PEDIDO DE SOCORRO NO SUPERMERCADO: MÃE DIZ QUE ERA COAGIDA PELA PRÓPRIA FILHA E MULHER ACABA PRESA EM PINDAMONHANGABA
Um pedido de socorro feito dentro de um supermercado terminou com uma mulher presa por suspeita de descumprir uma medida protetiva de urgência contra a própria mãe, na noite de terça feira, 25 de agosto, em Pindamonhangaba. A vítima procurou ajuda enquanto fazia compras e relatou aos agentes da Guarda Civil Municipal que estava sendo coagida pela filha, mesmo existindo uma ordem judicial que impunha restrições entre as duas.
A ocorrência foi registrada por volta das 19h20 no Supermercado Semar, localizado na Avenida Nossa Senhora do Bom Sucesso. Segundo as informações divulgadas, uma equipe da Guarda Civil Municipal trafegava pela avenida quando foi abordada pelo segurança do estabelecimento.
O funcionário informou aos guardas que uma mulher havia procurado ajuda dentro do supermercado e relatado uma situação envolvendo a própria filha. Diante do pedido de socorro, os agentes entraram no estabelecimento para verificar o que estava acontecendo.
A mãe contou aos guardas que estava sendo coagida pela filha durante as compras. Segundo informações divulgadas posteriormente sobre a ocorrência, a mulher teria afirmado que a filha a obrigava a adquirir produtos no supermercado.
A vítima informou ainda que possuía uma medida protetiva de urgência contra a própria filha.
Com a informação, os guardas realizaram uma consulta aos sistemas oficiais e confirmaram que havia uma determinação judicial vigente em favor da mãe. A ordem estabelecia restrições relacionadas à filha, o que levou os agentes a considerar que havia indícios de descumprimento da medida protetiva.
Diante da confirmação da decisão judicial e da situação encontrada no estabelecimento, a mulher recebeu voz de prisão.
A equipe formada pelos guardas Sérgio e Luciano realizou o atendimento inicial e contou com o apoio dos GCMs Jonathas e Heron durante a ocorrência.
Mãe e filha foram conduzidas ao 1º Distrito Policial de Pindamonhangaba, onde o caso foi apresentado à autoridade policial de plantão.
Após a análise da ocorrência e dos documentos relacionados à medida protetiva, foram adotados os procedimentos legais. A mulher apontada como responsável pelo descumprimento permaneceu presa e ficou à disposição da Justiça.
Até o momento, não foram divulgados os nomes nem as idades das duas envolvidas. Também não foi informado publicamente qual situação anterior levou a Justiça a conceder a medida protetiva em favor da mãe.
As informações disponíveis também não indicam que tenha ocorrido agressão física dentro do supermercado. O relato apresentado à Guarda Civil Municipal é de coação e possível descumprimento da determinação judicial.
Não foram divulgados detalhes sobre quais produtos a filha supostamente exigia que a mãe comprasse, se houve ameaça verbal naquele momento ou se outras pessoas presenciaram diretamente a situação antes do pedido de socorro.
O comandante da Guarda Civil Municipal de Pindamonhangaba, Marcelo Minamisako, destacou a rapidez do atendimento realizado pelos agentes após o acionamento dentro do estabelecimento.
A existência da medida protetiva foi confirmada ainda durante a ocorrência por meio de consulta aos sistemas, permitindo que o caso fosse imediatamente encaminhado à Polícia Civil.
A investigação e os procedimentos judiciais deverão agora esclarecer todas as circunstâncias do episódio, inclusive a forma como teria ocorrido a coação relatada pela mãe e quais restrições previstas na medida protetiva teriam sido descumpridas.


