Quinta-feira, Setembro 24, 2026
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GOLPES DE R$ 1 MILHÃO: POLÍCIA PROCURA MULHER QUE PODE ESTAR EM CRUZEIRO


Uma mulher de 28 anos, suspeita de causar prejuízo superior a R$ 1 milhão por meio de golpes financeiros, é procurada pela Polícia Civil de Minas Gerais. A investigação aponta que Luana Oliveira Franco da Rosa teria utilizado documentos, celulares e dados bancários de parentes, amigos e conhecidos para contratar financiamentos e obter dinheiro em nome das vítimas.

A Justiça decretou a prisão preventiva da investigada, que não foi encontrada pelos policiais e passou a ser considerada foragida. Informações recebidas durante as buscas indicam que ela poderia ter seguido para Santos, no litoral paulista, ou estar em Cruzeiro, no Vale do Paraíba. A presença da suspeita em uma dessas cidades, entretanto, ainda não foi confirmada.

Pelo menos cinco vítimas já foram identificadas em Itanhandu, no Sul de Minas. A Polícia Civil acredita que outras pessoas possam ter sido prejudicadas e trabalha para dimensionar o alcance das supostas fraudes.

Entre as vítimas está uma idosa de 72 anos que conhecia Luana havia mais de uma década e frequentava a residência dela. A relação de confiança teria facilitado o acesso da investigada a informações pessoais e bancárias.

Segundo a apuração, Luana procurava pessoas próximas e solicitava documentos, celulares, senhas ou acesso às contas bancárias. Para conseguir essas informações, apresentava justificativas relacionadas a problemas cadastrais, pagamento de dívidas e outras operações financeiras.

Em algumas situações, as próprias vítimas teriam realizado reconhecimento facial e entregado o aparelho celular à suspeita sem saber que os dados poderiam ser utilizados para contratar financiamentos.

De posse das informações, Luana teria financiado veículos em nome de terceiros, sem o conhecimento ou consentimento dos titulares dos documentos. Ela também é investigada por pedir quantias emprestadas e prometer a devolução do dinheiro, o que, conforme os relatos apresentados à polícia, não teria acontecido.

O prejuízo reunido até o momento ultrapassa R$ 1 milhão, mas o valor poderá aumentar caso novas vítimas procurem as autoridades. A investigação relacionada ao caso tramita na Vara Única da Comarca de Itanhandu e envolve apuração por suspeita de estelionato.

A prisão preventiva foi decretada em 16 de setembro. Policiais foram até a residência indicada, mas encontraram somente a mãe de Luana, que informou que a filha não estava no imóvel.

Desde então, diligências são realizadas para localizar a investigada. Uma das linhas apuradas é a possibilidade de ela ter deixado Minas Gerais e seguido para o estado de São Paulo. Cruzeiro e Santos aparecem entre os possíveis destinos mencionados durante a investigação, mas não existe confirmação oficial sobre o paradeiro atual da suspeita.

A Polícia Civil também tenta localizar outras pessoas que possam ter entregado documentos, feito reconhecimento facial, contratado empréstimos ou descoberto financiamentos desconhecidos em seus nomes. Quem tiver informações sobre o paradeiro de Luana ou acreditar ter sido vítima deve procurar uma delegacia e registrar a ocorrência.

A defesa de Luana, representada pelo escritório Firmino Advocacia, afirma que a investigada compareceu voluntariamente à Delegacia de Polícia de Itanhandu no dia 3 de setembro e prestou esclarecimentos.

Os advogados sustentam que ela não se recusou a colaborar com a investigação e consideram a prisão preventiva desnecessária. A defesa informou ainda que adotou medidas judiciais para tentar garantir que Luana responda às acusações em liberdade.

Até a última atualização, não havia confirmação de que a investigada tivesse sido localizada, presa ou se apresentado novamente às autoridades. As suspeitas ainda serão analisadas pela Justiça, e não existe condenação relacionada a esse caso.

Foto: Polícia Civil/Divulgação

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