Terça-feira, Abril 28, 2026
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ENVENENAMENTOS, MORTES SUSPEITAS E PRISÃO EM TREMEMBÉ: APOSENTADA ACUSADA DE MATAR NORA, FILHA E TENTAR ASSASSINAR AMIGA ENFRENTA NOVAS DENÚNCIAS

Presa na penitenciária de Tremembé, a aposentada Elizabete Arrabaça, de 68 anos, voltou a se tornar alvo de novos desdobramentos judiciais em um caso que reúne mortes suspeitas, denúncias de envenenamento e uma sequência de investigações que vêm chamando a atenção no interior paulista. Acusada pela morte da nora e investigada pela possível participação na morte da própria filha, ela agora também responde por tentativa de homicídio contra uma amiga, em um episódio ocorrido anos antes.

A mulher está presa há quase um ano e nega qualquer envolvimento nos crimes. Ainda assim, as investigações conduzidas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público apontam uma linha de suspeitas que se fortaleceu após exames toxicológicos, depoimentos e reabertura de inquéritos.

O caso que trouxe maior repercussão envolve a morte de Larissa Rodrigues, professora de pilates e nora de Elizabete. A vítima foi encontrada morta dentro do apartamento onde morava com o marido, em circunstâncias que inicialmente levantaram dúvidas, mas passaram a ganhar contornos criminais após laudos periciais.

Segundo os investigadores, exames apontaram a presença de substâncias tóxicas conhecidas popularmente como “chumbinho” no organismo da vítima. A suspeita é de que o veneno tenha sido administrado de forma planejada, sem chances de reação ou defesa.

Elizabete foi presa em maio ao lado do filho, Luiz Antônio Garnica, médico de 38 anos e marido de Larissa. Ambos passaram a responder por homicídio qualificado, com agravantes que incluem uso de veneno, motivo torpe e meio que impossibilitou a defesa da vítima.

A aceitação da denúncia pela Justiça transformou mãe e filho em réus formais no processo, que deverá seguir para júri popular. Até o momento, não há definição sobre a data do julgamento.

Mas o caso não parou por aí. A repercussão da investigação levou autoridades a revisarem outro episódio cercado de dúvidas: a morte de Nathalia Garnica, filha de Elizabete. A jovem faleceu cerca de um mês antes da morte da cunhada, e o caso havia sido inicialmente tratado como morte natural.

Com a reabertura das apurações e a realização de novos exames pelo Instituto Médico Legal, foram encontrados indícios de substância tóxica também no corpo de Nathalia. A descoberta levantou suspeitas ainda mais graves, ampliando o alcance das investigações.

Outro episódio que voltou à tona envolve uma tentativa de homicídio registrada em 2017. Segundo a denúncia, uma amiga próxima teria sido intoxicada após ingerir substâncias suspeitas. A acusação foi aceita pela Justiça e passou a integrar o conjunto de processos enfrentados por Elizabete.

Investigadores destacam que, nos casos apurados, há um ponto em comum: a suspeita teria sido uma das últimas pessoas a manter contato direto com as vítimas antes das mortes ou do suposto envenenamento.

O caso segue cercado de mistério, alimentando dúvidas e novas linhas de investigação. A Polícia Civil continua analisando documentos, perícias e depoimentos para esclarecer se há conexão entre todas as ocorrências atribuídas à aposentada.

Enquanto aguarda julgamento, Elizabete permanece detida em Tremembé, unidade prisional conhecida por abrigar presos envolvidos em crimes de grande repercussão nacional.

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