Terça-feira, Novembro 3, 2026
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POLÍCIA INVESTIGA MORTE DE SABRINA, DE 16 ANOS, EM JET SKI PILOTADO POR ADOLESCENTE DE 14 ANOS NA REPRESA DE IGARATÁ


A Polícia Civil investiga as circunstâncias da morte de Sabrina Pereira dos Santos, de 16 anos, durante um passeio de jet ski na represa de Igaratá, no Vale do Paraíba. O acidente aconteceu na tarde de domingo (1º de novembro), no Condomínio Águas de Igaratá, no bairro Almeida Prado. Segundo as informações preliminares da investigação, a moto aquática estaria sendo conduzida por outra adolescente, de apenas 14 anos, que sobreviveu. Além de esclarecer como ocorreu o acidente, os investigadores procuram identificar quem permitiu que as duas menores utilizassem o equipamento e se houve responsabilidade de adultos.

De acordo com o boletim de ocorrência, as adolescentes estavam nas proximidades de um píer, onde a moto aquática permanecia atracada, quando decidiram iniciar o passeio. Por volta das 18h23, houve uma possível colisão ou tombamento da embarcação, fazendo com que ambas caíssem na água. A dinâmica ainda não foi esclarecida, e a Polícia Civil aguarda os resultados dos exames periciais para determinar o que provocou o acidente.

Pessoas que estavam nas proximidades iniciaram o resgate e encontraram Sabrina submersa. A adolescente foi retirada da represa, e populares realizaram manobras de reanimação até a chegada das equipes de emergência. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e o helicóptero Águia, da Polícia Militar, participaram da ocorrência, mas a equipe médica da aeronave constatou a morte da jovem. A adolescente de 14 anos foi socorrida com vida e encaminhada ao hospital.

Um dos principais pontos da investigação envolve a condução da moto aquática por uma pessoa menor de idade. Em depoimento, a mãe de Sabrina informou que a filha estaria utilizando um jet ski pela primeira vez. Já a sobrevivente teria experiência anterior com esse tipo de embarcação. Entretanto, as normas da Marinha do Brasil estabelecem idade mínima de 18 anos e habilitação na categoria Motonauta para conduzir motos aquáticas, independentemente da experiência do piloto.

A Polícia Civil também pretende esclarecer a participação de um homem que estava nas proximidades e teria presenciado as adolescentes iniciando o passeio. Os investigadores buscam determinar se ele tinha alguma responsabilidade sobre a embarcação, se havia supervisão de adultos e se existiam condições de impedir a utilização do equipamento pelas menores. Até o momento, não há confirmação de que esse homem tenha sido indiciado ou responsabilizado.

Durante os procedimentos, a Polícia Científica realizou perícia no local, enquanto um vídeo que mostra o início do passeio foi incorporado à investigação. Documentos relacionados à moto aquática e à habilitação de seu proprietário também foram anexados ao procedimento policial. Esses elementos poderão ajudar a esclarecer quem disponibilizou o jet ski, como as adolescentes tiveram acesso à embarcação e as circunstâncias que antecederam a queda na água.

O caso foi registrado inicialmente como ato infracional análogo ao crime de homicídio culposo, quando não há intenção de matar. A classificação é preliminar e poderá ser modificada conforme o avanço das investigações. Isso não significa que a adolescente sobrevivente já tenha sido considerada responsável pela morte de Sabrina. No momento da elaboração do boletim de ocorrência, na madrugada de segunda-feira (2), a menina permanecia hospitalizada e ainda não havia prestado depoimento.

A Polícia Civil aguarda os laudos periciais e o depoimento da adolescente de 14 anos para esclarecer a dinâmica do acidente e identificar eventuais responsabilidades. Até as informações disponíveis, não havia confirmação sobre a conclusão dos exames, a participação de terceiros ou eventual responsabilização do proprietário da embarcação.

Imagem reprodução

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