Quinta-feira, Setembro 24, 2026
Plantão Policial

OPERAÇÃO CONTRA O TRÁFICO TERMINA COM ARMA APREENDIDA E HOMEM PRESO EM CRUZEIRO


Uma operação realizada na manhã desta quinta-feira (24), que mobilizou 16 policiais civis e seis viaturas, terminou com um homem preso em flagrante e um revólver apreendido no bairro Lagoa Dourada, em Cruzeiro. A ação foi realizada por equipes da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (DISE), da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) e de outras unidades vinculadas à Delegacia Seccional de Polícia do município.

Os agentes foram ao endereço para cumprir um mandado de busca e apreensão domiciliar expedido no âmbito do processo que investiga suspeitas de tráfico de drogas e associação para o tráfico. A mobilização reuniu diferentes unidades da Polícia Civil para garantir o cumprimento da ordem judicial e a preservação de possíveis elementos relacionados à apuração.

A diligência foi realizada na manhã desta quinta-feira (24), em uma residência localizada na Rua Padre Natal de Rosas, no bairro Lagoa Dourada, em Cruzeiro.

Durante as buscas na residência do investigado, identificado pelas iniciais M.A.C., os policiais localizaram um revólver da marca Colt, calibre .32. A arma estava municiada com duas munições intactas do mesmo calibre.

O revólver foi recolhido e deverá ser encaminhado para os exames periciais necessários. A análise poderá verificar as condições de funcionamento do armamento, sua numeração e outras características que possam contribuir com a investigação.

Além da arma e das munições, os policiais apreenderam um aparelho celular da marca Motorola. O dispositivo também poderá ser submetido à análise técnica para verificar a existência de informações relacionadas ao inquérito que motivou a operação.

De acordo com a Polícia Civil, havia autorização judicial para a análise do aparelho, mas o investigado declarou que não forneceria a senha de acesso. O celular foi recolhido e permaneceu sob responsabilidade da equipe responsável pelo caso.

Questionado pelos investigadores, o homem teria admitido ser o proprietário do revólver. Ainda conforme o registro da ocorrência, ele afirmou que mantinha a arma na residência para defesa pessoal.

O investigado também teria reconhecido que não possuía registro do armamento nem autorização legal para mantê-lo no imóvel. A alegação de defesa pessoal não elimina a necessidade de regularização, já que a posse de arma de fogo depende do cumprimento das exigências estabelecidas pela legislação brasileira.

Diante da localização do revólver e da ausência da documentação necessária, o homem foi conduzido ao plantão policial. Após a análise dos fatos e dos materiais apreendidos, a autoridade policial ratificou a prisão em flagrante por posse irregular de arma de fogo de uso permitido.

O crime está previsto no artigo 12 da Lei nº 10.826/2003, conhecida como Estatuto do Desarmamento. O dispositivo trata da posse ou manutenção de arma de fogo, acessório ou munição de uso permitido em desacordo com as determinações legais.

A operação empregou seis viaturas e 16 policiais civis. Uma pessoa foi conduzida à delegacia e permaneceu presa depois da formalização da ocorrência.

Ao todo, foram apreendidos um revólver Colt calibre .32, duas munições intactas do mesmo calibre e um aparelho celular Motorola. Os objetos foram relacionados ao procedimento policial e deverão ser analisados no decorrer das investigações.

A Polícia Civil deverá apurar a procedência do revólver e verificar se existem outros elementos capazes de esclarecer como a arma chegou às mãos do investigado. A perícia também poderá apontar se o armamento estava em condições de efetuar disparos.

A apreensão do celular poderá contribuir para a investigação sobre as suspeitas de tráfico de drogas e associação para o tráfico. A eventual extração de informações do aparelho deverá respeitar a autorização concedida pela Justiça e os procedimentos legais aplicáveis.

Embora o mandado tenha sido expedido dentro de uma investigação relacionada ao tráfico de entorpecentes, a prisão em flagrante foi formalizada especificamente pela suposta posse irregular da arma. As duas situações seguem seus respectivos procedimentos de apuração.

A prisão em flagrante não representa condenação definitiva. O investigado deverá passar pelos procedimentos previstos em lei, e caberá ao Poder Judiciário decidir sobre a manutenção da custódia enquanto as investigações continuam.

A Polícia Civil destacou que a atuação integrada entre a DISE, a DIG e as demais unidades da Delegacia Seccional amplia a capacidade de cumprimento de mandados e de coleta de provas em investigações consideradas estratégicas.

A corporação afirmou ainda que operações dessa natureza integram o trabalho de enfrentamento ao tráfico de drogas, ao crime organizado e à circulação irregular de armas em Cruzeiro e nos demais municípios atendidos pela Delegacia Seccional.

O homem permaneceu à disposição da Justiça. A investigação principal continua e deverá reunir os resultados das perícias, a análise dos materiais apreendidos e outras diligências consideradas necessárias para o esclarecimento completo do caso.

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