Quarta-feira, Setembro 30, 2026
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DISCUSSÃO NO TRÂNSITO TERMINA EM MORTE: ESTUDANTE DE MEDICINA É BALEADO POR BOMBEIRO EM TAUBATÉ


Uma discussão de trânsito terminou em morte na manhã desta quarta-feira (30), em uma das vias mais movimentadas de Taubaté. O estudante de medicina Bruno Hashimura San Juliano, de 23 anos, foi baleado na Avenida Professor Walter Thaumaturgo, conhecida como Avenida do Povo, e morreu depois de ser socorrido ao Hospital Regional. O caso foi registrado como homicídio e tem como apontado autor um bombeiro militar de 28 anos.

Segundo as informações apuradas, a Polícia Militar foi acionada por volta das 7h10 para atender a uma ocorrência relacionada a uma discussão no trânsito. Quando os policiais chegaram ao local, encontraram Bruno ferido por disparos de arma de fogo.

Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, o Samu, foram chamadas e prestaram os primeiros atendimentos. Bruno foi levado ao Hospital Regional de Taubaté, mas não resistiu aos ferimentos.

A vítima foi identificada como Bruno Hashimura San Juliano. O nome dele consta em documento oficial da Universidade de Taubaté relacionado ao processo seletivo de transferência para o curso de Medicina em 2025, no qual aparece como candidato apto para a prova do segundo período.

O boletim de ocorrência aponta como autor dos disparos o bombeiro militar Marcos Paulo Fujarra de Oliveira, de 28 anos. Uma pistola Taurus calibre .380 vinculada ao militar foi apreendida durante a ocorrência e encaminhada para os procedimentos policiais.

Segundo os registros iniciais, Bruno dirigia um Chevrolet Prisma prata, enquanto Marcos conduzia um Jeep Renegade preto. Os dois veículos foram mencionados no boletim e permaneceram ligados à apuração da dinâmica dos fatos.

Testemunhas relataram ter ouvido disparos e, logo depois, encontraram Bruno caído na calçada. Os veículos envolvidos permaneceram no local enquanto a ocorrência era atendida.

A área foi isolada para o trabalho da perícia. A Polícia Civil deverá analisar vestígios, posicionamento dos veículos, arma apreendida, depoimentos e demais elementos para tentar reconstruir a sequência exata da discussão.

A versão apresentada pela defesa do bombeiro difere da dinâmica ainda investigada pela polícia. Em declaração atribuída ao advogado Cláudio Rodrigues, o militar teria sido fechado no trânsito pelo Chevrolet Prisma conduzido por Bruno.

Ainda segundo essa versão, Marcos teria acreditado que Bruno portava uma arma. A defesa afirma que o objeto seria, na realidade, uma faca e que o bombeiro teria se identificado como militar antes de ordenar que Bruno saísse do veículo.

A alegação de legítima defesa apresentada pela defesa ainda deverá ser analisada dentro do inquérito. Até o momento, não há decisão judicial confirmando essa versão ou estabelecendo responsabilidade definitiva sobre os acontecimentos.

A Polícia Civil deverá confrontar os relatos dos envolvidos com os depoimentos das testemunhas e os elementos produzidos pela perícia.

A Avenida do Povo, onde ocorreu o caso, passa por uma série de intervenções de trânsito relacionadas às obras de macrodrenagem realizadas pela Prefeitura de Taubaté. Desde 8 de setembro, o trecho entre a Rua Dr. Emílio Winther e a Avenida Marechal Arthur da Costa e Silva permanece com bloqueios e alterações de circulação.

A Prefeitura também implantou desvios, contrafluxos e alterações semafóricas em diferentes pontos da região por causa das obras contra enchentes. Não há, entretanto, qualquer informação que relacione diretamente essas intervenções à discussão que terminou com a morte de Bruno.

O Hospital Regional, para onde o estudante foi levado, fica nas proximidades da própria Avenida do Povo, e o acesso pela Rua Portugal segue preservado mesmo durante as intervenções viárias realizadas no local.

A pistola calibre .380 apreendida será um dos principais elementos da investigação. A perícia poderá verificar características do armamento e dos disparos, além de outros vestígios que possam contribuir para esclarecer a distância, quantidade e sequência dos tiros.

Até a última atualização, não haviam sido divulgados oficialmente quantos disparos atingiram Bruno, em qual parte do corpo ele foi baleado ou se a suposta faca mencionada pela defesa foi efetivamente apreendida pela Polícia Civil.

Também não havia informação oficial detalhada sobre a situação funcional do bombeiro militar após a ocorrência nem sobre eventual medida administrativa adotada pela corporação.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que deverá apurar a origem da discussão, o momento em que a arma foi sacada, a atuação de cada envolvido e se estavam presentes os requisitos jurídicos alegados pela defesa para sustentar a tese de legítima defesa.

A morte de Bruno, aos 23 anos, interrompeu a trajetória de um jovem ligado à formação médica. Documentação oficial da Universidade de Taubaté registra seu nome em processo seletivo relacionado ao curso de Medicina.

A ocorrência provocou repercussão em Taubaté poucas horas depois dos disparos, principalmente pelas circunstâncias envolvendo uma discussão de trânsito, um jovem estudante e um integrante do Corpo de Bombeiros.

Até a conclusão da investigação, a versão apresentada pela defesa deverá ser tratada como uma das linhas do caso, enquanto caberá à Polícia Civil reunir os elementos necessários para determinar com precisão como a discussão começou e em quais circunstâncias ocorreram os disparos que mataram Bruno Hashimura San Juliano.

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