“NOSSO FILHO ESTÁ SOFRENDO”: FAMÍLIA PROCURA ANA LUÍZA, DESAPARECIDA HÁ MAIS DE DUAS SEMANAS EM RESENDE
Cada dia sem uma ligação, uma mensagem ou qualquer notícia aumenta a angústia da família de Ana Luíza Silveira Fernandes, de 29 anos. Moradora de Resende, ela está desaparecida desde 19 de julho e teria sido vista pela última vez quatro dias depois, em Porto Real. Em casa, o filho de 14 anos espera pela volta da mãe enquanto parentes realizam buscas e pedem ajuda à população.
Ana Luíza mora no bairro Fazenda da Barra II, na região das Barras, e trabalha como atendente. Segundo informações prestadas pelos familiares, ela saiu de casa dizendo que resolveria um compromisso, mas não retornou e deixou de manter contato com parentes e amigos.
O marido, Rosiclaudo Medeiros de Oliveira, conhecido como Kaká, relatou que Ana Luíza saiu apenas com a roupa que vestia e sem levar documentos. A família também perdeu o acesso ao telefone celular dela, dificultando ainda mais qualquer tentativa de comunicação ou rastreamento por conta própria.
A ausência tem afetado principalmente o filho do casal, de 14 anos. Segundo Kaká, Ana Luíza sempre demonstrou uma ligação muito próxima com o adolescente, motivo pelo qual a falta completa de contato aumentou a preocupação da família.
Para o marido, mesmo que ela decidisse não conversar com outras pessoas, dificilmente permaneceria tantos dias sem procurar o filho. O silêncio prolongado fortaleceu o temor de que alguma coisa tenha acontecido depois que ela deixou a residência.
Uma das principais pistas surgiu em Porto Real. Testemunhas afirmaram que uma mulher com características semelhantes às de Ana Luíza foi vista no dia 23 de julho nas proximidades do Horto Municipal, entre o Centro e o bairro Jardim Real. Segundo os relatos, ela aparentava estar desorientada.
A informação, entretanto, ainda não foi confirmada por imagens de câmeras de segurança. A família trata o relato como uma pista importante, mas reconhece que não há elementos suficientes para afirmar com certeza que a pessoa vista era Ana Luíza.
O rastreamento realizado durante a investigação também teria apontado Porto Real como a última localização conhecida do telefone celular da desaparecida, registrada no dia 23 de julho. Desde então, não foram divulgados novos sinais do aparelho ou informações conclusivas sobre o caminho percorrido por ela.
No momento em que desapareceu, Ana Luíza usava uma camisa de cor creme, saia jeans e chinelos dourados. Essas características podem ajudar pessoas que tenham passado pelas regiões de Resende e Porto Real durante o período.
Ela também possui duas tatuagens que podem facilitar sua identificação. Em um dos braços está escrito o nome do filho, Gabriel. No outro, há a imagem de um lobo.
Familiares continuam realizando buscas por conta própria em Resende, Porto Real e cidades próximas. Fotografias e pedidos de ajuda também estão sendo compartilhados nas redes sociais para ampliar o alcance das informações.
O desaparecimento foi registrado na 89ª Delegacia de Polícia de Resende, responsável pela investigação. A Polícia Civil trabalha para esclarecer os últimos deslocamentos de Ana Luíza e verificar as informações apresentadas por testemunhas.
A família pede que moradores, comerciantes, motoristas e pessoas que circulam entre Resende e Porto Real observem atentamente as imagens divulgadas. Qualquer informação, mesmo que pareça pequena, poderá ajudar os investigadores a reconstruir o caminho percorrido por Ana Luíza.
Informações sobre seu paradeiro podem ser comunicadas à Polícia Civil pelo telefone 197, à Polícia Militar pelo 190 ou diretamente à família pelo número (24) 99856-1053.
Enquanto as buscas continuam, permanece dentro de casa uma espera marcada pelo medo, pela ansiedade e pela esperança. Um marido procura respostas, familiares percorrem diferentes locais e um filho de 14 anos aguarda pela notícia de que sua mãe foi encontrada.


