Segunda-feira, Maio 18, 2026
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FAMÍLIA BUSCA POR AGNALDO E MANTÉM ESPERANÇA DE REENCONTRO APÓS QUASE 20 ANOS

Quase duas décadas depois do desaparecimento de Agnaldo Barbosa Coelho, conhecido como Guil, os filhos ainda vivem entre a saudade, a incerteza e a esperança de reencontrar o pai. Morador de São José dos Campos e pedreiro de profissão, ele desapareceu em 2006, após viajar para São Paulo com um grupo de moradores da zona sul da cidade para participar de uma reunião de cunho político.

Na época, Agnaldo vivia no antigo Pinheirinho. Segundo relatos de familiares, ele embarcou com vizinhos rumo à capital paulista, mesmo após orientações para que não participasse da viagem por causa de problemas relacionados ao alcoolismo. No retorno do grupo ao Vale do Paraíba, ele não apareceu no local combinado, e as buscas feitas naquele momento não conseguiram localizá-lo.

Os filhos ainda eram crianças quando o desaparecimento aconteceu. Letícia, uma das filhas, tinha apenas 9 anos. Com o passar dos anos, a ausência do pai se transformou em uma busca por respostas. Em 2019, ela começou a procurar informações por conta própria e encontrou registros que indicavam a passagem de Agnaldo por um albergue na região da Praça da Sé, em São Paulo.

Mais tarde, novas pistas reacenderam a esperança da família. Pessoas relataram ter visto um homem muito parecido com Agnaldo circulando entre a antiga e a nova rodoviária de São José dos Campos. Uma foto enviada aos familiares aumentou a suspeita de que ele pudesse estar novamente na cidade, vivendo em situação de rua e com sinais de transtorno mental.

A família também procurou o Centro POP, serviço voltado ao atendimento de pessoas em situação de rua. Segundo Letícia, profissionais relataram que um homem chamado Agnaldo já havia sido atendido pela unidade, o que reforçou a possibilidade de que o pedreiro estivesse na região.

Agora, os filhos tentam localizar novamente o possível paradeiro de Agnaldo para confirmar sua identidade, inclusive por meio de exame de DNA. A família registrou denúncia no Disque 100 e pede apoio da população para encerrar uma espera que atravessa quase 20 anos.

Quem tiver informações sobre Agnaldo Barbosa Coelho pode entrar em contato com Letícia pelo telefone (12) 98188-8447. Informações também podem ser repassadas de forma anônima à Polícia Militar, pelo 190, ou ao Disque Denúncia, no 181.

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