UM TIRO AO FECHAR O PORTÃO: HOMEM É MORTO DIANTE DA NAMORADA EM LORENA
O que deveria ser apenas o encerramento de mais um domingo terminou em morte na porta de casa. Fernando Camilo de Souza, de 41 anos, foi assassinado com um tiro no rosto enquanto fechava o portão da garagem, na noite de domingo, 27 de setembro de 2026, no bairro Vila Brito, em Lorena.
O crime aconteceu por volta das 23h20, em uma residência localizada na Avenida Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira.
Fernando havia passado por uma adega que pertenceria ao irmão e voltava para casa acompanhado da namorada. Ela conduzia uma motocicleta, enquanto ele seguia caminhando ao lado.
Quando o casal chegou ao imóvel, a mulher entregou as chaves para que Fernando abrisse o portão de correr da garagem. Depois que a motocicleta entrou, ele permaneceu próximo à entrada para fechar o portão.
A namorada estava de costas, guardando a moto dentro da garagem, quando ouviu um estampido semelhante a um disparo de arma de fogo.
Ao olhar por uma fresta do portão, ela viu Fernando caído dentro da garagem e com sangramento. O ataque teria acontecido em poucos segundos.
A mulher não conseguiu ver quem efetuou o disparo. Ela também afirmou aos policiais que não ouviu barulho de carro ou motocicleta deixando a região logo depois do tiro.
Essa informação passou a integrar a investigação e poderá ajudar a polícia a avaliar se o responsável se aproximou e fugiu a pé ou se utilizou algum veículo estacionado mais distante. Nenhuma dessas possibilidades, entretanto, foi confirmada.
Equipes de emergência e da Polícia Militar foram acionadas, mas Fernando não resistiu ao ferimento.
O local foi isolado para permitir o trabalho da Polícia Civil e da Polícia Técnico-Científica. A perícia examinou a garagem, o portão, a calçada e a área próxima à residência.
Na análise inicial, os peritos identificaram um ferimento provocado por arma de fogo no lado direito do rosto da vítima. As informações divulgadas até o momento mencionam um único disparo.
Ainda não foi esclarecida a distância entre o atirador e Fernando no momento do crime. Também não há informação oficial sobre o calibre da arma ou a localização de cápsulas, projéteis e outros vestígios.
O corpo foi removido depois da perícia e encaminhado ao Instituto Médico Legal. Foram solicitados exames necroscópico e toxicológico, que deverão detalhar o ferimento, a trajetória do projétil e a causa exata da morte.
O celular e um cartão bancário pertencentes a Fernando foram apreendidos. Os objetos poderão ser analisados durante a investigação.
O telefone pode ajudar os investigadores a reconstruir os últimos contatos da vítima, verificar mensagens, ligações e eventuais conversas mantidas antes do homicídio.
A análise do cartão e de possíveis movimentações financeiras também poderá ajudar a confirmar os locais por onde Fernando passou antes de chegar à residência.
Não há, porém, confirmação de que o crime tenha relação com a adega visitada por Fernando ou com qualquer movimentação feita durante aquela noite. Essa parte do trajeto ainda será apurada.
Outro elemento considerado importante é a existência de uma escola municipal em frente à residência onde ocorreu o assassinato.
Conforme o boletim de ocorrência, o prédio possivelmente possui câmeras de segurança. A Polícia Civil deverá verificar se os equipamentos estavam funcionando e se registraram o momento do disparo.
Mesmo que não tenham filmado diretamente o crime, as imagens poderão mostrar pessoas ou veículos circulando pela avenida antes e depois das 23h20.
Os investigadores também deverão procurar gravações produzidas por imóveis, estabelecimentos comerciais e equipamentos particulares existentes nas proximidades.
Até a última atualização, nenhuma imagem havia sido oficialmente divulgada. A polícia também não informou se algum suspeito foi registrado pelas câmeras.
A namorada de Fernando é uma das principais testemunhas sobre os instantes anteriores ao crime, mas não presenciou o momento exato em que o disparo foi efetuado.
Outros moradores poderão ser ouvidos para esclarecer se perceberam pessoas rondando a residência ou alguma movimentação incomum durante a noite.
A ausência de ruído de fuga chamou a atenção, mas ainda não permite determinar como o autor deixou o local. A polícia dependerá das imagens e de novos depoimentos para reconstruir esse trecho da ocorrência.
Nenhum objeto foi oficialmente apontado como roubado. O celular e o cartão bancário continuavam com Fernando e foram recolhidos pelos investigadores.
Até o momento, não foram divulgadas informações sobre ameaças anteriores, desentendimentos recentes ou algum conflito que pudesse explicar o assassinato.
Também não existe descrição do atirador, confirmação sobre a participação de outras pessoas ou informação sobre um possível veículo utilizado no crime.
A ocorrência foi registrada pela Polícia Civil como homicídio consumado de autoria desconhecida.
A investigação deverá reunir os resultados da perícia, as imagens das câmeras, os dados extraídos do telefone e novos depoimentos para tentar identificar o responsável.
Até a tarde desta segunda-feira, 28 de setembro de 2026, nenhum suspeito havia sido identificado ou preso. A motivação permanecia desconhecida.
Fernando foi atingido no instante em que realizava um gesto cotidiano: fechar o portão depois de chegar em casa. Agora, a polícia tenta descobrir quem se aproximou, efetuou o disparo e desapareceu sem ser visto pela principal testemunha.


