“UMA PARTE DE MIM FOI COM ELE”: UM MÊS APÓS PERDER KAÊ, MÃE TRANSFORMA DOR E SAUDADE EM HOMENAGEM EM TAUBATÉ
Um mês pode parecer pouco para quem olha o calendário, mas para uma mãe que perdeu o filho, cada dia pode carregar o peso de uma ausência impossível de medir. Em Taubaté, Débora Ricardo voltou às redes sociais para falar sobre Kaê Ricardo Pinto Duarte, de 21 anos, e transformou novamente a própria dor em palavras de amor, saudade e memória. A homenagem, publicada cerca de um mês após a morte do jovem, revela a dificuldade de continuar a rotina sem alguém que fazia parte de cada detalhe da vida familiar.
A mensagem começa com uma pergunta simples e dolorosa: “Vai passar… Quando?”. A frase traduz o sentimento de quem ainda tenta compreender uma despedida precoce e conviver com a falta de uma presença tão marcante. Débora afirmou que continuará falando sobre o filho, compartilhando lembranças e mantendo viva a história de Kaê, não apenas pela dor da perda, mas por tudo o que ele representou para a família e para as pessoas que conviveram com ele.
Kaê morreu aos 21 anos, em Taubaté, no dia 10 de setembro. Desde então, parentes, amigos e pessoas próximas têm prestado homenagens e relembrado momentos vividos ao lado do jovem. Poucos dias depois da morte, a mãe já havia publicado uma despedida especialmente carregada de emoção, porque aquele período coincidia com o aniversário do filho. Em vez dos abraços, das comemorações e das mensagens de felicitações que a família imaginava viver, restaram fotografias, recordações e a tentativa de encontrar forças para seguir.
Na nova publicação, Débora voltou a falar sobre o vazio deixado pelo filho. Em um dos trechos mais marcantes, escreveu: “Uma parte de mim foi com ele, e a outra segue tentando aprender a viver com a ausência das risadas, das bravezas, das brincadeiras, do amor, da luz que tinha quando sorria, do brilho nos olhos”.
A declaração mostra como o luto ultrapassa a saudade dos grandes momentos. A ausência aparece também nas pequenas coisas, nos hábitos, nas conversas que deixaram de acontecer, nas brincadeiras que não se repetem e nos detalhes da rotina que antes pareciam comuns. Para quem perde alguém tão próximo, o tempo não apaga rapidamente essas marcas. Em muitos momentos, as lembranças tornam a presença quase palpável, ao mesmo tempo em que reforçam a realidade da despedida.
Segundo Débora, Kaê marcou positivamente a vida de muitas pessoas. A mãe fez questão de lembrar o carinho, a alegria, o sorriso e os momentos compartilhados com familiares e amigos. As homenagens publicadas desde sua morte reforçam a imagem de um jovem que deixou vínculos, histórias e memórias entre aqueles que fizeram parte de sua trajetória.
A família também já havia relatado publicamente que Kaê enfrentava a depressão. Após a morte, parentes utilizaram as redes sociais para chamar atenção para a gravidade da doença e para a importância de observar sinais de sofrimento emocional. A mãe manifestou o desejo de que a história do filho pudesse servir de alerta para outras famílias, principalmente porque nem sempre a depressão se apresenta de maneira clara para quem está ao redor.
O alerta feito pela família chama atenção para uma realidade que muitas vezes permanece silenciosa. Pessoas em sofrimento emocional podem manter parte de sua rotina, sorrir, conversar e continuar próximas de amigos e parentes, enquanto enfrentam internamente dificuldades que nem sempre são percebidas. Por isso, a família passou a reforçar a importância do diálogo, do acolhimento e da busca por ajuda profissional diante de sinais persistentes de tristeza, isolamento ou mudanças importantes de comportamento.
As circunstâncias exatas da morte de Kaê não foram detalhadas publicamente nas informações divulgadas pela família. Por esse motivo, as manifestações feitas desde então têm se concentrado principalmente na memória do jovem, no sofrimento provocado pela perda e na mensagem de conscientização sobre saúde emocional.
A despedida também reuniu familiares e amigos durante a Missa de Sétimo Dia, celebrada em Taubaté. O momento foi mais uma demonstração do carinho construído ao longo dos 21 anos de vida de Kaê. Desde então, mesmo com o passar das semanas, as mensagens de saudade continuam surgindo.
Para Débora, lembrar é também uma maneira de manter o filho presente. A mãe afirmou que continuará falando sobre Kaê e dividindo as boas lembranças que ele deixou. A ausência física permanece, mas a história construída ao lado dele continua presente nas fotografias, nas lembranças familiares, nas histórias contadas pelos amigos e em cada memória preservada por quem o amava.
Em outro trecho da homenagem, Débora escreveu: “É Kaê, você vai pra sempre viver em mim, em cada lembrança, em cada suspiro, por toda a minha vida”. A declaração resume a tentativa de seguir adiante sem transformar o passar do tempo em esquecimento.
Para a mãe, a passagem de um mês não diminuiu a saudade. Ao contrário, trouxe novos momentos de silêncio, lembranças e perguntas para as quais talvez não exista resposta simples. O que permanece, segundo suas próprias palavras, é o amor por um filho que continua fazendo parte de sua história.
A homenagem termina com uma frase curta, mas carregada de significado para quem enfrenta uma despedida definitiva: “Te amo para todo o sempre.”


