PERIGO QUÍMICO NA DUTRA: VAZAMENTO DE ÁCIDO CLORÍDRICO FECHA SERRA DAS ARARAS E GERA FILA DE 3 KM
Um vazamento de ácido clorídrico em uma carreta provocou a interdição total da pista de subida da Serra das Araras, na Rodovia Presidente Dutra, na noite desta quarta-feira (2), em Piraí, no Sul Fluminense. A ocorrência foi registrada na altura do km 227, no sentido São Paulo, e mobilizou equipes da concessionária, do Corpo de Bombeiros e da Polícia Rodoviária Federal.
O bloqueio começou por volta das 19h47, depois que o produto químico passou a vazar diretamente do tanque da carreta. Segundo informações da concessionária responsável pela rodovia, não houve colisão, tombamento ou outro acidente envolvendo o veículo. O vazamento teria começado no próprio compartimento de transporte.
A gravidade da situação exigiu a interrupção completa da pista de subida. O objetivo foi manter outros veículos afastados e permitir que as equipes especializadas trabalhassem com segurança no controle da ocorrência.
Até a atualização mais recente, ninguém havia ficado ferido. Também não havia informação sobre pessoas intoxicadas ou atendidas por inalação do produto.
O bloqueio provocou reflexos imediatos no trânsito. A fila chegou a aproximadamente três quilômetros, enquanto motoristas aguardavam a liberação do trecho na subida da Serra das Araras. Não havia previsão confirmada para a reabertura da pista.
O ácido clorídrico exige atenção especial em situações de emergência. A Cetesb classifica a substância transportada sob número ONU 1789 como material da classe 8, correspondente a substâncias corrosivas. O produto pode liberar vapores irritantes e o contato direto deve ser evitado.
Por essa razão, a interdição não depende apenas da remoção da carreta. Antes da liberação, é necessário que as equipes avaliem as condições do veículo, o vazamento e a segurança do trecho para os demais usuários da rodovia.
Até o momento, não foi divulgado o volume de ácido clorídrico transportado pela carreta nem a quantidade que efetivamente vazou.
Também permanecem sem confirmação a empresa responsável pelo transporte, a origem da carga, o destino previsto e o que provocou a falha no tanque.
Outro ponto ainda não esclarecido é se houve contato do produto com solo, sistema de drenagem ou cursos d’água próximos. Até esta atualização, não havia informação oficial apontando contaminação ambiental.
A ocorrência acontece em um dos trechos mais sensíveis da Via Dutra. A Serra das Araras possui tráfego intenso de veículos de passeio e principalmente de caminhões que fazem a ligação entre o Rio de Janeiro, o Sul Fluminense e São Paulo.
Durante o atendimento, a orientação aos motoristas era respeitar a sinalização implantada no local, reduzir a velocidade na aproximação da retenção e seguir as determinações das equipes responsáveis pela operação.
A causa do vazamento deverá ser apurada depois que a situação estiver controlada. Uma avaliação técnica poderá determinar se houve falha estrutural no tanque, problema em alguma válvula ou outra ocorrência durante o transporte.
Enquanto isso, a subida da Serra das Araras permanece como ponto de atenção nesta noite, com equipes trabalhando para controlar o vazamento e restabelecer as condições seguras de circulação na Dutra.


