Quinta-feira, Abril 30, 2026
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LAUDO REVELA QUE MENINA DE 5 ANOS ESTAVA VIVA AO SER ENTERRADA E CASO CHOCA INTERIOR DE SP

O caso da morte da pequena Maria Clara Aguirre Lisboa, de apenas 5 anos, ganhou novos e assustadores desdobramentos após a divulgação do laudo do Instituto Médico Legal, que trouxe detalhes considerados devastadores para a investigação. A perícia confirmou que a criança ainda estava viva no momento em que foi enterrada em uma cova rasa no quintal da própria casa, em Itapetininga. A revelação aumentou a comoção em torno do crime e reforçou a gravidade das acusações contra a mãe da menina e o padrasto, presos após confessarem participação na morte.

Segundo o exame necroscópico, os peritos encontraram terra nas vias respiratórias da vítima, evidência que indica que Maria Clara respirava enquanto era soterrada. A constatação pericial aponta que a menina não morreu antes de ser enterrada, mas teria sofrido asfixia mecânica causada pelo soterramento. Esse detalhe transformou a investigação em um dos casos mais impactantes e perturbadores registrados recentemente no interior paulista, principalmente pela violência envolvida e pela idade da vítima.

Além da presença de terra nos pulmões e vias respiratórias, o laudo também identificou traumatismo craniano e sinais compatíveis com agressões físicas anteriores. Os peritos apontaram lesões que sugerem episódios de violência contínua, reforçando a suspeita de que Maria Clara já vinha sofrendo maus-tratos antes do crime. A análise do corpo revelou marcas que indicam um histórico de sofrimento físico, ampliando a linha investigativa sobre possíveis abusos dentro do ambiente familiar.

O corpo da menina foi encontrado em outubro de 2025, cerca de 20 dias após o crime. A localização ocorreu durante diligências realizadas pela Polícia Civil, que passou a desconfiar de contradições apresentadas pelos responsáveis durante os depoimentos. As versões dadas inicialmente levantaram suspeitas, levando investigadores a aprofundar buscas na residência. Durante a varredura, os policiais localizaram o corpo enterrado em uma área do quintal, escondido sob terra em uma cova rasa.

A descoberta chocou não apenas os investigadores, mas também moradores da cidade, que acompanharam o caso com indignação. O local onde o corpo foi encontrado passou por perícia detalhada, e os vestígios recolhidos ajudaram a montar a cronologia dos acontecimentos. A Polícia Civil acredita que houve tentativa clara de ocultação do cadáver e planejamento para dificultar a descoberta do crime.

A mãe da criança, Luiza Aguirre Barbosa da Silva, e o padrasto, Rodrigo Ribeiro Machado, foram presos após confessarem o assassinato. Durante os depoimentos, segundo informações da investigação, ambos afirmaram que a menina “atrapalhava a vida” do casal. A justificativa causou revolta e repercussão nacional, principalmente pelo nível de frieza atribuído à motivação apresentada.

Segundo investigadores, a confissão trouxe detalhes que reforçam a hipótese de um crime praticado de forma consciente e deliberada. A polícia apura agora se havia histórico de violência doméstica, negligência ou denúncias anteriores envolvendo a família. Também está sendo analisado se pessoas próximas perceberam sinais de maus-tratos ou mudanças no comportamento da criança antes do desaparecimento.

A presença de terra nas vias respiratórias é considerada uma das evidências mais fortes do processo, já que demonstra que Maria Clara ainda apresentava atividade respiratória durante o enterro. Especialistas explicam que esse tipo de achado pericial possui grande peso jurídico, pois comprova sofrimento durante os últimos momentos de vida e reforça o enquadramento em homicídio qualificado.

O Ministério Público acompanha o caso e deve utilizar os laudos técnicos para sustentar a acusação. A expectativa é que os investigados respondam por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e possíveis crimes relacionados a tortura e maus-tratos, diante dos indícios de agressões prolongadas.

Uma audiência de instrução está marcada para o dia 19 de maio. Nesta etapa, testemunhas serão ouvidas, provas serão analisadas e a Justiça decidirá se os acusados irão a júri popular. O momento será decisivo para o andamento do processo e poderá definir os próximos passos da responsabilização criminal.

A brutalidade do caso provocou forte reação pública e reabriu discussões sobre proteção infantil, fiscalização de denúncias e mecanismos de prevenção à violência doméstica contra crianças. Em Itapetininga, o nome de Maria Clara passou a representar um caso marcado por dor, indignação e cobrança por justiça.

Enquanto o processo segue avançando, familiares, moradores e autoridades aguardam respostas definitivas. A revelação de que a menina ainda respirava quando foi enterrada transformou o caso em um dos episódios mais chocantes dos últimos anos, deixando marcas profundas na comunidade e ampliando o clamor por punição rigorosa aos responsáveis.

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