ADEUS, RAFAEL: JOVEM DE 29 ANOS É ASSASSINADO A TIROS ENQUANTO FAZIA TRABALHO EXTRA EM MARCENARIA; CRIMINOSOS CHEGARAM DE MOTO E FUGIRAM
O que seria mais uma noite de trabalho terminou em tragédia para Rafael da Silva Rosa, de 29 anos, assassinado a tiros dentro de uma marcenaria no bairro Campo dos Alemães, na zona sul de São José dos Campos. O crime aconteceu na noite de sexta-feira (30), na Avenida Adonias da Silva, quando o jovem realizava um serviço particular após cumprir sua jornada profissional durante o dia. Dois homens chegaram ao estabelecimento em uma motocicleta, e um deles efetuou diversos disparos contra Rafael, que morreu no local. Testemunhas correram para escapar dos tiros, enquanto os suspeitos fugiram sem serem identificados. A Polícia Civil investiga as circunstâncias do homicídio, cuja motivação permanece desconhecida.
Segundo informações registradas no boletim de ocorrência, Rafael e outro trabalhador mantinham empregos durante o dia e aproveitavam o período noturno para realizar serviços particulares de marcenaria. Na sexta-feira, os dois chegaram ao estabelecimento por volta das 17h20 para dar continuidade a um trabalho iniciado alguns dias antes. A rotina foi interrompida pela chegada dos suspeitos, que estavam em uma motocicleta de baixa cilindrada e utilizavam capacetes, dificultando a identificação de seus rostos.
Um dos detalhes que mais chamaram a atenção durante a apuração surgiu no depoimento de uma testemunha que estava no estabelecimento. Segundo o relato, um dos homens se aproximou por trás e puxou sua camiseta. A testemunha acredita que o suspeito poderia estar tentando confirmar sua identidade antes de realizar o ataque. Essa interpretação, entretanto, ainda não foi comprovada pela investigação. Ao perceber que o indivíduo estava armado, a pessoa correu para se proteger e não conseguiu acompanhar toda a sequência da ação criminosa.
Em seguida, Rafael foi atingido por diversos disparos de arma de fogo. O ataque provocou uma movimentação de pessoas que tentavam escapar da violência dentro do estabelecimento. Outras testemunhas também relataram que procuraram abrigo ao perceber a presença dos homens e ouvir os tiros. Uma das pessoas que estavam na marcenaria sofreu uma pequena lesão ao bater contra uma máquina enquanto tentava fugir. Ela informou que ouviu os disparos de outra parte do imóvel e não conseguiu visualizar os autores.
A ocorrência foi registrada por volta das 19h28, quando a Polícia Militar foi acionada após relatos de disparos na Avenida Adonias da Silva. Ao chegarem ao estabelecimento, os policiais encontraram Rafael já sem vida. A área foi preservada para os trabalhos da perícia técnico-científica, responsável pelo levantamento dos vestígios que poderão auxiliar na identificação dos envolvidos e na reconstrução da dinâmica do assassinato.
Durante os procedimentos periciais, foram recolhidas dez cápsulas, uma munição e dois projéteis. O telefone celular de Rafael também foi apreendido para auxiliar nas investigações. Embora a quantidade de cápsulas encontradas indique a ocorrência de diversos disparos, esse número não permite afirmar quantos tiros efetivamente atingiram a vítima. A determinação da quantidade de ferimentos e das circunstâncias da morte depende dos resultados dos exames periciais.
Outro aspecto importante identificado durante a apuração foi a ausência de câmeras de monitoramento no interior da marcenaria. Segundo o boletim de ocorrência, o estabelecimento não possuía equipamentos que registrassem a movimentação dos suspeitos ou o momento dos disparos. As câmeras corporais dos policiais militares registraram o atendimento da ocorrência, mas não há indicação de que tenham captado o momento do assassinato, já que os agentes chegaram após o ataque.
Os depoimentos colhidos pela Polícia Civil também não apontaram, até aquele momento, informações sobre ameaças, conflitos ou desavenças anteriores envolvendo Rafael. As testemunhas afirmaram desconhecer o que poderia ter motivado o assassinato. A hipótese levantada por uma delas, de que um dos suspeitos teria tentado conferir a identidade de outra pessoa antes de atirar, integra os elementos que deverão ser analisados pelos investigadores, mas ainda não existe confirmação sobre o objetivo daquela abordagem.
Após os disparos, os dois homens deixaram o estabelecimento utilizando a motocicleta. Como ambos estavam de capacete, as testemunhas não conseguiram reconhecer seus rostos. Até as informações divulgadas, não havia confirmação sobre a identificação dos suspeitos, a localização da motocicleta ou o destino tomado pelos envolvidos depois do homicídio. Também não foram apresentados elementos que permitissem esclarecer se Rafael conhecia algum dos autores.
A investigação está sob responsabilidade da 3ª Delegacia de Investigações sobre Homicídios, vinculada à Divisão Especializada de Investigações Criminais (DEIC) de São José dos Campos. De acordo com as informações policiais, as diligências tiveram início logo após o assassinato, com o objetivo de reunir depoimentos, analisar os vestígios encontrados na marcenaria e esclarecer a participação dos dois homens apontados como envolvidos no ataque.
O caso foi registrado como homicídio qualificado, com indicação de motivo fútil na classificação policial. Entretanto, a motivação do crime ainda não havia sido esclarecida, e os depoimentos iniciais não apresentaram informações que permitissem confirmar a existência de algum conflito anterior envolvendo a vítima. Os laudos periciais também permaneciam pendentes quando o boletim de ocorrência foi concluído, às 22h53 de sexta-feira.
Rafael da Silva Rosa tinha 29 anos e estava realizando um trabalho particular de marcenaria quando foi assassinado. Até as informações divulgadas neste sábado (31), não havia confirmação pública de prisão dos suspeitos nem esclarecimentos conclusivos sobre o motivo do ataque. A Polícia Civil trabalha para identificar os dois homens que chegaram de motocicleta ao estabelecimento e fugiram após os disparos.


