MISTÉRIO DESFEITO: CATIA MORREU DE INFARTO E POLÍCIA DESCARTA CRIME EM SJC
Exames realizados pelo IML apontaram causa natural para a morte da mulher de 50 anos; sinais observados inicialmente no pescoço levantaram suspeita de violência
A investigação sobre a morte de Catia Silene da Silva, de 50 anos, teve uma resposta nesta sexta-feira (11). Após os primeiros levantamentos indicarem a possibilidade de violência, os exames realizados pelo Instituto Médico Legal apontaram que ela morreu vítima de um infarto em São José dos Campos. Com o resultado, a Polícia Civil descartou a hipótese de homicídio.
A informação foi confirmada pelo delegado Neimar Camargo Mendes, responsável pelo setor de Homicídios da Polícia Civil. Segundo ele, o médico legista concluiu que a morte ocorreu por causa natural e que não foram encontrados elementos que relacionassem o óbito a qualquer ação criminosa.
Catia foi encontrada sem vida por volta das 22h30 de quarta-feira (9), na Rua José Borges Sobrinho, na zona norte de São José dos Campos. O corpo estava em uma via pública e mobilizou equipes da Polícia Militar, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, da Polícia Civil e da Polícia Científica.
A suspeita de crime surgiu durante o primeiro atendimento. O médico do Samu que constatou a morte observou sinais físicos na região do pescoço de Catia. Como ainda não era possível determinar a origem dessas marcas nem a causa do óbito, o local foi preservado para a realização da perícia.
Diante das circunstâncias encontradas, a ocorrência foi registrada inicialmente como morte suspeita e encontro de cadáver. A Polícia Científica analisou o local e o corpo foi encaminhado ao IML, onde passou pelos exames necessários para esclarecer se Catia havia sofrido algum tipo de agressão.
Durante os primeiros levantamentos, pessoas que estavam nas proximidades foram ouvidas pelos investigadores. Nenhuma delas havia presenciado os momentos anteriores à morte. A ausência de testemunhas e os sinais observados no pescoço mantiveram a possibilidade de violência sob análise até a conclusão médico-legal.
A apuração apontou ainda que Catia estava hospedada havia poucos dias em um imóvel relacionado à ocorrência. Ela havia sido vista com vida durante a tarde de quarta-feira, algumas horas antes de ser encontrada na rua.
Com a avaliação do médico legista, os sinais que provocaram a suspeita inicial foram considerados sem relação com agressão ou outra prática criminosa. A causa apontada foi infarto, encerrando a principal dúvida que cercava o caso desde a localização do corpo.
De acordo com a Polícia Civil, Catia enfrentava problemas relacionados à dependência química. Essa informação, entretanto, não altera a conclusão apresentada pelo IML de que a morte ocorreu por causa natural.
O esclarecimento médico muda o rumo da ocorrência e afasta a hipótese de que Catia tenha sido assassinada. O que começou como uma morte cercada de dúvidas e mobilizou diferentes forças de segurança terminou esclarecido pelos exames periciais: não houve ataque ou participação de outra pessoa.


