CASEIRO É ACUSADO DE DEIXAR ANIMAIS MORREREM EM FAZENDA E CASO VIRA INVESTIGAÇÃO EM CACHOEIRA PAULISTA
Um caso envolvendo supostos maus-tratos e morte de animais em uma propriedade rural está sendo investigado pela Polícia Civil em Cachoeira Paulista. A denúncia foi formalizada após registros feitos pelo proprietário da fazenda, localizada no distrito de Embaú, e passou a ser apurada pelas autoridades após o desligamento do trabalhador, ocorrido no dia 18 de abril.
Um homem contratado para atuar como caseiro foi acusado pelo dono da propriedade de negligência no cuidado dos animais, situação que teria resultado na morte de vacas, desaparecimento de bovinos e perda de uma égua jovem.
Segundo o boletim de ocorrência, o trabalhador foi contratado no dia 6 de março de 2026 para atuar no manejo da fazenda, sendo responsável pelo trato de bovinos leiteiros e de corte, além de equinos presentes na propriedade rural.
De acordo com o proprietário, os primeiros dias de trabalho ocorreram sem problemas aparentes. No entanto, com o passar das semanas, começaram a surgir falhas frequentes relacionadas ao cuidado dos animais, incluindo atrasos ou ausência de alimentação, falhas no manejo diário e descumprimento dos horários de ordenha.
O dono da fazenda relatou à polícia que passou a perceber irregularidades por meio de câmeras de monitoramento instaladas na propriedade. Segundo a denúncia, as imagens registrariam situações de descuido e comportamento incompatível com as funções atribuídas ao trabalhador.
Ainda conforme o boletim, entre os dias 6 de março e 18 de abril, a fazenda teria sofrido prejuízos significativos. O proprietário afirma que dois bovinos desapareceram, duas vacas debilitadas foram levadas para outro pasto sem autorização e morreram posteriormente, além da perda de uma égua jovem e de outra vaca que, mesmo após atendimento veterinário, não resistiu.
A denúncia sustenta que o prejuízo total inclui três vacas mortas, dois bovinos desaparecidos e a morte de uma potra. O proprietário informou possuir registros fotográficos, notas fiscais de compra de ração, medicamentos e insumos, além de comprovantes de pagamento e imagens das câmeras de segurança para demonstrar que os animais recebiam alimentação e acompanhamento adequado.
Outro ponto citado no registro policial envolve danos materiais. Segundo o proprietário, após ser desligado da função no dia 18 de abril, o ex-funcionário teria danificado equipamentos da fazenda entre os dias 18 e 19 de abril, aumentando ainda mais o prejuízo relatado.
O boletim também menciona que, após a dispensa, começaram desentendimentos relacionados a acertos financeiros e troca de ameaças verbais entre as partes.
O caso foi registrado com base no artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais, que trata de abuso e maus-tratos contra animais, com agravante quando ocorre morte. Também houve registro relacionado a dano material.
A Polícia Civil deverá analisar imagens de monitoramento, documentos, comprovantes e demais elementos apresentados pelo proprietário para verificar a veracidade das acusações e esclarecer se houve responsabilidade direta do trabalhador pelas mortes e desaparecimentos dos animais.
Até o momento, a investigação considera apenas a versão apresentada pelo dono da fazenda. A apuração policial deverá ouvir outras partes envolvidas e reunir elementos técnicos antes de qualquer conclusão oficial sobre o caso.


