Sábado, Maio 30, 2026
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FESTA, LANCHA E MOTO AQUÁTICA: TESTEMUNHAS DIZEM À POLÍCIA QUE BRUNA E DHEORGE SAÍRAM SEM AVISAR RESPONSÁVEL ANTES DE DESAPARECIMENTO EM ILHABELA


A Polícia Civil ouviu novas testemunhas para tentar esclarecer o desaparecimento de Dheorge Bernardino e o resgate de Bruna Damaris Sant’Anna da Silva, encontrada com vida após passar cerca de 42 horas à deriva no mar em Ilhabela, no Litoral Norte de São Paulo. Os depoimentos revelam detalhes sobre o fim de semana que antecedeu o desaparecimento, marcado por encontro em casa, churrasco, consumo de bebidas, passeio de lancha e o uso da moto aquática que acabou levando o casal para alto mar.

Bruna foi resgatada após sobreviver por quase dois dias no mar e prestou depoimento à Polícia Civil nesta quinta-feira, 28, depois de receber alta hospitalar. A oitiva durou cerca de 20 minutos, mas os detalhes do que ela contou ainda não foram divulgados pela investigação. Enquanto isso, as buscas por Dheorge Bernardino continuam mobilizando equipes de salvamento e autoridades marítimas.

Entre as testemunhas ouvidas estão dois homens, de 21 e 22 anos, moradores de São José do Rio Preto. Segundo os relatos prestados à polícia, eles e Dheorge participaram da locação da lancha usada no passeio. Os dois afirmaram que um homem conhecido como Mineiro era o responsável pela locação da embarcação e também proprietário da moto aquática envolvida no caso.

Ainda conforme os depoimentos, Mineiro teria passado mal no domingo, 24, dia em que Bruna e Dheorge desapareceram. As testemunhas disseram que ele foi ao banheiro e que, nesse momento, Dheorge e Bruna teriam pegado a moto aquática sem que o responsável percebesse. Essa versão passou a ser um dos pontos analisados pela Polícia Civil para entender como os dois deixaram o grupo e acabaram à deriva.

Uma terceira testemunha, uma mulher de 22 anos, moradora de São Sebastião, também foi ouvida. Ela relatou que conheceu o grupo na sexta-feira, 22, e que todos passaram o fim de semana em uma casa, onde fizeram churrasco e consumiram bebidas alcoólicas. No domingo, o grupo saiu para um passeio de lancha, antes do desaparecimento de Bruna e Dheorge.

O caso é investigado pela Polícia Civil e também acompanhado pela Marinha do Brasil. A apuração busca esclarecer quem autorizou o uso da moto aquática, em que condições o equipamento foi utilizado, qual era a responsabilidade dos envolvidos na locação e como Bruna e Dheorge acabaram se afastando da área de passeio.

A defesa de Mineiro informou que ele foi intimado apenas na condição de testemunha para prestar esclarecimentos sobre o acidente envolvendo a moto aquática. Segundo a defesa, não há qualquer imputação criminal contra ele, que não é investigado nem acusado de crime. A defesa também afirmou que Mineiro permanece à disposição das autoridades para colaborar com a investigação.

O desaparecimento ganhou grande repercussão após Bruna ser encontrada viva, debilitada e em estado de forte desgaste físico depois de ficar cerca de 42 horas no mar. Ela foi socorrida, recebeu atendimento médico e, depois da alta, foi ouvida formalmente pela Polícia Civil. Dheorge, no entanto, segue desaparecido, e as equipes continuam as buscas na região.

Com os depoimentos colhidos, a investigação tenta reconstruir passo a passo o que aconteceu entre o passeio de lancha, o momento em que a moto aquática foi usada e o desaparecimento no mar. A versão das testemunhas, o depoimento de Bruna e os levantamentos da Marinha devem ajudar a esclarecer a dinâmica do caso em Ilhabela.

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