Sexta-feira, Março 27, 2026
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TRAGÉDIA NO PARAÍBA DO SUL: peixes aparecem mortos e rio agoniza sem oxigênio em Barra Mansa

Uma cena alarmante e de forte impacto ambiental marcou a quarta-feira (26) em um trecho do Rio Paraíba do Sul, na altura do bairro Ano Bom, em Barra Mansa. Peixes de diferentes espécies e tamanhos foram encontrados mortos ao longo das margens, evidenciando um quadro crítico que acendeu o alerta das autoridades e gerou preocupação entre moradores da região.

A situação foi identificada durante uma vistoria técnica realizada pelo Instituto Estadual do Ambiente, que constatou um fator determinante para a mortandade: a baixa concentração de oxigênio dissolvido na água. Esse elemento é essencial para a sobrevivência da fauna aquática, e sua ausência cria um ambiente inviável para a vida, levando à morte em larga escala.

De acordo com o órgão estadual, a queda nos níveis de oxigênio está diretamente ligada ao acúmulo de matéria orgânica no rio. Esse material, ao entrar em decomposição, consome o oxigênio presente na água, provocando um desequilíbrio ambiental severo. O resultado é um efeito silencioso, porém devastador, que transforma o rio em um ambiente sufocante para os organismos que dependem dele.

A Prefeitura de Barra Mansa também se manifestou sobre o caso e apontou que o problema foi agravado pelo assoreamento do leito do rio, consequência direta das chuvas intensas registradas recentemente. Com o aumento do volume de água, sedimentos foram arrastados e se acumularam no fundo do rio, alterando sua dinâmica natural e dificultando a circulação.

Esse acúmulo compromete o fluxo hídrico e cria áreas de estagnação, onde a oxigenação se torna ainda mais limitada. O impacto é direto na fauna aquática, que passa a enfrentar condições extremas para sobrevivência, como ficou evidente na mortandade registrada.

Segundo a administração municipal, já há uma programação definida para a realização de ações de desassoreamento, com o objetivo de remover os sedimentos acumulados e restabelecer o fluxo normal do rio. A expectativa é que, com a melhoria na circulação da água, os níveis de oxigênio sejam gradualmente recuperados.

Enquanto isso, equipes técnicas seguem monitorando a situação de forma contínua, avaliando a qualidade da água e acompanhando possíveis novos impactos ambientais. As autoridades garantem que medidas estão sendo adotadas para conter os danos e evitar que novos episódios como este voltem a ocorrer.

O episódio reforça um alerta importante sobre a fragilidade dos recursos hídricos e os efeitos imediatos que fatores naturais, aliados ao acúmulo de matéria orgânica, podem provocar. O Rio Paraíba do Sul, fundamental para o abastecimento e equilíbrio ambiental de diversas cidades, agora enfrenta mais um sinal de desgaste que exige atenção urgente e ações efetivas para preservar sua vida.

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