Quarta-feira, Outubro 7, 2026
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MAR PERIGOSO: LITORAL NORTE JÁ SOMA 13 MORTES POR AFOGAMENTO EM 2026; UBATUBA CONCENTRA DEZ CASOS


O Litoral Norte de São Paulo já contabiliza 13 mortes por afogamento em 2026, segundo levantamento divulgado pelo Grupamento de Bombeiros Marítimo. Ubatuba concentra a maior parte dos registros, com dez óbitos, enquanto São Sebastião soma três. Caraguatatuba e Ilhabela, até esta quarta-feira, 7 de outubro, não tinham mortes por afogamento contabilizadas no período.

Os números colocam Ubatuba entre os municípios com maior quantidade de mortes por afogamento em todo o litoral paulista neste ano. Em comparação com outras cidades do estado, o município aparece ao lado de Itanhaém, que também registra dez mortes, ficando atrás apenas de Praia Grande, com 24, e Guarujá, com 13.

Em todo o litoral de São Paulo, o GBMar contabiliza 84 mortes por afogamento entre 1º de janeiro e esta quarta-feira. O Litoral Sul concentra a maior parte dos casos, com 71 óbitos, enquanto os 13 restantes ocorreram no Litoral Norte.

Além de Praia Grande, Guarujá, Ubatuba e Itanhaém, outras cidades também apresentam números elevados. Bertioga soma nove mortes e Mongaguá registra sete, de acordo com o levantamento divulgado pelo grupamento marítimo.

O cenário de Ubatuba chama atenção não apenas pelo número de mortes, mas também pela quantidade de ocorrências envolvendo banhistas ao longo do ano. Até o fim de julho, o município já havia registrado centenas de casos de afogamento, com mais de 400 pessoas resgatadas com vida e nove mortes. Desde então, o número de óbitos chegou a dez.

Durante a temporada de verão entre dezembro de 2025 e março de 2026, Ubatuba também apresentou intensa movimentação de equipes de salvamento. Nesse período, foram registradas centenas de ocorrências e mais de 600 pessoas foram retiradas da água com vida, além de milhares de ações preventivas realizadas pelos guarda-vidas nas praias.

Os dados reforçam que os riscos não estão restritos aos meses de verão. Mesmo fora da alta temporada, o número de ocorrências continua exigindo atenção das equipes de salvamento, principalmente em praias com correnteza mais forte, mudanças repentinas nas condições do mar e grande circulação de turistas.

Diante do número de casos, o GBMar reforça a orientação para que banhistas procurem áreas protegidas por guarda-vidas e respeitem as sinalizações existentes nas praias. A recomendação é observar bandeiras, placas e alertas antes de entrar na água, além de evitar locais isolados ou sem acompanhamento profissional.

Outra orientação importante é não entrar no mar após o consumo de bebida alcoólica. Os bombeiros também alertam para que os banhistas não superestimem a própria capacidade de natação, principalmente em situações de mar agitado ou com correnteza.

As chamadas correntes de retorno estão entre os principais riscos encontrados nas praias. Elas podem arrastar rapidamente o banhista para áreas mais profundas, dificultando a volta à faixa de areia e aumentando o risco de afogamento.

No caso das crianças, a recomendação é de supervisão constante por um adulto. Mesmo em locais aparentemente tranquilos, situações de risco podem surgir em poucos segundos. O ideal é que os responsáveis permaneçam próximos e atentos durante todo o período em que os menores estiverem na água.

Em uma situação de emergência, o GBMar orienta que a pessoa procure imediatamente um guarda-vidas e evite entrar no mar para tentar realizar um resgate sem preparo. Tentativas improvisadas podem transformar uma ocorrência com uma vítima em uma situação ainda mais grave.

Com a aproximação de novos feriados, do aumento das temperaturas e da temporada de verão, a tendência é de crescimento no movimento das praias do Litoral Norte. Por isso, a prevenção e o respeito às orientações dos profissionais seguem como medidas fundamentais para reduzir o número de acidentes.

Os números divulgados pelo GBMar mostram que, embora Caraguatatuba e Ilhabela não tenham registrado mortes por afogamento até o momento em 2026, a atenção deve permanecer elevada em toda a região. Em Ubatuba, onde dez pessoas já morreram, o histórico recente reforça a necessidade de cuidado redobrado em praias movimentadas e em trechos mais perigosos do litoral.

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