Quinta-feira, Maio 7, 2026
Cidades

MORTE DE CARLOS NATÃ APÓS PERSEGUIÇÃO EM CARAGUÁ LEVA TRÊS JOVENS AO BANCO DOS RÉUS

A morte do jovem motociclista Carlos Natã Azevedo de Moraes, de 21 anos, registrada após uma perseguição durante a madrugada em Caraguatatuba, ganhou um novo desdobramento judicial. A Justiça aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público e tornou réus três jovens investigados pelo caso, que agora responderão criminalmente por homicídio qualificado.

A decisão representa um avanço importante nas investigações sobre a tragédia que chocou moradores do Litoral Norte no feriado de 21 de abril e gerou forte repercussão nas redes sociais após a divulgação de imagens da perseguição registrada por câmeras de segurança.

Segundo as investigações da Polícia Civil, tudo começou após uma confusão em uma adega localizada na região central de Caraguatatuba. Carlos Natã teria se desentendido com os ocupantes de um carro durante a madrugada e, ao deixar o local pilotando sua motocicleta, passou a ser perseguido pelo veículo ocupado pelos três denunciados.

As investigações apontam que a perseguição ocorreu em alta velocidade por ruas da cidade e terminou de forma trágica na Avenida Geraldo Nogueira da Silva. Imagens de câmeras de segurança analisadas pela polícia mostram o momento em que Carlos Natã perde o controle da motocicleta e bate violentamente na traseira de uma van estacionada.

O impacto foi extremamente forte e mobilizou equipes de resgate durante a madrugada. Apesar do socorro rápido, o jovem motociclista não resistiu aos graves ferimentos e morreu ainda no local do acidente.

Testemunhas ouvidas pela Polícia Civil afirmaram que, antes mesmo da perseguição, o motorista do carro já teria tentado atingir Carlos Natã durante a discussão ocorrida na adega, sendo impedido por pessoas que estavam presentes no estabelecimento.

Ainda segundo os depoimentos, o veículo perseguia o motociclista em alta velocidade momentos antes da colisão fatal, reforçando a suspeita de que Carlos Natã tentava fugir dos ocupantes do carro no momento do acidente.

Com base nas provas reunidas durante a investigação, incluindo imagens, depoimentos e outros elementos do inquérito, o Ministério Público denunciou os três jovens por homicídio qualificado. A denúncia foi aceita pela Justiça, fazendo com que os investigados passem oficialmente à condição de réus no processo.

Um dos acusados, de 19 anos, chegou a ser preso em flagrante após o caso. Durante audiência de custódia, ele negou participação na perseguição e afirmou não possuir responsabilidade pela morte do motociclista.

Apesar da versão apresentada pela defesa, a Justiça entendeu que existem indícios suficientes de autoria e participação no crime, convertendo a prisão em flagrante em prisão preventiva. Com isso, o suspeito permanece preso durante o andamento do processo judicial.

Os outros dois acusados irão responder ao processo em liberdade.

A morte de Carlos Natã provocou forte comoção em Caraguatatuba e reacendeu debates sobre violência envolvendo jovens, perseguições em vias públicas e conflitos registrados durante madrugadas em áreas de lazer da cidade.

Agora, os três acusados deverão responder judicialmente pelo caso que terminou na morte do motociclista após a perseguição registrada pelas câmeras de segurança.

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