PORTAS FECHADAS EM ATIBAIA: OPERAÇÃO ENCONTRA QUARTOS ALUGADOS PARA ENCONTROS SEXUAIS E PRENDE ADMINISTRADOR DE BOATE CLANDESTINA
Uma operação integrada das forças de segurança fechou uma boate clandestina e prendeu o homem apontado como responsável pela administração do local em Atibaia. Segundo a Polícia Civil, o estabelecimento mantinha quartos que eram alugados para encontros sexuais e funcionava sem apresentar características regulares de uma atividade comercial autorizada.
A fiscalização aconteceu no sábado, dia 1º de agosto, e reuniu equipes da Polícia Civil, Polícia Militar, Guarda Civil Municipal, Vigilância Sanitária e outros setores da Prefeitura de Atibaia. A ação teve como objetivo verificar possíveis irregularidades administrativas, sanitárias e criminais no imóvel.
Durante a abordagem, os agentes encontraram mulheres que utilizavam os quartos do estabelecimento para receber clientes. Conforme o delegado Hermes Jun Nakashima, elas declararam que combinavam os encontros por meio de aplicativos e pagavam ao administrador um valor pelo uso dos cômodos.
Segundo a Polícia Civil, os depoimentos e a forma de funcionamento do local forneceram elementos para o enquadramento inicial da ocorrência como exploração da prostituição e manutenção de estabelecimento destinado à exploração sexual.
A investigação aponta que o homem preso administrava a casa e recebia os pagamentos pela utilização dos quartos. A quantidade de mulheres encontradas no imóvel, o valor cobrado pelo aluguel e o período de funcionamento da boate não foram divulgados.
O administrador foi preso em flagrante e conduzido à delegacia para o registro da ocorrência. No domingo, dia 2 de agosto, ele passou por audiência de custódia e teve a prisão convertida em preventiva.
Com a decisão, o investigado permanecerá detido enquanto as autoridades dão continuidade às apurações. A prisão preventiva não representa condenação, mas foi determinada pela Justiça após a análise inicial dos elementos apresentados pelas forças de segurança.
Além da possível atividade criminosa identificada pela Polícia Civil, a fiscalização encontrou alimentos com o prazo de validade vencido. Segundo as informações divulgadas, os produtos seriam comercializados aos clientes que frequentavam o estabelecimento.
Os alimentos foram apreendidos pela Vigilância Sanitária. Não foram informados os tipos de produtos recolhidos, a quantidade encontrada ou há quanto tempo estavam vencidos.
Também não foi divulgado se o local possuía alvará de funcionamento, licença sanitária, autorização do Corpo de Bombeiros ou outros documentos exigidos para receber clientes e comercializar alimentos.
A Polícia Civil informou que os relatos das mulheres foram fundamentais para a caracterização inicial da atividade investigada. Segundo o delegado responsável pelo caso, elas confirmaram que encontravam clientes por aplicativos e pagavam pela utilização dos quartos administrados pelo homem preso.
Até o momento, não há informação de que alguma das mulheres fosse menor de idade ou estivesse no imóvel contra a própria vontade. Também não foram divulgadas apreensões de armas, drogas, dinheiro, celulares ou documentos relacionados à administração do estabelecimento.
O endereço, o bairro e o nome da boate foram preservados pelas autoridades. A identidade e a idade do homem preso também não foram informadas publicamente.
A investigação deverá apurar há quanto tempo a casa funcionava, qual era a origem dos clientes, como os pagamentos eram realizados e se outras pessoas participavam da administração ou recebiam parte dos valores movimentados no local.
A Polícia Civil também poderá analisar documentos, registros de mensagens e outros elementos reunidos durante a operação para esclarecer a responsabilidade de cada pessoa envolvida no funcionamento do estabelecimento.
A prostituição exercida voluntariamente por pessoas adultas não é considerada crime no Brasil. A investigação se concentra na possível exploração econômica da atividade e na manutenção de um imóvel destinado a esse tipo de prática, conforme o enquadramento apresentado pelas autoridades.
Até a última atualização, a defesa do homem preso não havia se manifestado publicamente. O caso continuará sendo acompanhado pela Polícia Civil e poderá ser encaminhado ao Ministério Público após a conclusão do inquérito.

