APÓS MORTE EM BAR, SUSPEITO É PRESO EM RODOVIÁRIA COM REVÓLVER E JABUTI NA MOCHILA
Uma discussão iniciada dentro de um bar terminou com um jovem morto, uma fuga entre duas cidades e uma prisão marcada por uma descoberta inusitada. Procurado pelo homicídio de Rafael Novais dos Santos, de 27 anos, um homem foi localizado na Rodoviária de Caraguatatuba com um revólver de numeração raspada, munições e um jabuti dentro da mochila.
O crime aconteceu no domingo, 27 de setembro de 2026, no bairro Boiçucanga, na Costa Sul de São Sebastião. Segundo as informações reunidas pela Polícia Civil, Rafael e o investigado teriam se desentendido dentro de um estabelecimento comercial.
A discussão continuou na via pública e terminou quando Rafael foi atingido por um disparo de arma de fogo na região do tórax. Ainda não foram divulgados detalhes sobre o que teria provocado o desentendimento nem se outras pessoas participaram da confusão.
Gravemente ferido, Rafael foi socorrido por populares e levado ao Hospital de Boiçucanga. A equipe médica confirmou que ele havia dado entrada na unidade com um ferimento provocado por disparo no peito.
Apesar das tentativas de atendimento, o jovem não resistiu. A morte transformou a ocorrência inicialmente atendida como disparo de arma de fogo em uma investigação por homicídio consumado.
Depois do crime, equipes das polícias Militar e Civil iniciaram buscas pela Costa Sul de São Sebastião. As informações levantadas durante as diligências indicaram que o suspeito poderia ter deixado Boiçucanga e seguido para Caraguatatuba.
O homem, de 38 anos, acabou localizado na Rodoviária de Caraguatatuba. A presença dele no terminal rodoviário, em outro município, passou a integrar os elementos considerados pela Polícia Civil ao analisar as circunstâncias posteriores ao homicídio.
Durante a abordagem, os policiais encontraram um revólver calibre .38 junto à cintura do investigado. A arma estava com a numeração suprimida, condição que impede a identificação imediata de sua origem e torna o caso mais grave na esfera criminal.
Também foram apreendidas munições que estavam com o suspeito. A quantidade exata e as condições dos cartuchos não foram informadas nas publicações consultadas.
O revólver deverá ser encaminhado para perícia. Os exames poderão verificar as condições de funcionamento da arma e analisar se ela foi utilizada no disparo que matou Rafael.
A apreensão, por si só, ainda não confirma que o revólver encontrado na rodoviária seja a arma empregada no homicídio. Essa eventual ligação dependerá dos exames periciais e da comparação com os vestígios recolhidos durante a investigação.
O celular do investigado também foi apreendido. Caso haja autorização judicial, o aparelho poderá ser analisado para verificar mensagens, ligações, localização e outros dados que possam ajudar a reconstruir a movimentação registrada antes e depois do crime.
Além da arma, das munições e do telefone, os policiais encontraram um jabuti dentro da mochila carregada pelo suspeito. O animal silvestre foi apreendido e entregue à Polícia Militar Ambiental, responsável pelas providências relacionadas à sua proteção e à apuração da procedência.
A investigação deverá esclarecer há quanto tempo o homem estava com o jabuti, onde o animal foi obtido e se existia alguma autorização emitida pelo órgão ambiental competente. Sem a documentação necessária, manter animal silvestre em cativeiro pode configurar crime ambiental.
O estado de saúde do jabuti não foi informado. Também não foi divulgado se o animal seria encaminhado para avaliação veterinária, centro de triagem ou outro local adequado.
O suspeito recebeu voz de prisão em flagrante e foi levado à delegacia. Segundo o registro divulgado, a ocorrência foi apresentada no 2º Distrito Policial de São Sebastião.
O caso foi registrado como homicídio consumado, crime ambiental relacionado à fauna silvestre e posse ou porte ilegal de arma de fogo com sinal de identificação suprimido.
A Polícia Civil também representou pela conversão da prisão em flagrante em preventiva. Entre os elementos apresentados estão a gravidade do homicídio, o fato de o investigado ter sido localizado em outro município depois do crime e a apreensão do revólver.
A manutenção do homem na prisão depende de decisão da Justiça após a análise da ocorrência e a realização da audiência de custódia. Ele deverá permanecer à disposição do Poder Judiciário enquanto prosseguem as investigações.
A apuração ainda busca esclarecer o motivo da discussão, a sequência exata dos acontecimentos e se havia alguma desavença anterior entre Rafael e o suspeito. Testemunhas que estavam no estabelecimento ou na rua poderão ser chamadas para prestar depoimento.
Imagens de câmeras de segurança instaladas nas proximidades do bar também poderão ser procuradas. Os registros podem mostrar o início da discussão, a saída dos envolvidos e os momentos anteriores ou posteriores ao disparo.
O corpo de Rafael deverá passar por exame necroscópico. O laudo poderá apontar a trajetória do projétil, a distância provável do disparo e outras informações importantes para a investigação.
A autoria e a responsabilidade criminal ainda deverão ser formalmente demonstradas durante o inquérito. Após a conclusão das diligências, os documentos serão encaminhados ao Ministério Público e ao Poder Judiciário.
A reportagem não localizou manifestação da defesa do investigado. O espaço permanece aberto para o posicionamento do suspeito ou de seus representantes legais.


