o pai disse não ter conhecimento de qualquer situação nesse sentido. Ele também informou que a menina não possui aparelho celular. Sobre atendimento médico, declarou não saber se a criança havia sido levada a alguma unidade de saúde após o surgimento das lesões.

Ao final do registro, o pai relatou a intenção de acionar o Conselho Tutelar para que medidas de proteção fossem avaliadas e os direitos da menina fossem resguardados. A ocorrência foi registrada na Delegacia Seccional de Cruzeiro e deverá ser remetida para a unidade policial responsável pela área do fato.

A investigação deverá buscar esclarecer quando e como as lesões foram causadas, se houve participação ou influência de terceiros, se a criança recebeu atendimento médico e quais medidas serão adotadas para garantir sua proteção durante a apuração.

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