MISTÉRIO NA DUTRA: MULHER MORRE ATROPELADA DE MADRUGADA E SEGUE SEM IDENTIFICAÇÃO EM GUARATINGUETÁ
Uma mulher ainda não identificada morreu após ser atropelada na madrugada desta quarta feira, 26 de agosto, na Rodovia Presidente Dutra, em Guaratinguetá. O acidente aconteceu por volta das 4h05, no km 63,6, na pista sentido Rio de Janeiro, em um trecho próximo ao canteiro central. Mesmo após cerca de 40 minutos de tentativas de reanimação, a vítima não resistiu e teve a morte constatada no local.
Segundo o boletim de ocorrência, a mulher estava sobre a pista, nas proximidades da faixa da esquerda, quando foi atingida por um Fiat Argo prata que seguia em direção ao Rio de Janeiro. O motorista, de 32 anos, permaneceu no local após o atropelamento. A esposa dele, que estava no banco do passageiro, também permaneceu na rodovia e acionou o serviço de emergência.
As circunstâncias do acidente ainda estão sendo investigadas. Um policial rodoviário federal relatou que o atropelamento ocorreu logo depois de uma curva à esquerda e que ainda estava escuro naquele momento, o que reduzia a visibilidade no trecho.
O motorista afirmou à polícia que se deparou repentinamente com a mulher na pista e que não teve tempo suficiente para desviar. Segundo o relato, uma carreta trafegava ao lado do automóvel naquele momento, o que teria dificultado uma manobra lateral para evitar o impacto.
Após atingir a mulher, o carro conseguiu parar aproximadamente 500 metros depois do ponto do atropelamento. O condutor permaneceu no local e prestou esclarecimentos às autoridades.
Uma testemunha que trafegava pela Dutra também teria relatado que viu a mulher atravessando a rodovia a partir da região do canteiro central em direção às faixas de circulação. Essa informação, porém, ainda deverá ser confrontada com os demais elementos da investigação e com os laudos periciais.
Equipes da concessionária responsável pela rodovia foram acionadas e iniciaram manobras de reanimação. Durante aproximadamente 40 minutos, os socorristas tentaram reverter o quadro da vítima, mas ela não respondeu aos procedimentos. Um médico constatou a morte ainda na rodovia.
O motorista foi submetido ao teste do bafômetro, que apresentou resultado de 0,00 mg/L. Segundo a polícia, ele também não demonstrava sinais de embriaguez ou qualquer alteração aparente da capacidade psicomotora.
A perícia foi acionada para analisar o local do atropelamento e o veículo envolvido. Os levantamentos deverão auxiliar na reconstrução da dinâmica e na determinação da posição da vítima, da velocidade aproximada do automóvel e das condições existentes no trecho no momento do acidente.
Outro ponto que chama atenção é que não existe passarela nas proximidades imediatas do ponto onde ocorreu o atropelamento. Há, segundo informações registradas na ocorrência, um túnel localizado mais adiante utilizado por pedestres para atravessar a região.
Apesar de o caso ter sido registrado inicialmente como homicídio culposo na direção de veículo automotor, a Polícia Civil ressaltou que ainda não existem elementos suficientes para atribuir responsabilidade criminal ao motorista. O enquadramento inicial faz parte dos procedimentos da investigação e poderá ser revisto conforme o avanço da apuração.
A identidade da mulher permanece como uma das principais questões do caso. Até a última atualização, não havia divulgação do nome, idade ou endereço da vítima.
Informações publicadas posteriormente indicam que a mulher vestia calça bege e tênis colorido. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal de Guaratinguetá, onde deverá passar por exame necroscópico e pelos procedimentos necessários para identificação.
Não há informação pública confirmada sobre documentos encontrados com a vítima, familiares que tenham procurado o IML ou o motivo de ela estar naquele trecho da Rodovia Presidente Dutra durante a madrugada.
A investigação também deverá buscar esclarecer exatamente como a mulher chegou à pista, se estava tentando atravessar a rodovia e quanto tempo permaneceu sobre as faixas antes de ser atingida.
Os laudos do Instituto de Criminalística e do Instituto Médico Legal serão fundamentais para esclarecer esses pontos e definir a dinâmica do acidente.
Enquanto a investigação avança, permanece o mistério sobre quem era a mulher que perdeu a vida naquela madrugada e por que estava caminhando ou atravessando um dos trechos mais movimentados da principal rodovia que corta o Vale do Paraíba.


