PRISÃO, INVESTIGAÇÃO E LIBERDADE: funcionárias presas por suspeita de venda ilegal de emagrecedores em lojas plus size responderão em liberdade
A sequência dos acontecimentos chamou a atenção e expôs um caso que ainda está longe de terminar. As seis funcionárias de lojas plus size presas sob suspeita de comercializar canetas emagrecedoras de forma ilegal foram colocadas em liberdade provisória nesta quarta-feira (25), após passarem por audiência de custódia. Apesar da soltura, a investigação segue em andamento e pode trazer novos desdobramentos nos próximos dias.
As prisões aconteceram na terça-feira (24), durante uma operação da Polícia Civil que teve como alvo duas lojas localizadas nas regiões centrais de São José dos Campos e Jacareí, além da residência do proprietário dos estabelecimentos. A apuração indica que unidades específicas estariam sendo utilizadas não apenas para a venda de roupas plus size, mas também para a oferta irregular de medicamentos voltados ao emagrecimento.
De acordo com o Tribunal de Justiça de São Paulo, a liberdade foi concedida mediante o cumprimento de medidas cautelares. As funcionárias deverão comparecer a todos os atos do processo, manter o endereço atualizado e não poderão se ausentar das cidades por mais de oito dias sem autorização judicial. A decisão mantém as investigadas fora do sistema prisional, mas sob acompanhamento direto da Justiça.
A defesa das funcionárias informou que a decisão reconhece a ausência de requisitos para a prisão preventiva e destacou que todas são rés primárias, possuem residência fixa, trabalho lícito e vínculos familiares. O advogado também afirmou que o mérito das acusações ainda será analisado ao longo do processo e demonstrou confiança na absolvição das investigadas.
Segundo a Polícia Civil, o esquema envolveria a aquisição das chamadas canetas emagrecedoras em outro estado, com posterior distribuição nas lojas para venda direta aos clientes. As funcionárias e gerentes, de acordo com as investigações, ofereciam os produtos aproveitando o fluxo de consumidores, o que levanta preocupações sobre a comercialização irregular e os riscos à saúde pública.
O caso acende um alerta importante sobre a venda clandestina de medicamentos e reforça a necessidade de fiscalização rigorosa. Mesmo em liberdade, as funcionárias permanecem no centro das investigações e o processo segue em curso, podendo revelar novos elementos à medida que avança.


