EXPLOSÃO DE GÁS DESTRÓI SONHOS DE UMA FAMÍLIA: TÂMARA MORRE APÓS QUASE UM MÊS INTERNADA; MARIDO E FILHO DE APENAS 1 ANO SOBREVIVERAM
Uma tragédia que atingiu uma família de Barra do Piraí, no Sul Fluminense, terminou com a morte de Tâmara de Souza Vasconcelos, de 30 anos, após quase um mês de internação em decorrência das graves queimaduras sofridas durante uma explosão de gás dentro de sua residência. A mulher morreu na quinta-feira (29), no Hospital Estadual Alberto Torres, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, onde recebia tratamento especializado desde o início do mês. O acidente aconteceu em 1º de outubro, no bairro Vale do Ipiranga, e deixou três integrantes da mesma família feridos. O marido de Tâmara, de 37 anos, e o filho do casal, de apenas 1 ano e 11 meses, também sofreram queimaduras graves, mas conseguiram se recuperar e receberam alta hospitalar. As causas do vazamento que teria provocado a explosão continuam sendo investigadas.
A explosão aconteceu dentro da residência onde Tâmara vivia com o marido e o filho pequeno. Segundo as informações divulgadas, o acidente envolveu um botijão de gás e provocou um incêndio que atingiu os três moradores. As chamas causaram ferimentos extensos e danificaram o interior do imóvel, localizado no bairro Vale do Ipiranga. Imagens divulgadas por familiares posteriormente mostraram os estragos provocados pelo fogo, enquanto as vítimas precisaram ser encaminhadas para atendimento médico em razão das queimaduras.
Tâmara foi uma das pessoas mais gravemente atingidas pela explosão. Segundo as informações médicas divulgadas pela imprensa, ela sofreu queimaduras em aproximadamente 45% do corpo, com lesões no rosto, nos braços, nas costas e no tórax. Além dos ferimentos na pele, a mulher apresentou queimaduras nas vias respiratórias, provocadas pela exposição ao calor e à fumaça durante o incêndio. Esse tipo de lesão exige cuidados especializados, pois pode comprometer a respiração e agravar o quadro clínico de pacientes que já apresentam queimaduras extensas.
Inicialmente, Tâmara foi encaminhada à Santa Casa de Barra do Piraí, onde permaneceu internada no Centro de Tratamento Intensivo (CTI). Devido à gravidade do quadro, precisou ser entubada e submetida a cuidados intensivos. A necessidade de estabilização clínica impediu sua transferência imediata para outra unidade hospitalar. Durante os primeiros dias de internação, ela permaneceu sob acompanhamento médico, enquanto eram avaliadas as condições necessárias para o encaminhamento a um hospital especializado no tratamento de queimados.
A transferência aconteceu na noite de segunda-feira (5), quando Tâmara foi levada ao Hospital Estadual Alberto Torres, em São Gonçalo. A unidade recebe pacientes que necessitam de atendimento especializado, incluindo pessoas com queimaduras graves. A mudança de hospital ocorreu depois que a paciente apresentou condições clínicas suficientes para o transporte, conforme as informações divulgadas na época. Apesar dos esforços de atendimento e do período prolongado de internação, Tâmara não resistiu e teve a morte confirmada na quinta-feira (29), quatro semanas depois do acidente.
A explosão também provocou ferimentos graves no marido da vítima. O homem, de 37 anos, sofreu queimaduras em aproximadamente 30% do corpo e precisou ser hospitalizado. Embora as informações disponíveis não detalhem todas as regiões atingidas pelas chamas, o percentual de queimaduras demonstra a extensão dos ferimentos relatados após o incêndio. Depois do período de tratamento, ele apresentou recuperação suficiente para receber alta médica.
O filho do casal, de apenas 1 ano e 11 meses, também foi atingido de maneira severa. Segundo as informações divulgadas, a criança sofreu queimaduras em aproximadamente 50% do corpo, com lesões que atingiram o rosto, o tórax e os membros inferiores. O menino precisou de atendimento hospitalar especializado e chegou a permanecer internado no CTI pediátrico do Hospital Estadual Alberto Torres. Apesar da gravidade inicial do quadro, a criança sobreviveu e recebeu alta hospitalar, assim como o pai.
A recuperação do marido e do filho foi confirmada antes da notícia da morte de Tâmara. Segundo as informações publicadas pela imprensa regional, ambos haviam deixado o hospital na semana anterior. Não foram divulgados detalhes sobre a continuidade do tratamento ambulatorial ou sobre eventuais procedimentos médicos posteriores. A alta hospitalar indica que os dois apresentaram condições para deixar a internação, mas não permite concluir que todas as consequências das queimaduras tenham sido completamente superadas.
O acidente provocou danos importantes na residência da família, situada em um conjunto habitacional relacionado ao programa Minha Casa, Minha Vida. Fotografias divulgadas por familiares mostraram o interior do imóvel após a explosão e o incêndio. A extensão total dos prejuízos materiais não foi informada, assim como não foram apresentados laudos técnicos sobre as condições estruturais da casa depois da ocorrência.
Desde o acidente, uma das principais questões envolve a origem da explosão. As informações iniciais apontaram para um vazamento de gás relacionado ao botijão utilizado na residência, mas as circunstâncias exatas ainda não foram esclarecidas. A Polícia Civil e os órgãos competentes apuram o que provocou o vazamento e como ocorreu a ignição que desencadeou o incêndio. Até a última atualização, não havia confirmação de defeito no botijão, problema no regulador, falha na mangueira ou qualquer outra causa específica.
A investigação deverá considerar os elementos técnicos relacionados às instalações de gás, às condições do equipamento e às circunstâncias do acidente. Entretanto, sem a divulgação de um laudo conclusivo, não é possível atribuir responsabilidade pelo ocorrido ou afirmar que houve falha humana ou defeito de fabricação. A informação confirmada até o momento é que a explosão aconteceu dentro da residência, provocou um incêndio e deixou os três integrantes da família com queimaduras.
A morte de Tâmara foi anunciada depois de quase um mês de acompanhamento médico, período durante o qual ela passou por duas unidades hospitalares. A paciente recebeu os primeiros cuidados na Santa Casa de Barra do Piraí e posteriormente foi transferida para o Hospital Estadual Alberto Torres, onde permaneceu até o falecimento. A gravidade das queimaduras e das lesões respiratórias havia sido relatada desde os primeiros dias após a explosão.
Até a divulgação da notícia, não haviam sido confirmados os horários e locais das cerimônias de despedida e sepultamento. Também não foram apresentados novos detalhes oficiais sobre as circunstâncias técnicas da explosão ou sobre a conclusão das investigações. A ocorrência permanece relacionada à apuração do vazamento de gás que provocou o incêndio no imóvel do bairro Vale do Ipiranga.
Tâmara de Souza Vasconcelos morreu aos 30 anos, na quinta-feira (29), após 28 dias desde o acidente que atingiu sua residência. O marido e o filho pequeno sobreviveram e receberam alta hospitalar. A família, que teve os três integrantes feridos na explosão de 1º de outubro, aguarda o esclarecimento das circunstâncias que provocaram o incêndio.


