LUMINOL ACENDE NOVA PISTA NO CASO BERENICE: PERÍCIA ENCONTRA VESTÍGIO DE SANGUE EM CAMINHONETE DE PATROA PRESA
A investigação sobre o desaparecimento da cozinheira Berenice Ramos de Aguiar Faria, de 60 anos, ganhou um novo elemento considerado importante pela Polícia Civil em Ubatuba. O teste de luminol realizado na caminhonete de Eliane Alves dos Santos, patroa da vítima e principal investigada no caso, revelou vestígios de sangue no veículo. O material recolhido será submetido a exame de DNA para verificar se pertence à cozinheira, que segue desaparecida.
O resultado da perícia aumenta o peso das apurações sobre o que teria acontecido com Berenice antes de desaparecer. Além dos vestígios de sangue, os peritos também identificaram duas marcas compatíveis com disparos de arma de fogo na caminhonete. Esses elementos agora passam a integrar o conjunto de provas analisado pela Polícia Civil, que investiga o caso como possível homicídio, embora o corpo da cozinheira ainda não tenha sido localizado.
Outro ponto que chamou atenção dos investigadores foi a localização do celular de Eliane. O aparelho foi encontrado em um terreno baldio ao lado da residência da investigada. Segundo a Polícia Civil, o telefone teria sido descartado no momento da prisão e estava completamente resetado, com todos os dados apagados. A perícia agora tenta recuperar informações que possam ajudar a esclarecer conversas, deslocamentos, contatos e possíveis tentativas de ocultação de provas.
Berenice desapareceu após trabalhar em um estabelecimento em Ubatumirim, no Litoral Norte de São Paulo. Segundo informações reunidas no inquérito, ela teria negociado a rescisão do trabalho e pretendia retornar para perto da família. A principal linha investigativa aponta que a cozinheira pode ter sido agredida antes de desaparecer, hipótese que a Polícia Civil ainda busca confirmar por meio de depoimentos e provas periciais.
Nesse ponto, uma testemunha passou a ser considerada peça-chave. Os investigadores tentam localizar uma pessoa que teria presenciado uma suposta agressão contra Berenice pouco antes do desaparecimento. Segundo a apuração, essa testemunha teria visto a violência e até tentado intervir, mas recuou diante da intensidade das agressões. O depoimento, caso confirmado, poderá ajudar a reconstruir os últimos momentos conhecidos da cozinheira.
A denúncia investigada aponta que Berenice teria sido acusada, sem apresentação de provas, de retirar mercadorias do estabelecimento onde trabalhava. A partir dessa suspeita, ela teria sido agredida por Eliane. A Polícia Civil trata essas informações como parte da linha de investigação e deverá confrontá-las com os resultados do luminol, laudos de DNA, imagens, depoimentos e demais provas reunidas no inquérito.
Ainda conforme a hipótese apurada, após as agressões, Berenice teria ficado desacordada e em estado grave. Na sequência, Eliane teria determinado que um homem apontado como seu sobrinho levasse a cozinheira em uma caminhonete, sob a justificativa de encaminhá-la a um hospital. Durante o trajeto, segundo essa versão investigada, o veículo teria sido interceptado por dois homens ainda não identificados, e Berenice teria sido transferida para um carro vermelho.
A investigação apura também se a caminhonete retornou ao estabelecimento depois disso para tentar aparentar que nada havia acontecido. Toda essa narrativa ainda depende de confirmação e será analisada com base nas perícias, nas imagens de câmeras, nos dados de celulares, nos veículos apreendidos e nos depoimentos das pessoas envolvidas.
Na última semana, a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão e de prisão temporária contra Eliane Alves dos Santos. Durante a operação, foram apreendidas três armas de fogo, dois celulares, o passaporte da investigada e dois veículos. Um deles é a caminhonete agora submetida ao teste de luminol, que revelou vestígios de sangue.
O celular encontrado em terreno baldio também passa a ter papel importante na investigação. Para os investigadores, mesmo resetado, o aparelho pode guardar informações recuperáveis pela perícia técnica. Mensagens apagadas, registros de chamadas, localização e dados de aplicativos podem ajudar a montar a linha do tempo do desaparecimento e apontar eventuais envolvidos.
O caso Berenice se torna cada vez mais complexo. O que começou como o desaparecimento de uma trabalhadora que queria voltar para casa agora envolve suspeita de agressão, possível homicídio, perícia em caminhonete, marcas compatíveis com disparos, celular descartado e uma testemunha que a polícia considera essencial para avançar na apuração.
Enquanto o exame de DNA não confirma a origem do sangue encontrado, a família segue sem respostas sobre o paradeiro de Berenice. A Polícia Civil continua as diligências para localizar a cozinheira, identificar todos os envolvidos e esclarecer o que aconteceu depois que ela desapareceu em Ubatuba.


