Sexta-feira, Outubro 30, 2026
Cidades

VALE DO PARAÍBA LIDERA RANKING DE CHUVAS EM TODO O ESTADO DE SÃO PAULO; TEMPORAIS ATINGEM DEZENAS DE CIDADES E DEFESA CIVIL ALERTA PARA MAIS CHUVA


O Vale do Paraíba amanheceu nesta sexta-feira (30) no topo do ranking de chuvas do estado de São Paulo, após uma madrugada marcada por precipitações intensas em diversos municípios da região. Segundo levantamento divulgado pela Defesa Civil Estadual, as cidades de Lavrinhas, Queluz e Cruzeiro registraram os maiores acumulados de chuva do estado nas últimas 12 horas, com volumes que chegaram a 52 milímetros. As precipitações também atingiram municípios do Vale Histórico, Serra da Mantiqueira e Litoral Norte, levando as autoridades a manterem a atenção diante da previsão de continuidade das instabilidades, com possibilidade de novas pancadas acompanhadas de raios e rajadas de vento ao longo desta sexta-feira.

De acordo com os dados da Defesa Civil, apurados até as 6h30, Lavrinhas apresentou o maior volume de precipitação entre os municípios paulistas relacionados no levantamento, com 52 milímetros acumulados em apenas 12 horas. Queluz e Cruzeiro apareceram logo na sequência, com 46 milímetros cada. Os três municípios, localizados no Vale Histórico, concentraram os índices mais elevados do período, superando cidades de outras regiões do estado. Para dimensionar os números, um acumulado de 52 milímetros corresponde a aproximadamente 52 litros de água por metro quadrado de superfície horizontal.

A chuva também foi expressiva em outros pontos do Vale do Paraíba. Campos do Jordão registrou 38 milímetros, enquanto São José do Barreiro e Aparecida contabilizaram 36 milímetros cada. Em Lorena, o acumulado chegou aos 32 milímetros. Taubaté, Cunha e Canas registraram 30 milímetros, seguidos por Cachoeira Paulista e Tremembé, com 28 milímetros. Os dados demonstram a abrangência das precipitações que atingiram a região entre a noite de quinta-feira (29) e a madrugada de sexta-feira (30).

Outros municípios também apareceram no levantamento estadual. Bananal e Santo Antônio do Pinhal registraram 26 milímetros, enquanto Pindamonhangaba contabilizou 25 milímetros. São Luís do Paraitinga e Caraguatatuba tiveram 23 milímetros cada. São Bento do Sapucaí e Lagoinha apresentaram acumulados de 21 milímetros, e Ubatuba registrou 20 milímetros. A distribuição dos volumes mostra que a instabilidade atingiu tanto cidades situadas ao longo do eixo da Rodovia Presidente Dutra quanto localidades serranas e municípios próximos ao litoral.

Em São José dos Campos, maior município do Vale do Paraíba, o acumulado foi de 18 milímetros, mesmo índice registrado em Santa Branca. Paraibuna contabilizou 14 milímetros, enquanto Natividade da Serra teve 13 milímetros. No Litoral Norte, Ilhabela e São Sebastião registraram 12 milímetros cada. Monteiro Lobato apresentou 10 milímetros e Caçapava, 9 milímetros. Apesar das diferenças entre os volumes, a presença de chuva em tantas cidades demonstra a extensão territorial do sistema de instabilidade que atuou sobre a região.

Segundo a Defesa Civil Estadual, as condições meteorológicas estão relacionadas à atuação de um cavado atmosférico associado à entrada de ventos úmidos provenientes do oceano. Essa combinação favorece a formação de nuvens carregadas e a ocorrência de pancadas de chuva em diferentes regiões paulistas. No Vale do Paraíba, a influência da umidade e das condições atmosféricas mantém a possibilidade de novas precipitações ao longo desta sexta-feira, especialmente em períodos de maior desenvolvimento das nuvens de chuva.

