CAIU O PRIMEIRO: SUSPEITO DE SEQUESTRAR E MATAR THALES É PRESO NA ZONA LESTE DE SÃO JOSÉ
A investigação sobre a morte de Thales Rudson Torres, de 23 anos, teve um avanço importante na terça-feira, 26, com a prisão de Vitor Eduardo Adrião Francisco, de 22 anos, um dos quatro suspeitos identificados pela Polícia Civil no assassinato do jovem. Ele foi localizado no Jardim Nova Michigan, na região leste de São José dos Campos, após a Delegacia de Homicídios receber uma denúncia por telefone.
Thales foi encontrado morto na manhã de 30 de março de 2026, na Estrada Padre Piedade, no bairro Guamirim, em Caçapava. Segundo a investigação, o jovem estava desaparecido desde a noite anterior e foi localizado com ferimentos provocados por disparos de arma de fogo. Ele morava na região leste de São José dos Campos e não possuía antecedentes criminais, conforme apontou a Polícia Civil.
A apuração indica que o crime começou após uma confusão nas proximidades da Adega da 20, também conhecida como Toca dos Drack. Thales teria sido acusado de um suposto abuso sexual, mas testemunhas ouvidas no inquérito afirmaram não ter presenciado qualquer ato de violência sexual envolvendo a vítima. Mesmo assim, de acordo com a Polícia Civil, ele foi cercado pelos suspeitos e obrigado a entrar em um carro vermelho. Um segundo veículo, de cor preta, teria acompanhado toda a movimentação.
Depois de sair da adega, Thales teria sido levado inicialmente em direção ao Jardim Monterrey e, em seguida, para uma área rural, onde foi assassinado. Imagens de câmeras de monitoramento e da própria adega registraram a confusão e o momento em que o jovem deixou o local acompanhado pelos agressores. Esses registros ajudaram os investigadores a reconstruir a dinâmica do crime e a identificar os envolvidos.
Vitor Eduardo já havia aparecido nas diligências da Polícia Civil antes da prisão realizada na terça-feira. Ele foi localizado internado no Hospital Municipal de São José dos Campos, na Vila Industrial, com ferimentos provocados por disparo de arma de fogo na mão. Inicialmente, apresentou uma versão considerada evasiva pelos investigadores, mas depois prestou novo depoimento.
No relato posterior, Vitor afirmou que, após a acusação feita pela mãe de uma criança, ele, Luan e Welithon passaram a perseguir Thales. Segundo a investigação, o grupo teria levado o jovem para um local afastado sob o pretexto de “conversar” e agredi-lo. A versão ajudou a Polícia Civil a detalhar a sequência que terminou no assassinato.
Ainda conforme a apuração, Wellington Cristiano de Oliveira, conhecido como Dentinho, estaria armado com uma arma longa. Em determinado momento, ao tentar atingir Thales com a coronha da arma, teria ocorrido um disparo acidental, que acertou Vitor na mão. A Polícia Civil afirma que Vitor confessou estar no local do crime e que o tiro que o feriu saiu da mesma arma usada por Dentinho para matar Thales.
A Justiça decretou, na terça-feira, 26, a prisão preventiva dos quatro investigados. Com a captura de Vitor Eduardo no Jardim Nova Michigan, outros três suspeitos continuam procurados: Wellington Cristiano de Oliveira, de 32 anos, conhecido como Dentinho; Welithon Ferreira de Araújo Neto, de 19 anos; e Luan Fabrício dos Reis Ribeiro, de 29 anos. Segundo a Polícia Civil, Welithon possui registros no estado da Bahia, enquanto Luan teria dirigido um dos veículos usados na ação.
Outro ponto apontado na atualização do caso é que Vitor Eduardo já havia sido preso em fevereiro de 2026 por tráfico de drogas, mas acabou solto em audiência de custódia. Agora, com a prisão preventiva decretada no inquérito do homicídio, ele permanece à disposição da Justiça.
A Delegacia de Homicídios segue em diligências para localizar os demais investigados. Denúncias sobre o paradeiro de Wellington Cristiano de Oliveira, Welithon Ferreira de Araújo Neto e Luan Fabrício dos Reis Ribeiro podem ser feitas de forma anônima pelo telefone 181 ou pelo WhatsApp da Delegacia de Homicídios de São José dos Campos, no número (12) 3931-0220. O sigilo é garantido.


