Quinta-feira, Julho 30, 2026
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POLICIAL DE BARRA MANSA É BALEADO NO ROSTO EM PERSEGUIÇÃO QUE TERMINOU COM CINCO MORTOS NO RIO


O soldado da Polícia Militar Charles Batista dos Santos, de 45 anos, morador do bairro Piteiras, em Barra Mansa, permanece internado após ser baleado no rosto e no ombro durante uma perseguição seguida de intenso confronto na Avenida Brasil, no Rio de Janeiro. A ocorrência terminou com cinco mortos, outros feridos e a apreensão de seis fuzis, três pistolas, uma granada e coletes balísticos.

Conhecido como soldado Batista, o policial de Barra Mansa foi socorrido e encaminhado ao Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, Zona Norte da capital fluminense. Ele passou por procedimento cirúrgico e, conforme as informações divulgadas pela Polícia Militar, apresentava estado grave, porém estável. A notícia mobilizou familiares, amigos, colegas de profissão e moradores do Sul Fluminense, que acompanham as atualizações sobre sua recuperação.

A ocorrência começou por volta das 23h de terça-feira (28), depois que equipes do Batalhão de Policiamento em Vias Expressas receberam informações de inteligência sobre dois veículos suspeitos que teriam saído da Vila Kennedy, na Zona Oeste, e seguiam em direção à região da Penha.

Os policiais iniciaram o acompanhamento e tentaram realizar a abordagem na altura de Guadalupe. Segundo a Polícia Militar, os ocupantes dos veículos desobedeceram à ordem de parada e abriram fogo contra as equipes, dando início a uma perseguição de aproximadamente 15 quilômetros pela Avenida Brasil.

Durante a fuga, disparos continuaram sendo efetuados contra as viaturas. Um dos veículos policiais ficou com diversas marcas de tiros. Foi nesse momento que o soldado Charles Batista dos Santos e o cabo Fernando Plácido Roberto Rocha, conhecido como Didi, de 38 anos, foram atingidos.

Charles foi baleado no rosto e no ombro. O cabo Fernando sofreu um ferimento na cabeça. Ambos foram levados ao Hospital Estadual Getúlio Vargas, mas Fernando não resistiu. O policial havia ingressado na corporação em 2019, atuava no Batalhão de Policiamento em Vias Expressas e deixou uma filha.

Enquanto os policiais feridos eram socorridos, outras equipes foram mobilizadas para conter a fuga. Agentes do Batalhão de Polícia de Choque montaram um cerco na altura de Ramos. Um dos carros perseguidos colidiu contra uma mureta e foi interceptado. O segundo veículo conseguiu escapar com seus ocupantes.

Segundo a corporação, seis suspeitos foram baleados durante o confronto. Quatro morreram e dois foram encaminhados para unidades hospitalares. Um deles foi levado ao Hospital Federal de Bonsucesso e o outro ao Hospital Municipal Salgado Filho.

Um motorista que passava pela Avenida Brasil também acabou atingido durante o fogo cruzado. Identificado como Vitor Alberto Sá de Souza, ele foi socorrido e levado ao Hospital Estadual Getúlio Vargas. As informações divulgadas inicialmente apontavam que o homem permanecia internado em estado grave.

Após o confronto, as equipes localizaram seis fuzis, três pistolas, uma granada e coletes balísticos. Parte dos suspeitos utilizava equipamentos de proteção durante a troca de tiros. O armamento foi apreendido e encaminhado para perícia.

A Polícia Militar informou que os homens seriam ligados a uma organização criminosa e possivelmente se deslocavam para participar de uma disputa territorial ou realizar um ataque. Essa possibilidade ainda será analisada durante a investigação.

A perseguição provocou a interdição da calha do BRT e de uma faixa da Avenida Brasil nas proximidades da estação Jardim Guadalupe. O trecho permaneceu bloqueado durante o atendimento às vítimas, o trabalho da perícia e a retirada dos veículos envolvidos. A circulação foi completamente liberada por volta das 2h20.

Ao todo, a ocorrência deixou cinco mortos. Além do cabo Fernando Plácido Roberto Rocha, quatro homens apontados pela Polícia Militar como integrantes do grupo criminoso morreram. O policial de Barra Mansa, dois suspeitos e o motorista atingido durante o confronto ficaram feridos.

A Delegacia de Homicídios da Capital assumiu a investigação. As equipes deverão analisar as armas, os veículos, as imagens de segurança e os demais elementos recolhidos. Os agentes também tentam identificar e localizar os ocupantes do segundo automóvel que escapou durante a perseguição.

O soldado Charles Batista dos Santos segue recebendo cuidados médicos. Morador do bairro Piteiras, em Barra Mansa, ele permanece acompanhado pelas equipes de saúde após ser atingido durante uma das ocorrências mais violentas registradas na Avenida Brasil.

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