DENGUE FAZ 14 VÍTIMAS NO VALE, TAUBATÉ CONFIRMA 9ª MORTE E CRUZEIRO SEGUE COM CENÁRIO CONTROLADO
A dengue voltou a acender o sinal de alerta no Vale do Paraíba. Taubaté confirmou a 9ª morte pela doença em 2026, elevando para 14 o número de óbitos registrados na região neste ano. A nova vítima é uma mulher de 66 anos, moradora do Jardim América, que não tinha comorbidades. Ela morreu no dia 12, mas a confirmação da causa da morte foi divulgada na quarta-feira, dia 23.
Com a nova confirmação, Taubaté segue como a cidade com maior número de mortes por dengue no Vale do Paraíba em 2026. Segundo dados do painel de monitoramento do Governo do Estado de São Paulo, a região soma 8.759 casos confirmados da doença neste ano. O avanço dos números reforça a preocupação das autoridades de saúde, principalmente em municípios com maior circulação do mosquito Aedes aegypti.
A distribuição das mortes mostra a concentração dos casos mais graves em quatro cidades da região. Taubaté contabiliza 9 óbitos, Jacareí tem 2, Tremembé também soma 2 e São José dos Campos registra 1 morte. Taubaté decretou epidemia em abril e, desde então, vem registrando uma sequência de confirmações que mantém o município no centro da preocupação regional.
Enquanto algumas cidades enfrentam situação mais grave, Cruzeiro segue com cenário controlado em relação à dengue. Os dados divulgados anteriormente apontavam baixo número de casos no município, com 7 registros positivos no primeiro trimestre de 2026, e não indicavam quadro de epidemia ou explosão de ocorrências. Mesmo assim, a cidade mantém ações preventivas e de combate ao mosquito para evitar avanço da doença.
A situação de Cruzeiro mostra que o trabalho preventivo e a participação da população continuam sendo fundamentais para manter o controle. A cidade, embora esteja dentro de uma região que registra mortes e milhares de casos, não aparece entre os municípios com óbitos confirmados por dengue no levantamento regional divulgado. O cenário local, portanto, é de controle, mas com atenção permanente.
A confirmação da morte de uma mulher sem comorbidades em Taubaté aumenta a atenção para a gravidade da doença. Embora muitas pessoas ainda tratem a dengue como uma enfermidade comum, o quadro pode evoluir rapidamente e provocar complicações graves. Febre alta, dores no corpo, dor atrás dos olhos, manchas na pele, náuseas, vômitos, sangramentos e piora repentina do estado geral são sinais que exigem avaliação médica.
Apesar do cenário controlado em Cruzeiro, o avanço da dengue em cidades próximas exige atenção constante. A circulação regional da doença, somada ao deslocamento diário de moradores entre municípios do Vale do Paraíba, reforça a necessidade de manter os cuidados dentro de casa, nos quintais, terrenos, comércios, escolas e espaços públicos.
O principal combate à dengue continua sendo a eliminação dos criadouros do Aedes aegypti. O mosquito se reproduz em água parada, muitas vezes em locais simples e esquecidos, como vasos de plantas, garrafas, pneus, calhas, ralos, caixas d’água mal tampadas, bebedouros de animais e recipientes acumulados em áreas externas. Pequenos pontos de água podem se transformar em foco de proliferação.
As autoridades de saúde reforçam que a prevenção depende da participação da população. A recomendação é vistoriar imóveis semanalmente, eliminar recipientes que acumulem água, manter caixas d’água tampadas, limpar calhas, descartar corretamente lixo e entulho e permitir o acesso de equipes de combate às endemias quando houver visitas programadas.
O cenário regional mostra que a dengue segue presente e pode atingir pessoas de diferentes idades, com ou sem doenças pré-existentes. A confirmação da 9ª morte em Taubaté e o total de 14 óbitos no Vale do Paraíba em 2026 reforçam que a doença não pode ser tratada com descuido.
Em Cruzeiro, a situação permanece controlada, mas a manutenção das ações preventivas continua sendo essencial para que o município siga fora do cenário mais grave registrado em outras cidades do Vale. O combate ao mosquito precisa ser contínuo, especialmente em períodos de maior risco de proliferação.
O cuidado começa dentro de casa. Em poucos minutos por semana, é possível eliminar focos, reduzir riscos e ajudar a manter Cruzeiro em situação controlada diante do avanço da dengue em outras partes da região.


