Terça-feira, Maio 12, 2026
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OPERAÇÃO FIDES FRACTA MIRA MULHER EM TAUBATÉ POR SUSPEITA DE LAVAGEM DE DINHEIRO E DESVIO DE MAIS DE R$ 1 MILHÃO

Uma mulher de 36 anos foi alvo de uma operação da Polícia Civil na manhã desta terça-feira, 12, em Taubaté, durante uma investigação que apura um suposto esquema milionário de desvio de recursos em Minas Gerais. A ação, batizada de Operação Fides Fracta, foi realizada em apoio à Polícia Civil mineira e mobilizou equipes da Deic, Delegacia Especializada de Investigações Criminais de Taubaté, em conjunto com a DIE, Delegacia de Investigações Especiais de Montes Claros.

O principal alvo da investigação foi localizado em um apartamento no bairro Jardim da Luz, em Taubaté. Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, os policiais recolheram quantias em dinheiro, aparelhos celulares, um notebook, documentos e anotações consideradas importantes para o avanço das apurações. Todo o material apreendido será encaminhado para Minas Gerais, onde o caso é conduzido.

Segundo a Polícia Civil, as investigações apontam para um esquema de desvio de recursos superior a R$ 1 milhão, envolvendo uma associação sediada em Montes Claros, no norte mineiro. A suspeita é de que pessoas ligadas à entidade tenham se aproveitado de funções estratégicas para acessar, movimentar ou desviar valores, causando prejuízo milionário e quebrando a relação de confiança existente dentro da instituição.

O nome da operação, Fides Fracta, tem origem no latim e significa Confiança Quebrada. A escolha faz referência ao ponto central da investigação, que apura um possível abuso de confiança praticado por suspeitos que teriam usado suas posições dentro da estrutura da associação para viabilizar o desvio dos recursos. Para os investigadores, essa relação interna teria sido essencial para a execução do esquema.

A mulher localizada em Taubaté passou a ser alvo das diligências por suspeita de envolvimento no esquema e possível lavagem de dinheiro. A participação dela deverá ser aprofundada a partir da análise dos materiais apreendidos no apartamento. Celulares, notebook, documentos, anotações e valores em espécie podem ajudar a polícia a identificar movimentações financeiras, contatos entre investigados, possíveis beneficiários e o caminho percorrido pelo dinheiro desviado.

A investigação também deverá apurar se os recursos foram ocultados, transferidos para terceiros ou usados para aquisição de bens, prática comum em esquemas de lavagem de dinheiro. A partir da perícia nos equipamentos e da análise documental, a Polícia Civil mineira pretende esclarecer a extensão da participação dos envolvidos e verificar se outras pessoas também atuaram no desvio ou na tentativa de dar aparência legal aos valores.

A operação reforça a integração entre as polícias civis de São Paulo e Minas Gerais em investigações que ultrapassam os limites estaduais. Embora o caso tenha origem em Montes Claros, parte das diligências chegou até Taubaté, onde os mandados foram cumpridos com apoio das equipes locais da Deic.

O material apreendido será analisado pelos investigadores responsáveis pelo caso em Minas Gerais. A expectativa é de que os documentos e equipamentos recolhidos ajudem a esclarecer a dinâmica do esquema, confirmar responsabilidades e rastrear o destino do dinheiro. As investigações seguem em andamento.

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