CASTIGO CRUEL EM TAUBATÉ: Mãe é denunciada por humilhar filho de 9 anos ajoelhado no feijão e ameaça agravar punição
Um caso que causa indignação e levanta alerta sobre violência doméstica contra crianças está sendo investigado pela Polícia Civil em Taubaté. A denúncia foi feita pelo próprio pai de um menino de 9 anos, que teria sido submetido a um castigo físico considerado degradante dentro de casa.
De acordo com o boletim de ocorrência, a mãe da criança obrigou o filho a permanecer ajoelhado sobre grãos de feijão, de frente para a parede, em um episódio ocorrido durante o horário de almoço, em uma residência no bairro Parque Taubateguaçu. Apesar de ter acontecido horas antes, o caso só foi registrado oficialmente na noite de terça-feira (24).
O que torna a situação ainda mais grave é que, segundo o relato do pai, a própria mulher enviou fotos do menino sendo castigado por meio de aplicativo de mensagens. Junto das imagens, uma frase que acendeu ainda mais o alerta das autoridades: “da próxima é milho”, sugerindo a possibilidade de punições ainda mais severas.
O homem afirmou que, antes de procurar a delegacia, já havia buscado orientação junto ao Conselho Tutelar, que recomendou o registro formal da ocorrência e a apresentação das provas. As mensagens e imagens agora fazem parte do material que será analisado durante a investigação.
A Polícia Civil enquadrou o caso como maus-tratos contra menor de 14 anos e encaminhou a ocorrência à unidade responsável, que irá apurar as circunstâncias, possíveis antecedentes e a responsabilidade da mãe. O Conselho Tutelar também acompanha a situação e poderá adotar medidas de proteção à criança conforme o andamento do caso.
O episódio reforça um cenário preocupante que vem sendo revelado na região, onde denúncias de violência contra menores têm ganhado destaque e causado comoção social. Em São José dos Campos, um caso recente registrado na segunda-feira (23) expôs um nível ainda mais alarmante de violência. Uma menina de 11 anos foi vítima de agressões físicas dentro de um apartamento no Residencial Dom Bosco, após vizinhos ouvirem gritos desesperados de socorro e acionarem a Polícia Militar.
Segundo o boletim de ocorrência, a criança teria sido espancada com pedaço de pau ou cabo de vassoura, sofrido golpes com chinelo e, em um dos momentos mais perturbadores, teria sido submetida a atos degradantes. Relatos indicam que a mãe colocou panos e até fezes de gato na boca da menina, sendo apontado que ela foi forçada a ingerir o material, situação que pode configurar tortura.
A vítima foi retirada do local com ajuda de moradores, recebeu acolhimento imediato e foi encaminhada ao Instituto Médico Legal para exames. O Conselho Tutelar acompanha o caso, e a Polícia Civil investiga o histórico de violência na residência.
Os dois episódios, embora distintos, escancaram uma realidade dura e silenciosa: a violência contra crianças dentro do ambiente doméstico, muitas vezes invisível, só vem à tona quando alguém decide agir, seja um familiar, um vizinho ou qualquer pessoa que se recuse a ignorar os sinais de abuso.

