Quinta-feira, Maio 7, 2026
Cidades

AGRESSORES TERÃO QUE PAGAR GASTOS DO SUS APÓS VIOLÊNCIA DOMÉSTICA EM CIDADE DO SUL DE MINAS

Uma nova lei aprovada no Sul de Minas está chamando atenção em todo o país por endurecer as consequências contra autores de violência doméstica. Em São Tomé das Letras, os agressores passarão a ser obrigados a ressarcir os cofres públicos pelos atendimentos realizados pelo Sistema Único de Saúde às vítimas de agressões físicas e psicológicas.

A proposta foi aprovada pela Câmara Municipal e publicada oficialmente no dia 27 de abril, entrando imediatamente em vigor no município. A medida determina que homens condenados ou responsabilizados por casos de violência doméstica deverão arcar financeiramente com despesas geradas ao sistema público de saúde durante o atendimento das vítimas.

Segundo o texto da lei, o ressarcimento inclui custos médicos, hospitalares, psicológicos, farmacêuticos, tratamentos de reabilitação e demais procedimentos realizados pelo SUS em decorrência das agressões sofridas pelas vítimas.

Os valores serão calculados com base na tabela oficial do Sistema Único de Saúde e deverão retornar aos cofres da própria prefeitura. A legislação também deixa claro que o pagamento das despesas não substitui outras punições previstas na legislação brasileira, como prisão, medidas protetivas e indenizações judiciais.

A proposta foi apresentada pelo vereador Tomé Fernando Costa, do PP, que afirmou que a medida busca responsabilizar diretamente os autores da violência não apenas criminalmente, mas também financeiramente pelos danos causados.

Segundo o parlamentar, a nova legislação vai além da questão econômica e traz uma mensagem de enfrentamento à violência doméstica.

“A aprovação dessa lei reafirma que a violência, em hipótese alguma, pode ser tolerada e que suas consequências também devem ser assumidas por quem comete”, declarou o vereador.

Ele destacou ainda que o impacto da violência contra a mulher também afeta diretamente os serviços públicos e toda a população.

“Quando a gente obriga o agressor a ressarcir os custos com a saúde pública decorrentes da violência, estamos falando de justiça, responsabilidade e respeito aos recursos da população”, afirmou.

A nova lei surge em meio ao aumento das discussões sobre feminicídio, agressões domésticas e violência contra mulheres em todo o Brasil. Casos de agressão frequentemente acabam gerando altos custos ao sistema público de saúde, incluindo internações, cirurgias, tratamentos psicológicos e reabilitações prolongadas.

Além da punição criminal, a proposta pretende gerar um efeito educativo e preventivo, mostrando que a violência doméstica também traz consequências financeiras diretas para quem pratica os crimes.

Apesar da lei já estar em vigor, a prefeitura de São Tomé das Letras ainda irá regulamentar como funcionará a aplicação prática da cobrança aos agressores. Uma reunião entre representantes da administração municipal, assistência social e o autor do projeto deve acontecer nos próximos dias para definir os procedimentos.

Entre os pontos que ainda serão regulamentados estão a forma de cobrança, os critérios para comprovação das despesas e os mecanismos jurídicos para garantir o ressarcimento ao município.

A expectativa do autor da proposta é que a medida sirva de exemplo para outras cidades brasileiras adotarem legislações semelhantes.

“A gente espera que outros municípios também adotem medidas semelhantes para fortalecer o combate à violência”, concluiu o vereador.

A nova legislação já provoca debates nas redes sociais e entre especialistas, principalmente sobre a ampliação de medidas de responsabilização contra autores de violência doméstica e a proteção às vítimas.

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