Engasgo com pão termina em tragédia no Vale: homem morre após 40 dias internado em hospital
O que começou como um momento comum em um bar terminou em uma longa e dolorosa tragédia no Vale do Paraíba. Um homem de 54 anos morreu após permanecer 40 dias internado na Santa Casa de Pindamonhangaba, em decorrência de complicações causadas por um engasgo enquanto comia pão no bairro Cidade Jardim. A morte foi confirmada no fim da tarde de quinta-feira, encerrando semanas de apreensão e sofrimento da família.
Segundo informações apuradas, a vítima passou mal repentinamente no estabelecimento e recebeu os primeiros socorros de pessoas que estavam no local. Em seguida, foi encaminhada para a UPA do Araretama e, diante da gravidade do quadro clínico, transferida para a Santa Casa, onde permaneceu internada por mais de um mês. Apesar dos atendimentos médicos e do acompanhamento contínuo, o homem não conseguiu se recuperar das complicações provocadas pelo engasgo.
O boletim de ocorrência foi registrado pelo filho da vítima, que relatou à Polícia Civil todo o histórico do caso, desde o episódio inicial no bar, o socorro imediato prestado por populares, as transferências entre unidades de saúde e a longa internação até a confirmação do óbito pela equipe médica. Embora o episódio seja tratado como uma ocorrência acidental, o registro classifica a morte como suspeita, procedimento adotado para garantir a apuração precisa da causa.
Essa classificação não aponta, necessariamente, para a existência de crime, mas determina o encaminhamento do corpo ao Instituto Médico Legal. O laudo pericial deverá esclarecer se a morte decorreu exclusivamente das consequências do engasgo, como parada cardiorrespiratória, comprometimento pulmonar ou sequelas neurológicas, ou se outros fatores contribuíram para o desfecho fatal, como infecções, agravamentos clínicos ou doenças preexistentes surgidas durante o período de internação.
Somente após a conclusão dos exames necroscópicos o caso será definitivamente classificado pela Polícia Civil, que até o momento não aponta qualquer indício de violência externa ou autoria criminosa. O episódio reforça como situações aparentemente simples do cotidiano podem evoluir para consequências irreversíveis, deixando uma família marcada pela dor e pela perda após semanas de esperança e espera.

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