Sexta-feira, Março 27, 2026
Plantão Policial

Execução no Travessão: jovem é morto ao pedir socorro e polícia apreende celular e pen-drive com vídeos do caso

Um crime de extrema violência e com características claras de execução segue sendo investigado pela Polícia Civil após a morte do jovem Ygor Sales de Oliveira, de 21 anos, no bairro Travessão, em Caraguatatuba. O caso, que chocou moradores pela brutalidade e pela ousadia do autor, ganhou novos desdobramentos com a apreensão de materiais que podem ser determinantes para a elucidação do homicídio.

De acordo com o boletim de ocorrência, o crime aconteceu no período da noite, quando a vítima foi perseguida por um indivíduo armado pelas ruas do bairro. Já baleado, Ygor correu pela Rua Santos em uma tentativa desesperada de escapar da morte. Em busca de ajuda, ele invadiu uma residência onde acontecia uma confraternização familiar, surpreendendo os moradores que, momentos antes, haviam ouvido os disparos.

A cena foi descrita como caótica. O jovem entrou na casa ferido, pedindo socorro, enquanto o atirador permanecia do lado de fora. Mesmo sem invadir o imóvel, o criminoso conseguiu concluir a ação, fugindo logo em seguida e tomando rumo ignorado. A vítima não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no interior da residência, antes que qualquer socorro pudesse salvá-lo.

A ocorrência não se limitou à execução do jovem. Durante os disparos, um motorista de 39 anos que passava pela avenida principal do bairro acabou sendo atingido de forma indireta. Ele relatou que, ao ouvir os tiros, tentou manobrar rapidamente para deixar o local, mas teve o para-brisa do veículo atingido por um projétil. O impacto estilhaçou o vidro, provocando ferimentos leves causados pelos estilhaços.

O motorista foi socorrido e encaminhado ao pronto-socorro, onde passou por exames que descartaram a presença de fragmentos de bala em seu corpo. Um projétil foi encontrado dentro do carro e apreendido, passando a integrar o conjunto de provas analisadas pela investigação. Até o momento, não há qualquer indício de que ele tenha relação com o crime, sendo tratado oficialmente como vítima colateral.

A Polícia Civil e o Instituto de Criminalística estiveram no local para realizar os trabalhos periciais, tanto na residência invadida quanto no veículo atingido. A análise técnica busca reconstituir a trajetória dos disparos, a posição do atirador e a dinâmica completa da ação criminosa.

Um dos pontos centrais da investigação está na apreensão do celular da vítima, que pode conter informações relevantes sobre suas últimas comunicações, possíveis ameaças ou conflitos recentes. Além disso, os investigadores também recolheram um pen-drive contendo depoimentos gravados e imagens de câmeras de segurança. Esse material é considerado estratégico e deve ajudar a esclarecer com maior precisão a sequência dos acontecimentos, além de auxiliar na identificação do autor dos disparos.

A linha de investigação aponta para um crime direcionado, com indícios de que o jovem foi alvo específico do atirador. A forma como a perseguição ocorreu, aliada à insistência do criminoso mesmo diante da tentativa de fuga da vítima, reforça a hipótese de execução.

O caso foi registrado como homicídio consumado e lesão corporal na delegacia responsável por Caraguatatuba e segue sob investigação. Até o momento, ninguém foi preso.

A violência da ação, ocorrida em via pública e em meio a uma reunião familiar, causou forte repercussão entre moradores do bairro Travessão, que relatam medo e insegurança diante da ousadia do criminoso. A expectativa agora recai sobre o avanço das investigações e a análise dos materiais apreendidos, que podem ser decisivos para identificar o autor e esclarecer a motivação por trás de mais um homicídio que expõe a fragilidade da segurança em áreas residenciais.

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