Domingo, Maio 31, 2026
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PERSEGUIÇÃO, TIROS E MORTE: FORAGIDO DA JUSTIÇA MORRE APÓS INTERVENÇÃO DA GCM EM SÃO JOSÉ DOS CAMPOS


Uma ocorrência que começou com uma tentativa de abordagem durante patrulhamento terminou com perseguição, disparos de arma de fogo e a morte de um homem na noite de sábado, 30, em São José dos Campos. Gabriel Felipe Alves Morais, de 30 anos, morreu após uma intervenção da Guarda Civil Municipal que teve início na região do Vista Verde, passou por um condomínio na Avenida Pedro Friggi e terminou em uma área de mata na Rua Seis, no bairro Santa Maria, região do Jardim Santa Inês I.

Segundo o boletim de ocorrência, equipes da GCM realizavam patrulhamento ostensivo quando visualizaram um veículo Hyundai HB20 trafegando de forma considerada suspeita, com mudanças bruscas de faixa e velocidade incompatível com a via. A conduta chamou a atenção dos agentes, que deram ordem de parada ao motorista. Ainda conforme o registro policial, o condutor não obedeceu à determinação e iniciou fuga em alta velocidade pelas ruas da cidade.

Durante a perseguição, o motorista entrou em um condomínio residencial localizado na Avenida Pedro Friggi, no bairro Vista Verde. De acordo com a versão registrada no boletim, dentro do condomínio ele teria realizado manobras agressivas e dirigido o veículo na direção da equipe, colocando em risco a integridade física dos guardas municipais e de outras pessoas que estavam no local. Diante da situação, um dos agentes efetuou disparos de arma de fogo ainda no interior do condomínio.

Mesmo após os disparos, Gabriel conseguiu deixar o local e retomar a fuga em via pública. A perseguição seguiu por diferentes vias urbanas, bairros próximos e trecho de rodovia, até que o veículo rompeu um obstáculo físico e entrou em uma área de mata. O boletim relata que o homem desembarcou do carro portando uma arma de fogo em punho e passou a confrontar diretamente a equipe da Guarda Civil Municipal.

Ainda segundo o registro, diante da ameaça descrita como iminente, os agentes efetuaram novos disparos para conter a agressão. Gabriel teria tentado continuar a fuga a pé pela área de mata, sendo novamente localizado com a arma. Na sequência, ocorreu novo confronto armado. Ele foi atingido, caiu ao solo e teve o óbito constatado por uma equipe médica acionada ao local.

A Polícia Civil registrou a ocorrência como homicídio decorrente de intervenção da Guarda Municipal, com excludentes de ilicitude por legítima defesa e estrito cumprimento do dever legal reconhecidas, por ora, em sede de Polícia Judiciária. A expressão indica que a conclusão inicial foi tomada com base nos elementos disponíveis no momento do registro, mas não encerra a investigação. O caso foi encaminhado ao Distrito Policial da área para continuidade das apurações e aguarda laudos periciais definitivos.

Com Gabriel, segundo o boletim de ocorrência, foi apreendida uma pistola Taurus calibre .380, além de três munições íntegras relacionadas à arma. Também foram recolhidos um celular Apple, uma folha com anotações e R$ 417 em dinheiro. Como ocorre em casos de morte decorrente de intervenção de agentes públicos, as armas funcionais dos guardas municipais envolvidos também foram apreendidas para perícia.

Entre os armamentos recolhidos estão um fuzil Taurus calibre 5.56, duas pistolas Glock calibre .40 e a pistola Taurus calibre .380 relacionada ao homem morto. O registro policial também detalha a apreensão de munições intactas, cartuchos e demais objetos que deverão ser analisados durante a investigação.

Dois guardas municipais envolvidos na ocorrência foram ouvidos e liberados. O boletim informa ainda que o local onde ocorreu a morte foi preservado para o trabalho da perícia. Já o ponto relacionado aos disparos dentro do condomínio foi descrito como parcialmente preservado, pois munições teriam sido recolhidas de forma inadvertida por segurança particular. Mesmo assim, a Polícia Civil informou que adotou as providências emergenciais cabíveis.

O registro também aponta que Gabriel Felipe Alves Morais tinha mandado de recaptura em aberto. Segundo o boletim, o mandado estava relacionado a um processo de transferência para o regime fechado, vinculado ao Foro de Campinas. A Polícia Civil informou que comunicou o órgão responsável sobre o falecimento do procurado.

A investigação deverá apurar a dinâmica completa da perseguição, a sequência dos disparos, a atuação dos guardas municipais, a arma apreendida com Gabriel, possíveis imagens disponíveis e os laudos periciais. O celular e os documentos recolhidos também poderão passar por análise, conforme avaliação da autoridade policial responsável pelo caso.

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