Quinta-feira, Abril 30, 2026
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“1% DE CHANCE DE VIDA”: BEBÊ PREMATURA VENCEU A UTI E FOI BATIZADA EM APARECIDA APÓS PROMESSA DA FAMÍLIA

A história da pequena Eva de Paula Riguetti emocionou milhares de pessoas ao unir fé, medicina e superação em uma trajetória considerada improvável desde o nascimento. Natural de Jerônimo Monteiro, cidade localizada no sul do estado do Espírito Santo, a bebê chegou ao mundo em condições extremamente delicadas, com apenas 27 semanas de gestação e pesando 624 gramas. O prognóstico médico era devastador: segundo a equipe responsável, Eva tinha apenas 1% de chance de sobreviver.

Filha de Bruna Bello de Paula Riguetti, de 32 anos, e Jhonatan Resende Riguetti, de 34, a menina enfrentou desde os primeiros minutos de vida uma luta intensa pela sobrevivência. O parto aconteceu de forma emergencial após complicações graves durante a gestação. Até então, segundo a mãe, a gravidez transcorria normalmente, sem sinais de alerta importantes. Porém, após uma queda em casa e exames de rotina, os médicos identificaram restrição de crescimento intrauterino e problemas de vascularização, quadro que evoluiu rapidamente para a síndrome de HELLP, condição rara e grave que coloca em risco a vida da mãe e do bebê.

Diante da gravidade, a cesárea precisou ser realizada imediatamente. Eva nasceu em estado crítico e foi encaminhada diretamente para a Unidade de Terapia Intensiva Neonatal. Os primeiros dias foram marcados por extrema preocupação, aparelhos, monitoramento constante e uma rotina de incertezas para a família.

Ao todo, a bebê permaneceu internada por 81 dias na UTI neonatal, período em que enfrentou complicações típicas da prematuridade extrema. Durante esse tempo, passou por acompanhamento intensivo, sessões de fisioterapia e avaliações contínuas para monitorar o desenvolvimento cardíaco, respiratório e neurológico. Cada pequena melhora era vista como uma conquista.

Nas redes sociais, Bruna compartilhou detalhes da jornada e revelou que foi dentro do hospital que viveu sua maior aproximação espiritual. Segundo ela, a experiência transformou completamente sua visão sobre fé e esperança.

“Minha maior intimidade com Deus não nasceu dentro da igreja… nasceu ao lado da minha filha, em um leito de UTI, de joelhos suplicando pela vida dela”, escreveu.

Segundo relatos da família, houve momentos em que a situação parecia irreversível. Em uma das fases mais críticas, médicos chegaram a alertar que Eva talvez não resistisse àquela noite. Foi nesse período que os pais fizeram uma promessa: se a filha sobrevivesse, seria levada até o Santuário Nacional de Aparecida para receber o batismo e agradecer pela recuperação.

Com o passar das semanas, Eva começou a responder positivamente aos tratamentos. Ganhou peso, apresentou melhora clínica e, pouco a pouco, contrariou o prognóstico inicial. Após quase três meses de internação, recebeu alta hospitalar.

Hoje, aos oito meses, Eva já pesa cerca de cinco quilos e segue em acompanhamento médico regular, apresentando desenvolvimento considerado positivo para um bebê prematuro extremo. A recuperação é vista pela família como um verdadeiro milagre.

A promessa feita durante a internação foi cumprida recentemente. Os pais viajaram com a filha até Aparecida, no interior de São Paulo, acompanhados por familiares e amigos, para celebrar o batismo. O momento foi marcado por emoção e gratidão.

Durante a visita, a família passou pela Sala das Promessas do santuário e entregou um objeto carregado de significado: o primeiro lacinho usado por Eva ainda na UTI, quando completou seu primeiro mês de vida. O acessório simboliza os dias mais difíceis enfrentados pela bebê e a esperança mantida pelos pais durante todo o tratamento.

O próprio perfil oficial do santuário compartilhou a história e classificou Eva como um “milagre vivo”. Em publicação, destacou que, para muitas famílias, ouvir um diagnóstico de apenas 1% pode soar como uma despedida, mas que a trajetória da criança mostrou que o impossível pode ser superado.

A história da pequena capixaba ultrapassou os limites da família e passou a inspirar pessoas nas redes sociais. Para Bruna e Jhonatan, o batismo não foi apenas uma cerimônia religiosa, mas o encerramento de um ciclo de medo, dor e incerteza que deu lugar à celebração da vida.

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