DHEORGE NO MAR, FAMÍLIA EM ORAÇÃO: BUSCAS SÃO PRORROGADAS EM ILHABELA E MÃE PEDE QUE OPERAÇÃO CONTINUE
As buscas por Dheorge Pereira Bernardino, de 28 anos, foram prorrogadas em Ilhabela após nova avaliação das equipes de resgate que atuam no Litoral Norte. O jovem desapareceu no mar depois de sair para um passeio de moto aquática com Bruna Damaris Sant’anna da Silva, de 26 anos, que foi encontrada com vida após passar cerca de 42 horas à deriva. Mesmo após seis dias de operação, a família segue agarrada à esperança de que ele possa ser localizado, enquanto equipes continuam mobilizadas por mar e pelo ar.
A decisão de manter os trabalhos trouxe novo fôlego aos familiares, que acompanham cada movimentação das equipes em meio à angústia e à falta de respostas. Em um apelo emocionado, a mãe de Dheorge pediu que as autoridades não encerrem as buscas e afirmou acreditar na possibilidade de o filho ainda estar vivo, perdido em alguma ilha ou ponto isolado, aguardando socorro.
“Ele pode estar em uma ilha, perdido, esperando ajuda. Peço oração, que as buscas continuem. Ainda há esperança de encontrá-lo com vida, na misericórdia de Deus”, declarou a mãe, em um pedido marcado por fé, desespero e esperança.
Além de pedir a continuidade da operação, a mãe também cobrou que todas as circunstâncias do desaparecimento sejam esclarecidas. Para a família, a ausência de uma confirmação sobre o paradeiro de Dheorge aumenta ainda mais o sofrimento. “Que Deus dê uma luz, uma direção, onde possam procurar. Sei que existe a possibilidade de ele não estar vivo, mas não temos certeza de que ele morreu. Peço a Deus e às autoridades que não deixem de procurar. Não queremos ficar nessa dúvida”, afirmou.
A comoção em torno do caso também ganhou a solidariedade de Sidney José da Silva, pai de Bruna. Mesmo aliviado pelo resgate da filha, ele afirmou que a paz das famílias só será completa quando Dheorge for encontrado. “A nossa aflição ainda continua dentro dos nossos corações. Mesmo com a nossa filha resgatada, a paz não estará completa até que o filho deles seja encontrado. Continuamos em oração para que Deus ilumine o caminho dos resgatistas”, declarou.
Uma das principais pistas localizadas até agora foi o colete salva-vidas usado por Dheorge. O GBMar, Grupamento de Bombeiros Marítimo, confirmou que o equipamento encontrado boiando em alto-mar pertence ao jovem desaparecido. O colete foi localizado nas proximidades da Ilha de Búzios, mesma região onde Bruna foi encontrada por pescadores após sobreviver quase dois dias no mar.
Apesar da localização do colete, os bombeiros reforçam que ainda não há confirmação sobre o paradeiro de Dheorge. As buscas seguem concentradas principalmente na área onde o equipamento foi encontrado, com varreduras marítimas e aéreas em uma ampla faixa do Litoral Norte. A operação mobiliza o GBMar, a Marinha do Brasil, a Força Aérea Brasileira e o Comando de Aviação da Polícia Militar.
A força-tarefa conta com três embarcações do GBMar, três embarcações da Marinha e aeronaves que percorrem a região em busca de qualquer sinal do jovem. Segundo os bombeiros, as equipes seguem realizando varreduras na área da ocorrência com o objetivo de localizar a vítima desaparecida. A prorrogação da operação mantém viva a esperança de familiares e amigos, que seguem mobilizados em correntes de oração.
Depois de receber alta hospitalar, Bruna decidiu se pronunciar publicamente e contou detalhes dos momentos de desespero vividos ao lado de Dheorge. Segundo ela, os dois permaneceram juntos durante grande parte da tentativa de sobrevivência. “Ficamos juntos em todo momento até terça-feira de madrugada”, relatou.
Bruna também negou rumores de que Dheorge teria retirado o colete salva-vidas antes de desaparecer. “Meu colega não tirou o colete e eu não vi ele afundando”, afirmou. Ainda conforme o relato da jovem, a moto aquática apresentou problemas mecânicos e começou a afundar, enquanto a forte correnteza arrastava os dois para mar aberto.
O desaparecimento ocorreu no domingo, 24, depois que Dheorge e Bruna saíram para um passeio de moto aquática na região da Praia da Ponta das Canas, no sul de Ilhabela. Na manhã seguinte, a embarcação foi encontrada parcialmente submersa e à deriva, a cerca de 22 quilômetros do ponto onde havia sido vista pela última vez.
Dheorge é natural de Alcântaras, no Ceará, e morava havia cerca de dez anos em São José do Rio Preto, onde construiu sua vida profissional. Enquanto as equipes continuam as buscas, familiares, amigos e moradores de diferentes cidades seguem acompanhando o caso, pedindo orações e esperando que a prorrogação da operação traga a resposta que todos aguardam.


