Domingo, Maio 31, 2026
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MAPA DAS MORTES EM TAUBATÉ: VIA DUTRA CONCENTRA 15 ÓBITOS E EXPÕE AVANÇO DA VIOLÊNCIA NO TRÂNSITO


Taubaté vive um alerta no trânsito. Dados do Infosiga mostram que duas rodovias e uma avenida urbana concentram os principais pontos de mortes em acidentes nos últimos 12 meses, período em que o município registrou 48 vidas perdidas, contra 35 no intervalo anterior. O aumento foi de 37%, revelando um cenário preocupante nas vias que cortam e movimentam a cidade diariamente.

A Rodovia Presidente Dutra aparece como o ponto mais letal de Taubaté, com 15 mortes registradas em um ano. A via, uma das mais movimentadas do país e principal ligação entre São Paulo e Rio de Janeiro, lidera com ampla diferença o levantamento de óbitos no trânsito do município. Na sequência aparece a Rodovia Oswaldo Cruz, a SP 125, com três mortes no mesmo período.

Entre as vias urbanas, a Avenida Eurico Ambrogi Santos é a que mais registrou vítimas fatais, com duas mortes nos últimos 12 meses. A SP 62, conhecida como Estrada Velha São Paulo Rio, também aparece com dois óbitos. Outras seis avenidas de Taubaté tiveram uma morte cada: Independência, Major Waldemar Furquim, São Pedro, Dr. José Ortiz Pato, Elzira Tavares de Mattos e Cônego João Maria Raimundo da Silva.

O levantamento também mostra o peso dos acidentes sem vítima fatal. Nesse ranking, a Via Dutra novamente aparece na liderança, com 108 sinistros registrados. Em seguida vêm a Rodovia Oswaldo Cruz, com 50 acidentes, e as avenidas Dom Pedro 1º e Bandeirantes, ambas com 20 ocorrências. A Rodovia Floriano Rodrigues Pinheiro, a SP 123, e a Avenida Voluntário Benedito Sérgio aparecem na sequência, com 14 acidentes cada.

Outras vias urbanas também entram na lista de pontos com maior número de ocorrências, como a Avenida Francisco Barreto, com 11 acidentes, a Rua Jacques Felix, com 10, além das avenidas Carlos Pedroso da Silveira e Charles Schnneider, ambas com nove registros.

Segundo o Infosiga, os acidentes de trânsito também provocaram forte impacto financeiro na saúde pública de Taubaté. Nos últimos 12 meses, o gasto público com atendimento relacionado a essas ocorrências chegou a R$ 109,86 milhões, valor que reforça o tamanho do problema não apenas para as famílias atingidas, mas também para a estrutura pública de atendimento.

A análise do Infosiga aponta que os registros se concentram no ano de 2026, com ocorrências distribuídas entre diferentes faixas etárias e envolvendo homens e mulheres. Entre os homens, a faixa etária de 50 a 54 anos aparece com maior frequência. Também há registros relevantes entre pessoas de 35 a 39 anos, 25 a 29 anos, 30 a 34 anos e 40 a 44 anos.

Entre as mulheres, os registros aparecem em diferentes idades, incluindo as faixas de 80 anos ou mais, 20 a 24 anos e 30 a 34 anos. A faixa de 80 anos ou mais tem presença de ambos os gêneros. Já os grupos de 60 a 64 anos e 20 a 24 anos também apresentam ocorrências envolvendo homens e mulheres, com maior volume entre o público masculino. Há ainda predominância masculina entre 75 e 79 anos, além de registros na faixa de 15 a 19 anos.

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