SUSPEITO DE MATAR ADOLESCENTE EM LAVRAS DEIXA PRISÃO E VAI PARA CASA SOB MONITORAMENTO ELETRÔNICO
A decisão da Justiça de conceder prisão domiciliar ao principal suspeito de matar a adolescente Evellyn Cristine Firmino da Silva, de 17 anos, causou forte repercussão e revolta nas redes sociais nesta semana. Octávio Henrique dos Santos Campos, de 20 anos, investigado pelo assassinato da jovem em Lavras, no Sul de Minas, deixou a condição de prisão preventiva e passará a cumprir prisão domiciliar sob monitoramento eletrônico devido ao grave estado de saúde em que se encontra.
O corpo de Evellyn foi encontrado no dia 21 do mês passado em uma área rural da região da Serrinha, em Lavras, após dias de buscas. O caso chocou moradores da cidade e ganhou grande repercussão em Minas Gerais pelas circunstâncias envolvendo o desaparecimento e a morte da adolescente.
Segundo as investigações da Polícia Civil, Octávio é apontado como principal suspeito do crime e teria confessado o assassinato a um familiar. Um dia antes da localização do corpo da jovem, ele foi encontrado desacordado na mesma região rural onde a vítima seria localizada posteriormente.
A suspeita investigada pela polícia é de que Octávio tenha tentado tirar a própria vida utilizando uma quantidade excessiva de insulina. Desde então, ele permanece internado em estado grave sob escolta policial.
A Justiça decidiu substituir a prisão preventiva pela prisão domiciliar alegando impossibilidade de assistência adequada à saúde dentro do sistema prisional, além da gravidade do quadro clínico apresentado pelo investigado.
Segundo informações divulgadas pela defesa, Octávio permanece acordado, porém não consegue falar nem andar. Ele faz uso de sonda e responde apenas a estímulos de dor, estando incapacitado de realizar sozinho atividades básicas como alimentação e higiene pessoal.
A decisão judicial impôs uma série de medidas rígidas ao investigado durante o cumprimento da prisão domiciliar. Entre elas está a obrigação de permanecer recolhido em casa durante 24 horas por dia.
A única exceção autorizada será para atendimentos médicos de emergência, que deverão ser comprovados à Justiça em até 24 horas após a saída do imóvel.
Além disso, Octávio deverá utilizar tornozeleira eletrônica e está proibido de manter qualquer tipo de contato com familiares da vítima e testemunhas do caso, seja por telefone, redes sociais, mensagens ou contato presencial.
A defesa informou ainda que será necessário apresentar à Justiça, a cada seis meses, relatórios médicos detalhados atualizando o estado de saúde do investigado.
Familiares de Octávio afirmaram esperar pela recuperação dele para que possa responder judicialmente pelo crime.
O caso envolvendo a morte de Evellyn continua cercado de mistério e segue sendo investigado pela Polícia Civil. A adolescente havia desaparecido antes de ser encontrada morta em uma área rural de Lavras.
Segundo os investigadores, o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal e, até o momento, a causa oficial da morte ainda é considerada indeterminada. Exames complementares seguem em andamento para esclarecer o que realmente provocou o óbito.
A perícia informou que inicialmente não foram encontrados sinais conclusivos de asfixia, embora essa hipótese ainda não tenha sido descartada pelas autoridades. Outra linha investigativa considera a possibilidade de intoxicação ou sedação prévia da vítima, situação que será analisada através de exames toxicológicos e laboratoriais.
Mesmo sem a definição oficial da causa da morte, a Polícia Civil informou que o caso é tratado como feminicídio devido ao conjunto de provas e indícios reunidos ao longo da investigação.
Familiares relataram que Evellyn e Octávio mantinham um relacionamento conturbado e que os dois moravam juntos no bairro Novo Horizonte.
As investigações também avançaram através da análise de imagens de câmeras de segurança. Em uma das gravações analisadas pela polícia, foram registradas movimentações próximas ao imóvel do casal que indicariam um possível conflito entre duas pessoas.
Outra imagem considerada importante pelos investigadores mostra uma pessoa desacordada sendo colocada sobre uma motocicleta, cena que passou a integrar os elementos analisados no inquérito policial.
O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil de Lavras.


