MAIS DE 32 ANOS DE PRISÃO: DUPLA É CONDENADA PELA MORTE DO PEÃO DE RODEIO MATHEUS EXPEDITO EM LAGOINHA
Mais de um ano depois do assassinato que interrompeu a trajetória do jovem peão de rodeio Matheus Expedito de Campos, dois homens foram condenados pelo crime. Rodrigo Joaquim Martins Barbosa e Gabriel Querino Siqueira foram julgados nesta terça-feira (11), no Fórum de São Luiz do Paraitinga, e receberam penas que, somadas, ultrapassam 32 anos de prisão pela morte ocorrida em abril de 2025, no município de Lagoinha.
O julgamento começou por volta das 9h e se estendeu durante todo o dia, sendo encerrado por volta das 20h20. Testemunhas foram ouvidas e os acusados também passaram por interrogatório antes que o Conselho de Sentença se reunisse para decidir sobre os quesitos apresentados durante a sessão do Tribunal do Júri.
Rodrigo Joaquim Martins Barbosa foi condenado a 12 anos e 9 meses de reclusão, com cumprimento inicial da pena em regime fechado. Gabriel Querino Siqueira recebeu condenação de 19 anos, 7 meses e 7 dias de reclusão, também em regime inicial fechado.
As penas aplicadas aos dois réus somam 32 anos, 4 meses e 7 dias de prisão. O Conselho de Sentença responsável pelo julgamento foi formado por sete jurados, sendo seis homens e uma mulher. Após a votação, coube ao juiz presidente da sessão definir as penas de acordo com o resultado apresentado pelos jurados.
A condenação ocorre após um crime que causou repercussão em Lagoinha e encerrou precocemente a vida de um jovem que, além de trabalhar como borracheiro, vinha construindo seu nome nas arenas de rodeio e já havia conquistado resultados importantes na modalidade.
Matheus Expedito foi assassinado na manhã de 30 de abril de 2025, na Rua Maria do Carmo Gouvêa Rocha, na região central de Lagoinha. O ataque ocorreu em frente à borracharia onde ele trabalhava.
Segundo as informações registradas no boletim de ocorrência, uma testemunha contou à Polícia Civil que havia saído para tomar café com Matheus e retornava com ele para a borracharia quando os dois foram surpreendidos por homens que estavam em uma motocicleta.
De acordo com o relato apresentado às autoridades, o homem que ocupava a garupa da moto teria perguntado o nome da vítima. Logo depois da confirmação, foram efetuados os disparos. Matheus ainda tentou escapar da ação, mas acabou sendo atingido.
Mesmo ferido, o jovem chegou a receber socorro. Os esforços, porém, não foram suficientes e Matheus não resistiu aos ferimentos provocados pelos tiros. A perícia foi chamada para realizar os trabalhos no local e o caso passou a ser investigado pela Polícia Civil como homicídio.
Durante a apuração que levou o caso à Justiça, o Ministério Público apontou que a motivação do assassinato teria sido vingança relacionada a uma discussão. O processo avançou até chegar ao Tribunal do Júri, responsável pelo julgamento dos acusados de crimes dolosos contra a vida.
O nome de Matheus era conhecido também fora da rotina da borracharia. O jovem se dedicava ao rodeio e era considerado uma promessa da modalidade. Em 2024, ele conquistou o título da Feira Agropecuária de Santa Branca, a Fasbra, resultado que abriu para o peão uma das maiores oportunidades de sua trajetória.
Com a vitória, Matheus garantiu uma vaga para competir na tradicional Festa do Peão de Barretos, uma das principais competições do rodeio brasileiro. A conquista representava um importante avanço em sua caminhada nas arenas e colocava o jovem diante de novos desafios na carreira.
O assassinato ocorreu justamente em um momento no qual Matheus continuava envolvido com as competições. Dois dias depois da data em que foi morto, ele tinha participação marcada em outro evento de rodeio.
A trajetória que avançava dentro das arenas terminou de maneira violenta diante do local onde Matheus trabalhava diariamente. Além da carreira no rodeio e do trabalho como borracheiro, ele deixou uma filha.
Nesta terça-feira (11), mais de um ano após os tiros que provocaram sua morte, o caso chegou ao julgamento pelo Tribunal do Júri. Ao final de aproximadamente 11 horas de sessão, Rodrigo Joaquim Martins Barbosa e Gabriel Querino Siqueira foram condenados e receberam penas individuais que, juntas, ultrapassam três décadas de prisão.


