Quarta-feira, Abril 22, 2026
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MULHER TEM ORELHA MUTILADA APÓS ATAQUE EM RESTAURANTE E PEDE JUSTIÇA: “NADA JUSTIFICA”

Uma mulher de 25 anos vive as marcas físicas e emocionais de uma agressão brutal ocorrida na madrugada de domingo, dia 19, durante um evento em um restaurante na cidade de Piracaia, interior de São Paulo. Ela teve parte da orelha arrancada após ser atacada pelo então companheiro, em um caso que ganhou repercussão pela violência das imagens e pela gravidade dos ferimentos. Mesmo após a prisão em flagrante, o suspeito foi solto e responde ao processo em liberdade.

A vítima relembrou o episódio em entrevista divulgada nesta terça-feira, dia 22, e afirmou que continua cobrando justiça. Segundo ela, nada poderia justificar a violência sofrida. O ataque aconteceu enquanto o casal participava de uma festa em um restaurante localizado na Vila dos Artistas. Conforme o relato, os dois chegaram juntos ao local, mas o comportamento do homem já causava desconforto ao longo da noite.

De acordo com a vítima, o companheiro demonstrava atitudes de desrespeito e ciúmes excessivos durante o evento. Mesmo incomodada, ela preferiu evitar discussões. Em determinado momento, foi até o banheiro e, ao retornar, entrou na fila do bar para pegar uma bebida a pedido dele.

Foi nesse instante que aconteceu a agressão. Segundo o relato, o homem se aproximou por trás, puxou seu cabelo com força e mordeu sua orelha, arrancando parte da estrutura. A vítima afirma que tudo ocorreu de maneira repentina, sem qualquer chance de reação ou defesa.

Imagens obtidas por veículos de imprensa mostram o momento do ataque. O vídeo registra quando o agressor se aproxima da mulher enquanto ela aguardava atendimento no balcão. Em segundos, ele a segura e a agride violentamente, provocando correria e desespero entre as pessoas que estavam no local.

Após a agressão, a mulher ficou em estado de choque e foi socorrida por frequentadores do restaurante. Testemunhas tentaram conter o sangramento e chegaram a procurar no chão o pedaço da orelha arrancado durante o ataque.

Ela foi levada à Santa Casa ainda na madrugada de domingo, dia 19, onde recebeu anestesia e precisou passar por sutura. Foram necessários sete pontos, mas os médicos informaram que não seria possível reconstruir a parte mutilada da orelha.

Segundo a vítima, o agressor continuou tentando contato mesmo após o crime. Enquanto ela recebia atendimento médico, o homem teria feito diversas ligações e enviado mensagens pedindo ajuda, afirmando que estava escondido em uma área de mata próxima ao restaurante.

As informações fornecidas por ele acabaram auxiliando a polícia na localização. Guardas municipais conseguiram encontrá-lo ainda no domingo, dia 19. O suspeito foi preso em flagrante, mas posteriormente liberado pela Justiça.

O homem foi identificado como Wendel Alexander De Oliveira Poloni. Conforme o boletim de ocorrência, ele apresentava sinais de embriaguez no momento da prisão e optou por permanecer em silêncio durante o depoimento. A polícia também apreendeu objetos pessoais com ele.

A vítima relatou ainda que já havia sofrido agressões anteriores durante o relacionamento, que durava cerca de seis anos. Segundo ela, existem fotos e vídeos de episódios passados que poderão integrar a investigação.

O caso foi registrado como violência doméstica com base na Lei Maria da Penha e lesão corporal qualificada. A Polícia Civil segue investigando as circunstâncias da agressão e reunindo elementos que possam fortalecer o processo judicial.

A brutalidade do caso provocou indignação e reacendeu debates sobre violência contra a mulher, especialmente em relacionamentos marcados por controle, manipulação e agressões recorrentes.

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