A previsão indica que as instabilidades poderão ser acompanhadas por descargas elétricas e rajadas de vento. A Defesa Civil orienta a população a redobrar os cuidados em locais suscetíveis a alagamentos, enxurradas e deslizamentos de terra. A atenção deve ser maior em áreas próximas a encostas, margens de rios, córregos e terrenos que apresentam sinais de instabilidade. O risco de ocorrências depende não apenas do volume total de chuva, mas também da intensidade das pancadas, das condições do solo e das características de cada localidade.

Durante a noite de quinta-feira (29), o sistema estadual de alertas registrou um aviso relacionado à presença de chuva com ventos e raios na região de Mogi das Cruzes, com deslocamento das instabilidades em direção a São José dos Campos. Já na madrugada de sexta-feira (30), outro comunicado indicou possibilidade de chuva com ventos em Pindamonhangaba, Guaratinguetá, Cachoeira Paulista e municípios vizinhos. Os alertas demonstram que a evolução das condições meteorológicas vinha sendo acompanhada pelas equipes estaduais de monitoramento.

O volume registrado em Lavrinhas também chama a atenção quando comparado ao comportamento das chuvas ao longo de outubro. Conforme registros meteorológicos divulgados pela Climatempo, o município já havia acumulado aproximadamente 310 milímetros de precipitação até quarta-feira (28), valor equivalente a cerca de 218% da média mensal de referência, estimada em 142 milímetros. Esse indicador mensal utiliza metodologia própria e não corresponde ao mesmo período de medição do levantamento da Defesa Civil, mas demonstra que o município já apresentava um acumulado elevado antes das precipitações mais recentes.

Apesar dos índices expressivos observados em diversas cidades do Vale do Paraíba, até as informações disponíveis na manhã desta sexta-feira (30), não havia um balanço regional consolidado confirmando danos provocados especificamente pelas chuvas da última madrugada. Também não haviam sido apresentados números oficiais sobre pessoas desalojadas, feridos ou interdições em decorrência desse episódio. Por isso, os acumulados registrados pela Defesa Civil devem ser considerados indicadores da intensidade das precipitações, sem representar, necessariamente, a ocorrência de enchentes ou deslizamentos em todos os municípios relacionados.

A situação também exige atenção dos motoristas que utilizam as principais rodovias da região, especialmente a Presidente Dutra, a Carvalho Pinto e as estradas que ligam o Vale do Paraíba à Serra da Mantiqueira e ao Litoral Norte. Em períodos de chuva intensa, a redução da visibilidade e o acúmulo de água na pista podem aumentar os riscos de acidentes. A recomendação é reduzir a velocidade, manter distância segura dos demais veículos e evitar atravessar pontos alagados, principalmente quando não é possível avaliar a profundidade da água.

Nas áreas urbanas, a Defesa Civil orienta que moradores evitem locais com enxurradas e não tentem atravessar ruas tomadas pela água. Em regiões de encosta, sinais como rachaduras no terreno, inclinação de árvores ou postes e surgimento de água em barrancos exigem atenção e comunicação imediata às autoridades. Em situações de emergência, a população pode entrar em contato com a Defesa Civil pelo telefone 199 ou com o Corpo de Bombeiros pelo número 193.

Para esta sexta-feira (30), a previsão meteorológica indica temperaturas máximas entre 21°C e 26°C nas regiões da faixa leste paulista, onde estão o Vale do Paraíba e o Litoral Norte. A combinação de nebulosidade e umidade deve contribuir para a manutenção das condições de instabilidade, enquanto outras regiões do estado poderão registrar temperaturas próximas dos 30°C.

O levantamento divulgado pela Defesa Civil Estadual coloca o Vale do Paraíba em destaque no cenário meteorológico paulista, com Lavrinhas liderando os acumulados de chuva e Queluz e Cruzeiro aparecendo imediatamente atrás. Os dados correspondem às medições realizadas até as 6h30 desta sexta-feira (30) e poderão sofrer alterações conforme novos boletins forem publicados. A previsão de continuidade das precipitações mantém a região sob acompanhamento das autoridades meteorológicas e dos órgãos municipais de proteção e defesa civil.

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