Segunda-feira, Abril 6, 2026
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Mistério, execução e dor: homem de 37 anos é encontrado morto com tiro na cabeça em fazenda de Silveiras e cidade se despede com comoção

A calmaria típica da zona rural de Silveiras foi interrompida por um crime cercado de mistério, violência e profunda tristeza. Pedro Dias de Camargo, de 37 anos, foi encontrado morto na manhã de domingo (5), em frente à porteira da Fazenda Morro Redondo, na Estrada da Bocaina. O corpo estava parcialmente para fora do veículo, em uma cena que rapidamente mobilizou moradores e autoridades.

Segundo apuração, a descoberta foi feita pela própria companheira da vítima, em um momento de desespero que marcou o início de um dia de luto. Ela relatou que Pedro havia saído para trabalhar no sábado (4) e manteve contato até às 19h24, quando enviou sua última mensagem. Horas depois, por volta das 22h, um forte estrondo foi ouvido, um barulho que, diante dos fatos, levanta a suspeita de ter sido o disparo fatal. Sem notícias durante a noite, a angústia só terminou ao amanhecer, quando ela encontrou o carro parado na entrada da propriedade e, ao se aproximar, se deparou com a cena trágica.

A perícia técnica confirmou a brutalidade do crime. Pedro apresentava ferimentos graves na cabeça e também no braço esquerdo, provocados por disparos de arma de fogo de grosso calibre. Apesar da violência, um detalhe chama atenção e intriga os investigadores: no bolso da vítima havia R$ 3,9 mil, valor que não foi levado, afastando, em um primeiro momento, a hipótese de latrocínio.

O cenário encontrado reforça a suspeita de que o crime tenha sido premeditado. A porteira da fazenda estava fechada e uma cerca próxima havia sido amarrada, o que pode indicar uma emboscada cuidadosamente preparada. Ainda assim, elementos importantes desapareceram do local, como uma bolsa cinza contendo documentos e a chave do veículo da vítima, aumentando o enigma que envolve o caso.

O homicídio foi registrado na Delegacia Seccional de Cruzeiro, e a Polícia Civil já deu início às investigações. O celular da vítima foi apreendido e deve ajudar a traçar os últimos passos de Pedro, além de possíveis contatos que possam levar aos autores do crime. A ausência de câmeras de monitoramento na área rural, no entanto, é um obstáculo que pode dificultar o avanço das apurações.

Enquanto a polícia busca respostas, a cidade vive um clima de dor e incredulidade. Pedro era conhecido, querido e respeitado, e sua morte provocou uma onda de comoção nas redes sociais. Foram dezenas de mensagens de despedida, homenagens e lembranças compartilhadas por amigos, familiares e conhecidos, todos destacando seu jeito simples, trabalhador e o carinho que tinha com as pessoas ao seu redor.

“Não dá para acreditar”, escreveu um amigo. “Um cara do bem, sempre disposto a ajudar”, comentou outro. As palavras se repetem em meio à tristeza coletiva, evidenciando o quanto Pedro era estimado na comunidade.

Agora, fica o silêncio da estrada, o vazio deixado por uma vida interrompida de forma brutal e a expectativa por justiça. A população aguarda respostas, enquanto mais um caso de violência deixa marcas profundas em uma cidade acostumada à tranquilidade do interior, mas que, desta vez, amanheceu tomada pelo luto.

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