ROLÊ ALEATÓRIO TERMINA NA DELEGACIA: JOVENS IAM FAZER COMPRAS EM SP, MAS JEEP ERA ROUBADO E CLONADO
O que, segundo duas jovens, seria apenas um rolê de madrugada para fazer compras em São Paulo acabou ganhando um destino bem diferente do planejado: a delegacia. As duas, de 21 e 22 anos, foram detidas nesta quarta-feira (2) depois que a Polícia Rodoviária Federal descobriu que o Jeep Renegade em que viajavam pela Via Dutra, em Porto Real, era roubado e apresentava sinais de clonagem.
A abordagem aconteceu por volta de 0h30, na altura do km 298 da rodovia. O veículo circulava com placas de Uberaba, em Minas Gerais, quando foi parado por uma equipe da PRF durante a fiscalização.
Quem dirigia era a jovem de 22 anos. A passageira, de 21, contou aos agentes que o Jeep pertencia ao companheiro dela e explicou que estava acompanhada da amiga justamente porque a outra jovem possuía Carteira Nacional de Habilitação.
A versão apresentada inicialmente parecia simples: as duas estariam seguindo viagem para São Paulo para fazer compras. O problema apareceu quando os policiais resolveram olhar o carro com mais atenção.
Durante a inspeção, a equipe identificou irregularidades nos elementos de identificação do veículo. A conferência mais detalhada revelou que o Jeep circulava com sinais de adulteração e que as informações aparentes não correspondiam à verdadeira identidade do automóvel.
A PRF constatou que o veículo original era licenciado no Rio de Janeiro e possuía registro de roubo. As placas de Uberaba seriam utilizadas para dar ao automóvel uma aparência de regularidade durante a circulação.
O veículo recuperado seria um Jeep Renegade ano 2024, avaliado em aproximadamente R$ 108 mil. Assim, o que teria começado como uma viagem de compras pela Dutra acabou interrompido ainda no Sul Fluminense.
As duas jovens foram detidas e encaminhadas juntamente com o veículo para a 100ª Delegacia de Polícia, em Porto Real, onde a ocorrência foi apresentada à Polícia Civil.
Apesar da situação, um ponto precisa ser destacado: até o momento, não há informação pública confirmando que as jovens sabiam que o Jeep era roubado ou que teria sido clonado. Também não foi esclarecido como o veículo chegou às mãos do companheiro mencionado pela passageira.
Esse detalhe será parte importante da investigação. A Polícia Civil deverá apurar a origem do automóvel, quem realizou as adulterações, como o carro passou a circular com outra identificação e qual era a participação ou conhecimento de cada pessoa envolvida.
Também não havia sido informado, até a última atualização, se as duas permaneceram presas após serem apresentadas na delegacia ou qual enquadramento criminal foi definido pela autoridade policial.
A ocorrência chama atenção porque a adulteração dos sinais identificadores é uma prática utilizada para dificultar a identificação de veículos provenientes de crimes. Em casos de clonagem, placas e outros elementos podem ser alterados para reproduzir dados pertencentes a outro automóvel aparentemente regular.
Não foi divulgado quando ou em quais circunstâncias o Jeep recuperado em Porto Real havia sido roubado no Rio de Janeiro.
A Via Dutra também já foi cenário de outras recuperações de veículos adulterados ao longo deste ano. Em maio, outro automóvel roubado e clonado foi localizado pela PRF praticamente na mesma região, na altura do km 299 de Porto Real. Não existe informação de qualquer relação entre aquela ocorrência e o caso desta quarta-feira.
Desta vez, a viagem até São Paulo terminou antes das compras. O Jeep ficou apreendido, as jovens foram levadas para prestar esclarecimentos e a Polícia Civil agora tenta descobrir de onde saiu o veículo e como ele foi parar circulando pela Dutra com identificação adulterada.


