JUSTIÇA MANDA PRENDER QUATRO SUSPEITOS PELO ASSASSINATO DE THALES EM SÃO JOSÉ DOS CAMPOS
A morte de Thales Rudson Torres, de 23 anos, ganhou um novo capítulo com a conclusão da investigação da Polícia Civil em São José dos Campos. Quase dois meses depois de o jovem ser encontrado morto com marcas de tiros em uma estrada rural de Caçapava, a Delegacia de Homicídios identificou quatro suspeitos de envolvimento no crime. A Justiça decretou nesta terça-feira, 26, a prisão preventiva dos investigados, que seguem foragidos.
Thales foi encontrado morto na manhã de 30 de março de 2026, na Estrada Padre Piedade, no bairro Guamirim, em Caçapava. Segundo a Polícia Civil, ele apresentava ferimentos provocados por disparos de arma de fogo e estava desaparecido desde a noite anterior. Morador da região leste de São José dos Campos, o jovem não possuía antecedentes criminais, conforme apontou a investigação.
Os suspeitos identificados pela Polícia Civil são Wellington Cristiano de Oliveira, de 32 anos, conhecido como “Dentinho”, Welithon Ferreira de Araújo Neto, de 19 anos, Vitor Eduardo Adrião Francisco, de 22 anos, e Luan Fabrício dos Reis Ribeiro, de 29 anos. Com a decisão judicial, todos tiveram a prisão preventiva decretada, mas ainda não haviam sido localizados até a última atualização. A polícia informou ainda que Welithon não possui registro no estado de São Paulo, apenas no estado da Bahia.
De acordo com o inquérito policial, a sequência que terminou no assassinato teria começado após uma confusão nas proximidades da “Adega da 20”, também conhecida como “Toca dos Drack”. A investigação aponta que Thales passou a ser acusado de um suposto abuso sexual. Apesar da acusação que teria motivado a perseguição, testemunhas ouvidas pela polícia afirmaram não ter presenciado qualquer ato de violência sexual envolvendo a vítima.
Ainda segundo a apuração, Thales foi cercado pelos suspeitos e obrigado a entrar em um carro vermelho. Um segundo veículo, de cor preta, teria acompanhado a movimentação. A vítima foi levada inicialmente em direção ao Jardim Monterrey e, depois, para uma área rural, onde foi assassinada. Para a Polícia Civil, os elementos reunidos indicam a participação dos quatro investigados na ação que resultou na morte do jovem.
Um dos pontos considerados importantes para o avanço da investigação foi o depoimento de Vitor Eduardo. Durante as diligências, os policiais localizaram o investigado internado no Hospital Municipal de São José dos Campos, na Vila Industrial, com ferimentos causados por disparo de arma de fogo na mão. Inicialmente, ele apresentou uma versão considerada evasiva pelos investigadores, mas depois decidiu prestar novo depoimento.
Em seu relato, Vitor afirmou que, após a acusação feita pela mãe de uma criança, ele, Luan e Welithon passaram a perseguir Thales. Segundo o depoimento, o grupo teria levado o jovem até uma estrada rural sob o pretexto de “conversar” e agredi-lo. A versão apresentada ajudou a Polícia Civil a reconstruir a dinâmica do crime e a identificar a participação dos envolvidos.
Ainda conforme o relato, Wellington Cristiano de Oliveira, o “Dentinho”, estaria armado com uma arma longa. Em determinado momento, ao tentar atingir Thales com a coronha da arma, teria ocorrido um disparo acidental, que atingiu Vitor na mão e na perna. Segundo a Polícia Civil, Vitor confessou que estava no local e afirmou que o disparo que o feriu saiu da mesma arma usada por “Dentinho” para matar Thales. Depois do disparo acidental, o suspeito teria atirado novamente contra a vítima.
A Polícia Civil informou que já havia solicitado anteriormente a prisão temporária dos investigados, mas o pedido foi negado pela Justiça de Caçapava. Na ocasião, Vitor Eduardo também obteve liberdade provisória. Com o avanço das apurações e o envio do inquérito para a Comarca de São José dos Campos, a Justiça decretou agora a prisão preventiva dos quatro suspeitos.
As equipes seguem em diligências para localizar Wellington Cristiano de Oliveira, Welithon Ferreira de Araújo Neto, Vitor Eduardo Adrião Francisco e Luan Fabrício dos Reis Ribeiro. Denúncias sobre o paradeiro dos procurados podem ser feitas pelo telefone 181 ou pelo WhatsApp (12) 3931-0220. O sigilo é garantido.

Foto destaque: Thales Rudson Torres, fotos menores os procurados (da esq. para a dir.): Wellington Cristiano de Oliveira, Vitor Eduardo Adrião Francisco e
Luan Fabrício dos Reis Ribeiro e Welithon Ferreira de Araújo Neto

