“A INTENÇÃO DELE É ME MATAR”: JOVEM DE TAUBATÉ DENUNCIA AMEAÇAS DO EX APÓS TER CASA INVADIDA E DESTRUÍDA
Uma jovem de Taubaté denuncia viver sob medo constante depois de ter a casa invadida e destruída pelo ex-companheiro. Gabrielly Joice Pereira afirma que, ao retornar para a residência após passar um período fora, encontrou o imóvel completamente revirado, com móveis quebrados, objetos danificados e sinais de arrombamento. O caso é tratado no contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher.
Segundo o relato da vítima, a porta da casa foi arrombada. Dentro do imóvel, o cenário era de destruição. Na cozinha, a mesa estava quebrada. No quarto, um ventilador foi encontrado jogado no chão, o guarda-roupas estava danificado e pertences pessoais apareciam espalhados pela residência. Para Gabrielly, a imagem da casa destruída representou mais um capítulo de uma sequência de medo, perseguição e ameaças que ela afirma enfrentar desde o fim do relacionamento.
A jovem relata que manteve uma relação de anos com o ex-companheiro e que nunca imaginou que a convivência terminaria dessa forma. Segundo ela, após o término, a situação passou a envolver ameaças, perseguição e boletins de ocorrência. Mesmo com uma medida protetiva em vigor, Gabrielly afirma que continua sendo ameaçada de morte e teme que a violência avance para uma tragédia.
Mãe de um bebê de apenas um ano, ela diz que o medo não é apenas por sua própria vida, mas também pela segurança do filho. A jovem relata que evita expor a rotina, muda constantemente de endereço e vive em estado de alerta por receio de ser encontrada novamente pelo ex-companheiro. A destruição da casa, segundo ela, reforçou a sensação de vulnerabilidade e a necessidade de uma resposta mais efetiva das autoridades.
O ex-companheiro apontado pela vítima é identificado em publicações sobre o caso como Paulo Henrique. Gabrielly afirma que já registrou diversas ocorrências contra ele e cobra medidas que impeçam a aproximação, as ameaças e novos episódios de violência. A defesa do citado não foi localizada nas informações disponíveis. O espaço segue aberto para manifestação.
O caso também chama atenção para uma das faces mais graves da violência doméstica: quando a agressão ultrapassa a relação direta e passa a atingir o patrimônio, a rotina, a liberdade e a sensação de segurança da vítima. A casa, que deveria ser espaço de proteção, passa a simbolizar invasão, medo e perda de controle sobre a própria vida.
A medida protetiva é um instrumento previsto na Lei Maria da Penha para impedir aproximação, contato ou novas agressões contra mulheres em situação de violência. Quando a vítima relata que continua sendo ameaçada mesmo após a concessão da medida, o caso exige acompanhamento rigoroso, porque o descumprimento pode representar aumento do risco e necessidade de providências urgentes.
Gabrielly afirma que espera uma resposta mais efetiva da Justiça para garantir sua proteção e a do filho. A jovem relata que vive uma rotina marcada por insegurança, mudança de endereço e medo de ser surpreendida novamente. A denúncia expõe a dificuldade enfrentada por muitas mulheres que, mesmo depois de romperem o relacionamento, continuam sendo perseguidas e ameaçadas por ex-companheiros.
Em situações de violência doméstica, ameaças, perseguição, invasão de residência, dano ao patrimônio ou descumprimento de medida protetiva, a vítima deve acionar imediatamente a Polícia Militar pelo 190 e procurar a Polícia Civil para registrar a ocorrência. Também é possível buscar orientação pelo Ligue 180, canal nacional de atendimento à mulher.
O caso segue sob atenção das autoridades responsáveis. Gabrielly cobra proteção e afirma temer que as ameaças se concretizem. Enquanto aguarda providências, a jovem tenta reconstruir a rotina após encontrar a própria casa destruída e viver sob o peso de uma pergunta que nenhuma vítima deveria carregar: até quando será preciso fugir para continuar viva?

Foto: Reprodução/TV TH+ SBT Vale

