Quarta-feira, Setembro 30, 2026
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ADEUS, JOSÉ: MOTORISTA DO VELOSTER MORRE DOIS DIAS APÓS GRAVE COLISÃO NO PUTIM


O grave acidente registrado na manhã de domingo (27), na Avenida João Rodolfo Castelli, no bairro Putim, em São José dos Campos, fez uma segunda vítima. José Adilson Fortunato, de 51 anos, motorista do Hyundai Veloster envolvido na colisão frontal com um Volkswagen Gol, morreu nesta terça-feira (29), depois de permanecer internado no Hospital Municipal da Vila Industrial.

Conhecido entre amigos como Batata, José Adilson havia sido socorrido em estado grave após a batida. Ele permaneceu hospitalizado por dois dias, mas não resistiu aos ferimentos. Com a morte dele, o acidente passa a contabilizar duas mortes. A primeira vítima foi Edevaldo Alves Pedrosa, de 45 anos, que estava no Volkswagen Gol e morreu ainda no local da colisão.

O acidente aconteceu por volta das 9h de domingo, na Avenida João Rodolfo Castelli, uma das principais vias de ligação da região sudeste de São José dos Campos. O Gol e o Veloster bateram de frente e ficaram severamente danificados. Equipes do Corpo de Bombeiros e do Samu foram mobilizadas para retirar e socorrer as vítimas.

Além de Edevaldo e José Adilson, outras três pessoas foram identificadas como vítimas da ocorrência. Um passageiro do Gol sofreu ferimentos graves e precisou ser levado para atendimento médico. No Veloster, um homem e uma mulher tiveram ferimentos considerados leves nas informações iniciais.

A investigação ganhou um elemento importante depois que imagens do Centro de Segurança e Inteligência, o CSI, mostraram o Hyundai Veloster trafegando pela contramão momentos antes da colisão. A análise preliminar das gravações indicou que o carro teria circulado em desacordo com as regras de trânsito e invadido a faixa contrária antes do impacto.

Relatos de moradores também foram incorporados à apuração. Segundo informações registradas pela Polícia Civil, testemunhas disseram aos agentes que o Veloster teria sido visto momentos antes sendo conduzido de maneira considerada perigosa na região do bairro dos Palmares.

Vestígios encontrados no local reforçaram, de forma preliminar, a hipótese de que o Veloster possa ter invadido a faixa contrária antes de atingir o Gol. Essa conclusão ainda depende dos laudos periciais definitivos.

A Polícia Civil também determinou exames nos veículos. O Hyundai Veloster foi apreendido para análise dos sistemas de freios e segurança. No Volkswagen Gol, parte dos trabalhos periciais ficou limitada por causa de um vazamento de fluido de freio provocado pela própria colisão.

Outro elemento analisado pela investigação é um vídeo feito depois do acidente. De acordo com o registro policial, as imagens mostrariam sinais que foram considerados preliminarmente compatíveis com possível alteração da capacidade psicomotora de José Adilson. A avaliação, porém, não representa uma conclusão definitiva e depende de análise técnica.

Antes da morte de José, ele aparecia no boletim de ocorrência como investigado por homicídio culposo e lesão corporal culposa na direção de veículo automotor. A própria Polícia Civil informou que esse enquadramento tinha caráter inicial e poderia ser modificado conforme o avanço das investigações.

A morte de José altera sua situação pessoal dentro da apuração criminal, mas não encerra o trabalho da Polícia Civil para esclarecer a dinâmica da colisão. Os investigadores ainda deverão analisar laudos periciais, câmeras de segurança, depoimentos de testemunhas e demais vestígios encontrados no local.

Outro ponto que chamou atenção durante as apurações foi a existência de uma ocorrência anterior envolvendo José Adilson e o mesmo Hyundai Veloster. Em julho deste ano, ele havia sido detido em um caso relacionado à suspeita de embriaguez ao volante, após uma ocorrência registrada em um posto de combustíveis.

Na ocasião, segundo informações divulgadas sobre aquele processo, ele teria se envolvido em uma colisão contra um muro e deixado o local conduzindo o veículo. O Ministério Público posteriormente apresentou denúncia por embriaguez ao volante, e a Justiça havia recebido a acusação poucos dias antes do acidente no Putim.

Esse episódio anterior, entretanto, não comprova que José estivesse sob efeito de álcool na manhã da colisão que matou Edevaldo. Até a última atualização, não havia confirmação de teste do bafômetro realizado após o acidente nem laudo técnico definitivo apontando consumo de bebida alcoólica naquele momento.

Com a morte de José Adilson, o acidente passa a envolver duas famílias atingidas diretamente pela mesma colisão. Edevaldo Alves Pedrosa, de 45 anos, morreu ainda no domingo e teve sua despedida realizada posteriormente no Cemitério Municipal Colônia Paraíso.

Já o velório de José Adilson acontece nesta quarta-feira (30), no Velório Municipal Paraíso, em São José dos Campos. O sepultamento está marcado para as 16h30, no Cemitério Municipal Colônia Paraíso.

O acidente mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros, Samu, Guarda Civil Municipal e outras forças que atuaram no atendimento das vítimas e na organização do trânsito. O impacto deixou os dois carros muito danificados e exigiu atenção especial durante os trabalhos de resgate e perícia.

Agora, a Polícia Civil deverá confrontar as imagens do CSI, os depoimentos das testemunhas, os vestígios encontrados na pista e os resultados dos exames realizados nos veículos para estabelecer com maior precisão a velocidade, a trajetória de cada automóvel e os segundos que antecederam a colisão frontal.

Com a confirmação da morte de José Adilson Fortunato nesta terça-feira (29), dois dias depois de permanecer internado em estado grave, a colisão da Avenida João Rodolfo Castelli passa a ter duas mortes confirmadas: Edevaldo Alves Pedrosa, de 45 anos, e José Adilson, de 51.

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