QUERIA SAIR DO TRÁFICO, MAS ACABOU NA CADEIA: HOMEM PROCURA A POLÍCIA, REVELA LIGAÇÃO COM O COMANDO VERMELHO E ENTREGA R$ 1.700 EM DROGAS
Um homem que decidiu procurar espontaneamente a Polícia Militar para anunciar que queria abandonar o tráfico de drogas acabou preso após revelar que mantinha cocaína e crack escondidos em sua própria residência. A ocorrência, registrada na sexta-feira (6), em Quatis, no Sul Fluminense, chamou a atenção pela maneira como começou. Em vez de ser localizado durante uma operação ou abordagem policial, o próprio suspeito compareceu ao destacamento da corporação, declarou que desejava deixar a vida criminosa e afirmou integrar a facção Comando Vermelho. Durante a conversa, revelou onde guardava os entorpecentes e acompanhou os policiais até o imóvel. A iniciativa terminou com a apreensão de 92 porções de drogas, avaliadas em aproximadamente R$ 1.700, e sua prisão por tráfico de drogas e associação para o tráfico.
Segundo informações da Polícia Militar, o episódio começou quando o homem se apresentou no Destacamento de Policiamento Ostensivo (DPO) de Quatis. Diante dos agentes, ele afirmou que não queria mais continuar envolvido com o tráfico e revelou possuir ligação com o Comando Vermelho, organização criminosa que atua em diferentes regiões do estado do Rio de Janeiro. O suspeito também informou que havia entorpecentes armazenados em sua residência, oferecendo aos policiais informações sobre o local onde o material poderia ser encontrado.
Após ouvir o relato, os militares do 37º Batalhão de Polícia Militar seguiram até o imóvel indicado, localizado na Rua Vitor Marcondes Sampaio, no bairro Vila Santo Antônio. Conforme informações divulgadas pelo Informa Cidade, o próprio homem acompanhou os agentes durante o deslocamento até sua casa. O endereço foi identificado em outra publicação regional como sendo o número 563 da via. No local, os policiais realizaram buscas e encontraram porções de cocaína e crack, que foram apreendidas e encaminhadas para os procedimentos legais.
Ao todo, foram recolhidos 50 pinos de cocaína e 42 pedras de crack, totalizando 92 porções de entorpecentes. O material estava dividido em diferentes quantidades e valores de comercialização. Segundo informações divulgadas pelo Informe do Vale, 22 pinos de cocaína estavam avaliados em R$ 20 cada, enquanto outros 28 pinos tinham valor indicado de R$ 30 por unidade. As 42 pedras de crack estavam avaliadas em R$ 10 cada. Considerando os preços informados, o conjunto das drogas representava um valor estimado de R$ 1.700.
Após os procedimentos periciais, foi confirmado que os 50 pinos continham 132 gramas de cocaína, enquanto as 42 pedras correspondiam a 12,6 gramas de crack. As substâncias foram recolhidas e passaram a integrar o material relacionado à ocorrência. A quantidade, a forma de acondicionamento e as informações fornecidas pelo próprio suspeito foram apresentadas à autoridade policial responsável pelo caso.
Apesar de ter procurado os militares por iniciativa própria e declarado que desejava abandonar o tráfico, o homem acabou sendo conduzido à delegacia. A decisão de revelar a existência das drogas não impediu sua responsabilização pelos fatos constatados durante a ocorrência. O episódio terminou de maneira diferente daquela que o suspeito aparentemente pretendia ao procurar ajuda policial: depois de informar que queria deixar a atividade criminosa, ele acabou preso em razão dos entorpecentes encontrados em sua residência.
O homem foi encaminhado à 100ª Delegacia de Polícia, em Porto Real, onde a ocorrência foi apresentada à autoridade policial. Após a análise dos fatos, ele foi autuado pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico, previstos nos artigos 33 e 35 da Lei nº 11.343/2006. O suspeito permaneceu preso à disposição da Justiça.
Outro detalhe divulgado pelo portal Informa Cidade é que o homem possuía uma anotação criminal anterior relacionada a lesão corporal. A informação não significa, necessariamente, que ele tenha sido condenado definitivamente pelo delito. Sua identidade não foi divulgada nas reportagens consultadas, e há divergência sobre sua idade: enquanto diferentes veículos apontam 34 anos, outra publicação informa 31 anos.
As autoridades também não esclareceram o que levou o suspeito a tomar a decisão de procurar espontaneamente a Polícia Militar. Não foram divulgadas informações sobre eventuais ameaças, conflitos com outros integrantes da facção ou qualquer circunstância que pudesse explicar sua intenção de abandonar o tráfico. Também não há confirmação de que ele tenha solicitado proteção policial ou fornecido informações sobre outros envolvidos com a comercialização de drogas na região.
A ocorrência foi registrada como tráfico de drogas e associação para o tráfico, e o homem permaneceu detido após os procedimentos realizados na delegacia. Até as últimas informações divulgadas, não havia notícia de decisão judicial posterior sobre sua situação ou de novas prisões diretamente relacionadas ao caso.


