“DINHEIRO NÃO APAGA A DOR”: CHEFE DO BENEFÍCIO PROMETE INDENIZAÇÃO À FAMÍLIA DE MENINA FERIDA EM ESCADA ROLANTE EM SJC
O empresário Alex Ye, conhecido nacionalmente como “Chefe do Benefício” e fundador da rede Busca Busca, se pronunciou publicamente após o acidente envolvendo uma criança de 4 anos em uma escada rolante no Shopping Faro, em São José dos Campos. O caso, que gerou grande repercussão nas redes sociais e já é investigado pela Polícia Civil, ocorreu na segunda-feira (27), quando a menina ficou ferida após um degrau do equipamento ceder durante o funcionamento.
A declaração foi feita por meio das redes sociais do empresário, que soma mais de 17 milhões de seguidores, além do perfil oficial da marca Busca Busca, acompanhado por milhões de pessoas. No pronunciamento, Alex Ye afirmou que a família da criança deverá receber indenização e garantiu que está acompanhando pessoalmente o caso.
“Lamento todo o ocorrido, não tenho palavras para falar dos sentimentos da família e da sua filha”, escreveu. Em seguida, afirmou que já conversou com representantes do shopping para tratar da compensação financeira. “Conversei com o shopping para pagar indenização para a família. Sei que dinheiro não vai apagar o sentimento e a dor”, declarou.
O acidente aconteceu dentro do Shopping Faro, onde funciona uma das unidades do Busca Busca. Segundo relatos da família, eles utilizavam a escada rolante quando um dos degraus apresentou falha mecânica, abrindo um espaço no equipamento em movimento. A menina caiu e acabou sendo puxada parcialmente pelo mecanismo.
O pai da criança, David Fermino do Prado, relatou momentos de desespero ao perceber que a filha estava sendo arrastada pela estrutura.
“Abriu um buraco, minha filha caiu”, afirmou.
Segundo os pais, a criança ficou parcialmente presa no equipamento. A mãe, Edilane do Prado, relatou que a perna da menina entrou na escada e ficou presa até a altura da cintura, gerando uma cena de pânico entre familiares e pessoas que estavam próximas.
“A perna dela entrou e parou na altura da cintura. Foi um susto enorme”, contou.
Apesar da gravidade da situação, a menina foi socorrida rapidamente. Ela foi encaminhada ao Hospital da Vila, onde passou por exames médicos. Segundo informações da família, não houve fraturas, mas a criança sofreu escoriações e permanece em recuperação física e emocional.
Os pais relatam que o impacto psicológico foi intenso e que a filha voltou para casa bastante assustada.
“Ela ficou muito abalada, com medo. Ainda está tentando entender o que aconteceu”, disse a mãe.
Após o acidente, a família registrou boletim de ocorrência. O caso passou a ser investigado pela Polícia Civil como lesão corporal, e um inquérito deve apurar se houve falha de manutenção, negligência ou responsabilidade técnica relacionada ao equipamento.
Segundo Edilane, a família não pretende encerrar o caso sem esclarecimentos.
“Deixamos claro que não vamos nos calar. Queremos entender exatamente o que aconteceu”, afirmou.
No pronunciamento, Alex Ye também destacou que medidas estão sendo tomadas para evitar novos acidentes. Segundo ele, o shopping já iniciou processos de revisão técnica e contratação de empresas especializadas para analisar os equipamentos.
“A primeira coisa é prevenir que isso aconteça de novo. O shopping contratou mais empresas para fazer laudos”, explicou.
Em outro trecho da publicação, o empresário afirmou acompanhar o caso diretamente com a equipe de manutenção.
“Estou esclarecendo o ocorrido da escada rolante na unidade de São José dos Campos. Foi um grande susto. A criança teve ferimento leve na perna, mas está bem. O shopping precisa ser um ambiente seguro e confortável para receber as pessoas”, escreveu.
A administração do Shopping Faro informou, por meio de nota, que a escada rolante foi imediatamente desativada após o acidente. Segundo o comunicado, todos os equipamentos do empreendimento passam por manutenção periódica e o problema teria sido causado pela quebra inesperada de um componente interno.
A direção também informou que a responsabilidade técnica do equipamento envolve empresas especializadas fornecedoras e responsáveis pela manutenção. A área segue isolada até a conclusão das análises.
O caso ganhou repercussão nas redes sociais e levantou questionamentos sobre segurança em equipamentos de uso coletivo, especialmente em locais com grande circulação de famílias e crianças.
Enquanto a investigação segue em andamento, a família aguarda respostas e afirma que busca não apenas reparação financeira, mas esclarecimento completo sobre o que provocou o acidente.


